Quarta-feira 26 de Fevereiro de 2020

Prémios de Jornalismo sobre Direitos Humanos e Integração entregues no D. Maria I

IMG_4758O Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração, uma iniciativa conjunta da Comissão Nacional da UNESCO e da Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros, na área da imprensa escrita, radiofónica e audiovisuais, foi entregue aos respectivos vencedores no decorrer de uma sessão pública realizada no Teatro D. Maria I.

Este prémio tem por objectivo reconhecer o trabalho desenvolvido por profissionais da comunicação social, a nível nacional, em prol dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

O Prémio, num valor global de 10.000 euros, foi atribuído aos melhores trabalhos realizados, no ano anterior, por profissionais da comunicação social nas modalidades atrás referidas, incluindo ainda o Prémio de Imprensa Regional ao melhor trabalho publicado ou difundido num órgão de comunicação social regional e local, independentemente da categoria em que se insere.

Em relação ao ano de 2019, foram apresentados ao respectivo júri – presidido pelo Prof. Guilherme de Oliveira Martins, acompanhado de Catarina Duff Burnay e Francisco Sena Santos – quatro projectos na área da imprensa escrita, cinco na rádio e sete no âmbito audiovisual.

Na escrita, houve dois vencedores, ex-áqueo, um intitulado “Uma nova vida, cá, após perder tudo (ou quase), subscrito pela jornalista Maria do Céu Neves e publicado no Diário de Notícias, e, outro, firmado por Maria João Guimarães, no jornal Público e intitulado “Uma geração tentar sair de Gaza para dizer: “Sou de Gaza”.

Nesta área, o Prémio para a Imprensa Regional foi ganho por Martine Rainho, num artigo intitulado “Activismo-Direitos Humanos: uma questão de educação” e publicado no Semanário Região de Leiria.

Na rádio, o primeiro prémio foi atribuído ao programa intitulado “Zohra – Uma Partitura para a Liberdade”, da autoria de Isabel Meira e difundida na Antena 1 e Antena 2;

Foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas, uma a Liliana Corona, com o programa “Gente como nós – Do horror da Síria para a tranquilidade de Vila Nova de Tazem”, difundida na Rádio Renascença; e “Lembra-te de mim”, sobre a doença de Alzheimer, da autoria de Cristina Lai Men, editada pela TSF.

CNID_LOGO_1_1No âmbito dos meios audiovisuais, foram atribuídos dois primeiros prémios, um denominado “Pareciam foguetes de lágrimas”, da autoria de Raquel Moleiro, Tiago Miranda, João Santos Duarte e Tiago Pereira Santos e emitida no Semanário Expresso (multimédia) e, outro, intitulado “Viver no Hospital” – sobre os idosos – da autoria de Paula Cristina Damas Revelo, reportagem publicada na RTP.

Menções Honrosas foram entregues aos autores das peças “Um povo em fuga – Venezuela”, de Mafalda Gameiro e emitida na RTP, bem como a Sibila Lind, Liliana Valente e Frederico Batista, no vídeo intitulado “Pedrógão Grande: eis que fazem novas todas as coisas” – que se refere aos incêndios de há três anos, ainda hoje traumatizantes.

Quase que “combinado” – mas nem por isso, pelo que viu “ao vivo” – a maioria dos premiados referiram-se a um “mal-estar” em vários órgãos da comunicação social, mormente os dos grupos privados, em que as condições de trabalho são mínimas e em que a saída de muitos jornalistas colocou os quadros nos mínimos dos mínimos, sendo cada vez “mais difícil” fazer jornalismo sério e independente.

André Moz Caldas e Nuno Artur Silva, secretários de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e do Cinema, Audiovisual e Media fizeram, nas suas intervenções, a apologia deste tipo de prémios, pela importância dos temas abrangidos e pela consideração pelos jornalistas, realçando as catorze edições já concretizadas, tendo André Moz Caldas, salientado que “este prémio singular é um importante instrumento ao serviço do reconhecimento público do trabalho das jornalistas e dos jornalistas, e de outros profissionais da comunicação social”, reforçando que “vivemos num mundo de novos muros, em que o silêncio e a desinformação cimentam o preconceito, a discriminação, o ódio e o medo, essas velhas pedras de seculares cátedras, da opressão e da guerra”.

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