Sexta-feira 06 de Agosto de 2021

Vitória Portuguesa dá liderança a Iuri Leitão na Alentejana

Podium/João Calado

Podium/João Calado

Iúri Leitão é o novo comandante da 38ª Volta ao Alentejo em Bicicleta/1º Grande Prémio CMTV.

Depois do triunfo lhe ter escapado por pouco na etapa inaugural, esta quinta-feira, em Sines, o sprinter português não deu hipóteses à concorrência e aos 22 anos conquistou a maior vitória da ainda jovem carreira no ciclismo de estrada. Afinal, trata-se de um campeão europeu de scracth (ciclismo de pista) e que aspira estar no topo do sprint. Na “Alentejana” não só venceu a etapa mais longa (e bem quente!) como ainda vestiu a Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde.

Ciclista persistente e ambicioso não conseguia parar de sorrir no final. “A minha equipa garantiu que conseguisse economizar o máximo de energia e no final fizeram a aproximação perfeita e eu só tive de sprintar. A parte mais fácil foi feita por mim. A vitória é de toda a equipa”, salientou o ciclista da Tavfer-Measindot-Mortágua, que acrescentou ainda que “foi uma etapa muito longa, que acabou por se fazer dura pelo calor e pela distância. O terreno do Alentejo é muito plano, são estradas muito longas e acabou por ser uma etapa bastante desgastante”.

Com 195,5 km entre Almodôvar e Sines, três metas volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria, a segunda etapa era em tudo idêntica à do dia anterior e a expectativa era um final ao sprint. A longa quilometragem e o calor não terão seduzido muitos a tentar fugir, pelo que os primeiros três que tentaram ficaram na frente e chegaram a ter mais de 11 minutos de vantagem! Lá atrás no pelotão, foi o jogo da paciência. Pedalar, evitar incidentes, com a Euskaltel-Euskadi a ter de assumir as despesas do controlo da etapa porque defendia a liderança de Juan Jose Lobato e, por essa razão, a equipa basca fez o trabalho que lhe era exigido.

Ciclismo-VoltaAlentejo-24-06-2021Dança de Camisolas

Leitão partiu para a etapa com a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, mas apenas por “empréstimo”. Era Lobato o líder, mas com a amarela vestida, “cedeu” a verde. No final teve mesmo de ceder tudo. O ciclista de Viana do Castelo não só é o novo líder da corrida, como é primeiro na classificação dos pontos. Será agora ele a “emprestar” a camisola verde a um corredor também da Euskaltel-Euskadi.

Desta feita, Lobato, o espanhol nem apareceu no sprint e foi o companheiro, Mikel Aristi, quem procurou a vitória. Foi segundo na etapa e ocupa a mesma posição na geral e nos pontos.

Para completar a mudança em todas as classificações individuais, o holandês Alex Molenaar (Burgos-BH) assumiu a liderança na juventude, depois do quarto lugar na etapa e veste agora a Camisola Branca FGil.pt. Já a Euskaltel-Euskadi continua como a melhor na classificação por equipas.

A longa etapa teve Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola) – segundo dia com a equipa alentejana a ter um corredor na fuga – e o japonês Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti) a escaparem do pelotão logo nos primeiros quilómetros da corrida.

Rapidamente se percebeu que o pelotão ia controlar à distância. O trio foi discutir as metas volantes e o prémio de montanha. Narciso venceu duas, Santos uma. Ishigami estava interessado na Camisola Preta E-Redes, da montanha e cumpriu a missão. Só a cerca de 30 quilómetros da meta, a fuga foi finalmente anulada por um pelotão de onde sairam ainda alguns elementos na tentativa de surpreender, mas o sprint em bloco compacto era o destino final da etapa.

Na etapa, Iuri Leitão venceu com 5h11m18s, ao commando de um pelotão com 82 unidades, todos com o mesmo tempo, dos 122 que estão em prova.

Na geral. Iuri soma 9h50m50s, a par dos 82 ciclistas que se seguem.

Por equipas, a espanhola da Euskaltel-Euskadi segue na frente, com um total de 29h59m30s, num grupo que englobe mais 14 formações.

Por pontos (camisola verde),liderança para Iuri Leitão (45 pontos); o japonês Masahito Ishigami comanda a montanha (camisola preta) e Alex Molenaar (Burgos) é o líder.

 

Corrida regressa ao interior Alentejano

 

Ao terceiro dia de competição, esta sexta-feira, baixa a quilometragem, mas mantém-se a receita. Os sprinters poderão ter mais uma oportunidade, antes de um sábado potencialmente decisivo, com a dupla etapa (tirada de montanha de manhã e contrarrelógio individual à tarde).

Três metas volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria vão preencher os 173,1 quilómetros, entre Álcacer do Sal e Mora, da terceira etapa.

 

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