Quinta-feira 24 de Setembro de 2578

Norberto Mourão conquistou segundo bronze para Portugal nos Jogos Paralímpicos Tóquio’2020

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LUSA/Miguel A. Lopes

Norberto Mourão foi o herói da comitiva lusa aos Jogos Paralímpicos Tóquio’2021 ao despedir-se com a conquista da medalha de bronze na paracanoagem, salientando-se ainda os quartos lugares alcançados por duas equipas do Boccia.

Neste 11º dia dos Jogos Paralímpicos Tóquio’2020 (esta sexta-feira), o Norberto Mourão conquistou a medalha de bronze nos 200m VL2 na Pista de Canoagem Sea Forest com o tempo de 55,365 segundos e assegurou o segundo pódio nacional no maior evento desportivo mundial para pessoas com deficiência.

O brasileiro Fernando Rufino venceu a prova com 53,077 segundos e o norte-americano Steven Haxton ficou com a prata com o tempo de 55,093 segundos.

Ao site do CPP, Mourão salientou que “estou radiante com esta medalha, é o sentimento de dever cumprido após mais de 10 anos de trabalho árduo. Foi uma disputa fantástica, estiveram aqui os melhores do planeta e só posso estar orgulhoso. Dei tudo o que tinha do princípio ao fim para levar este bronze para Portugal, o que é fantástico”.

Entretanto, no Centro de Ginástica Ariake, a equipa BC1/BC2 de boccia terminou a prova no 4º lugar, com a conquista do respectivo Diploma paralímpico.

O conjunto formado por Abílio Valente, André Ramos, Cristina Gonçalves e Nelson Fernandes foi vencido pela China por 6-2 na meia-final e, poucas horas mais tarde, não conseguiu superar o Japão no jogo de atribuição da medalha de bronze, com o resultado a fixar-se em 4-3 a favor da equipa nipónica.

O par BC4 de boccia composto por Carla Oliveira, Manuel Cruz e Pedro Clara concluiu também a sua participação em Tóquio 2020 no 4º lugar, assegurando mais um Diploma paralímpico após as derrotas com Hong Kong na semifinal por 4-2 e no jogo de disputa pela medalha de bronze por 5-1 contra a formação do Comité Paralímpico da Rússia.

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CPP/ Carlos Alberto Matos

Portugal soma até ao momento nestes Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 duas medalhas de bronze, 21 diplomas e 8 recordes nacionais, aguardando-se para este último domingo (domingo) o desfecho das maratonas (masculina e feminina).

Com a segunda medalha conquistada, Portugal fixou-se, para já, no 72º lugar entre os 80 países medalhados até ao último dia o que, não atingindo o brilhantismo de anteriores edições (onde foram conquistadas 92 medalhas), o que deve ser analisado, se bem que, entre 33 participantes em Tóquio’2022, 17 foram estreantes (mais de 50% o que pressupõe uma renovação calculada), ainda que seja necessário mais promoção para se angariarem mais desportistas para este tipo de desportos.

No que se refere ao medalheiro geral, a China atingiu a quota das 200 medalhas (93 de ouro, 57 de prata e 50 de bronze), seguindo-se a Grã-Bretanha, com 122 (41-38-43), República Popular Coreia, com 117 (36-32-49), Estados Unidos da América, com 101 (35-36-30) e a Ucrânia, com 98 (24-47-27). O Brasil está no 7º lugar, com 71 medalhas, 22 de ouro, 19 de prata e 30 de bronze.

A participação portuguesa na maior competição mundial para atletas com deficiência termina este domingo (5 de Setembro), com a maratona disputada por Manuel Mendes (T46) e Odete Fiúza (T12) a partir das 22h50 horas de Portugal.

Entretanto, o Presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, ofereceu o livro da missão portuguesa e o galardão comemorativo da participação nacional em Tóquio 2020 ao Presidente do Comité Paralímpico Internacional, Andrew Parsons. O encontro decorreu no Parque Urbano Desportivo de Aomi no intervalo da final de futebol para cegos entre Brasil e Argentina

 

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