Sexta-feira 06 de Agosto de 2021

Mark Cavendish cumpriu terceira vitória no Tour de France com Ruben Guerreiro a recuperar

© ASO / Charly Lopez

© ASO / Charly Lopez

O britânico Mark Cavendish conquistou a terceira vitória no 108º Tour de France, nesta terça-feira, ao superar os belgas Wout van Aert e Jasper Philipsen em Valence após um final agitado. O esloveno Tadej Pogacar manteve a camisola amarela mas terá, esta quarta-feira, novas frentes de “batalha” na subida dupla do Mont Ventoux.

A partida, em Albertville, deu o primeiro sinal de que a etapa poderia não ser calma de todo, quando a primeira de fuga se deu ao km 2, com Tosh Van der Sande (Lotto-Soudal) a atacar, a quem se juntou Hugo Houle (Astana).

Não houve reacção do pelotão e, no km 17, a vantagem dos fugitivos chegou a 6’05”, após o que Stefan Küng (Groupama-FDJ) tentou sacudir o grupo, mas logo foi reorganizado com o Team DSM puxando em um ritmo constante antes que Tim Declercq começasse a definir o ritmo para Deceuninck-Quick Step.

Houle conquistou o único ponto da montanha, no cole de Couz, km 58,5, onde o holandês Van der Sande venceu o sprint intermediário em La Placette (km 82,3), onde Mark Cavendish não tentou defender sua camisa verde contra nomes como Sonny Colbrelli, Michael Matthews e Jasper Philipsen que ficaram com os primeiros lugares atrás dos dois primeiros ciclistas.

Na segunda metade da etapa, o pelotão manteve a dupla da frente na coleira, por volta de 1’30 ”.

À medida que o grupo acelerava, a diferença horária era de apenas 28 ” com 45 km pela frente, mas olhando para o tempo tempestuoso à frente, o grupo principal pegou leve. Van der Sande sentou-se a 38 km do fim. 2km adiante, Houle também foi trazido de volta depois que o Team BikeExchange aumentou o ritmo na frente do pelotão. Decuninck-Quick Step tentou criar escalões dentro de 30 km, mas as condições não eram ideais para isso, apesar da ameaça de um clima tempestuoso. Enquanto o grupo diminuía a velocidade, Colbrelli conseguiu voltar depois de um pneu furado.

A DSM tentou preparar o sprint para Cees Bol, mas o Deceuninck-Quick Step manteve a situação sob controle e conduziu o pelotão. Sucessivamente, Julian Alaphilippe, Kasper Asgreen, Davide Ballerini e Michael Morkov abriram caminho para Cavendish, que se defendeu de Van Aert à sua esquerda e Philipsen à sua direita para obter mais uma vitória de etapa.

Em relevo também esteve o português Rúben Guerreiro, que terminou na 27ª posição, com o mesmo tempo do vencedor, ainda que subindo dois lugares na geral, o que foi muito bom. Ao contrário, Rui Costa continua a descer.

Cavendish cobriu os 190,7 km no tempo de 4h14m07s, depois de um sprint vigoroso ante os belgas Wourt Van Aert (Jumbo-Visma) e Jasper Philipsen (Alpecin Fénix), ambos com o mesmo tempo, tendo-se seguido o francês Nacer Bouhanni (Arkea-Samsic) e o australiano Michael Mattews (BikeExchange), também com o mesmo tempo do britânico

Na classificação geral, o esloveno Tadej Pogacar (EAU), manteve a liderança, somando 38h25m17s, seguindo-se o australiano Ben O’Connor (AGR2Citroen), a 2m01s; o colombiano Rigoberto Uran (EF Education-Nippo), a 5m18s; o dinamarquês Jonas Vingegaard (Cofidis), a 5m32s e o equatoriano Richard Carapaz (Ineos Grenadiers), a 5m33s, mantendo-se por completo a classificação.

Ruben Guerreiro subiu dois lugares (de 25º para 23º), a 36m57s do primeiro, enquanto Rui Costa desceu do 81º para o 86º posto, a 1h20m13”.

Nos pontos, M. Cavendish (Deceuninck) continua a comandar, enquanto o colombiano Nairo Quintana (Arkea-Samsic) passou a liderar a Montanha. Tadej Pogacar (EAU) é também o melhor na Juventude e a Barhain Victorius manteve-se no comando da classificação geral por equipas.

Nesta terça-feira, na 11ª etapa, ligando Sorgues e Maloucène, numa distância longa (198,9 km), (km 122,5) e outra da mesma altura ao km 176,9 km, aqui com uma inclinação de 8,8%. É obra.

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