Sexta-feira 24 de Setembro de 0263

Luciana Diniz 10ª nos Saltos de Obstáculos e esta quinta-feira pode bastar um triplo salto para a quarta medalha

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A cavaleira Luciana Diniz e o cavalo “Vertigo du Desert” participaram na final olímpica de Saltos de Obstáculos e classificou-se no 10.º lugar; Angélica André igualou o melhor resultado português nos 10 km de Natação em Águas Abertas; Marta Pen fez o melhor tempo pessoal do ano nas meias-finais dos 1.500m, melhorando a classificação do Rio 2016, tal como Cátia Azevedo ganhou vários lugares em relação aos Jogos de há cinco anos, nos 400 metros. E Teresa Portela voltou a reservar lugar numas meias-finais, na Canoagem.

Esta quinta-feira é dia de decisão para Pedro Pichardo, na final do triplo salto, a partir das 3h00 da madrugada, onde Portugal pode confirmar a obtenção da melhor classificação de sempre se, como se espera, consiga chegue ao pódio

Nesta quarta-feira, Marta Pen conseguiu a melhor marca da época na distância dos 1.500 metros, ao terminar a segunda meia-final com 4.04,15, correspondente ao 19º lugar na classificação geral, melhorando o 36º lugar que tinha obtido no Rio de Janeiro em 2016.

No final da prova, a atleta da Equipa Portugal estava contente com a prestação tida, tendo referido que “vim disputar um lugar na final mas os 1.500 metros são uma prova muito táctica e nos últimos 400 metros não estava muito bem posicionada. Ainda assim, estou muito orgulhosa do sítio onde estou e deste season best”.

Quem também melhorou a classificação geral face à anterior edição dos Jogos foi Cátia Azevedo, que tinha sido 31ª em 2016 na prova de 400 metros e, desta vez, terminou em 17º lugar, após ter sido 7ª na sua meia-final, com o tempo de 51,32 segundos, a terceira melhor marca de sempre. Cátia salientou que “queria uma marca na casa dos 50 segundos, o que não foi possível mas saio daqui bastante satisfeita. Tenho a certeza que estou a valer o meu recorde pessoal, mas corri um pouco mais tensa entre os 200 e os 300 metros e paguei a factura no final”.

Na Canoagem, Teresa Portela alinhou na primeira série das qualificações de K1 500 metros e terminou em 2º lugar, com o tempo de 1.48,727, apenas atrás da belga Hermien Peters (1.47,959). Com este resultado, garantiu o acesso directo à meia-final, que se disputa esta quinta-feira, às 02h05.

Segundo Cátia referiu, “vejo as coisas muito competitivas e a minha eliminatória tinha boas adversárias. Não sei se vinha no máximo, mas fiquei contente por ter passado e assim estou melhor amanhã para a semifinal. Gostava de passar à final mas acredito que vai ser muito mais competitivo e complicado”.

Joana Vasconcelos também competiu nesta distância, mas foi 5ª classificada (1.57,513) nas qualificações, tendo disputou os quartos-de-final onde também não conseguiu a progressão na prova, ao terminar em 6º, com 1.56,622. No final, a atleta salientou que “claro que queria mais, mas não foi possível. Foi uma época muito longa e acho que já não cheguei aqui no meu melhor. Agora tenho o grande objectivo de trabalhar para Paris”.

Na modalidade Equestre, Luciana Diniz classificou-se no 10º lugar da final olímpica de saltos de obstáculos, com o tempo de 84,69 e uma penalização de quatro pontos.

Foi no obstáculo 13 que a cavaleira e o cavalo “Vertigo du Desert” tiveram um derrube que condicionou o resultado final, Luciana que referiu, no final, que “não acredito no número do azar, mas foi o único obstáculo em que hoje não montei perfeitamente. Não é por ser o número 13, mas sinto que ali faltou um pouco de precisão”.

Explicou ainda que “ali o tempo estava a ficar apertado. No número doze, o meu cavalo saltou muito alto e vinha devagar, e eu tive de o avançar um pouco mais, que é exactamente o que ele não gosta”.

Luciana Diniz assumiu directamente a responsabilidade ao afirmar que “o erro foi da cavaleira, porque o cavalo estava perfeito. Por isso é que fico motivada a melhorar e a aperfeiçoar-me a cada percurso.”

A medalha de ouro foi para o britânico Ben Maher, em “Explosion W”; a de prata para o sueco Peder Fredricson, em “All In” e o bronze para Van der Vleuten, dos Países Baixos, em “Beauville Z”. Concluíram a prova 25 dos 30 conjuntos finalistas.

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Angélica André terminou os 10 km de Natação em Águas Abertas no 17º lugar, entre as 25 participantes na prova realizada na Marina de Odaiba, tendo terminado a 5.09,9 da medalha de ouro, a brasileira Ana Marcela (1.59.30,8), e igualou o resultado obtido por Daniela Inácio, nos Jogos Olímpicos Pequim 2008.

Angélica André fez o balanço da sua participação ao afirmar que “acabei por igualar o melhor resultado português em Jogos Olímpicos. Dei tudo o que tinha para dar, mas não estou feliz. Nunca me senti bem na prova, do princípio ao fim. Todas as sensações que tive esta semana foram incríveis, estava a nadar muito bem, mas hoje não consegui aquilo que queria. Não foi a estreia que eu mais desejei.”

 

Ainda na noite desta quarta-feira, Tiago Campos esteve na final directa dos 10 km de Natação em Águas Abertas, tendo obtido o 23º lugar, a 11,08,3 minutos do vencedor e novo campeão olímpico, o alemão Florian Wellbrock, que cumpriu o percurso no tempo de 1.48.33, no que foi uma estreia em muito bom plano do nadador português.

Na madrugada desta quinta-feira (3h00), Pedro Pichardo vai entrar em pista “carregado” de pensamentos positivos (quiçá alguns não tanto), porquanto está a um triplo salto que pode garantir até um lugar no pódio logo no primeiro ensaio, o que seria ouro sobre azul e Portugal conquistaria quatro medalhas o que, a verificar-se, seria o melhor de sempre deste pequeno país.

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Fica-se com a esperança e a força mental, física e psicológica de Pichardo para chegar ao objectivo.

Na final directa dos 50 km marcha estará João Vieira para tentar uma boa classificação que poderá passar pelos oito primeiros ou, na pior das hipóteses, entre os 16 melhores, tudo dependendo da condição física e das condições climatéricas na altura da prova.

Teresa Portela vai estar nas meias-finais do K1 500 metros, na canoagem, para tentar chegar à final.

Boa sorte #Equipa Portugal

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