Quinta-feira 24 de Setembro de 6020

Apesar de uma certa estabilidade emocional presencial, Portugal joga frente ao Azerbaijão com algumas reservas

FPF-Seleccções-Mundial22-FSantos-26-08-2021Depois de três vitórias pela margem mínima e de um empate na Sérvia, Portugal não tem demonstrado todo o potencial que a equipa nacional tem para “passear” a sua classe e garantir um apuramento directo para os grupos do Mundial no Qatar.

Perante a Irlanda, na última partida efectuada, uma semana atrás, Portugal viu-se da “cor dos gatos” para derrotar uns irlandeses aguerridos – e pouco mais – que deram trabalho que chegue.

É verdade que bastaram meia dúzia de minutos – ainda que os últimos do jogo, contando com a compensação – mas ressaltou, uma vez mais, a fraca produtividade lusa, não se sabendo, por outro lado, se a situação se verifica com ou sem Ronaldo em campo, sem que tivesse sido ele que marcou os dois para Portugal, depois de uma desvantagem no marcador, que nasceu ao cair do pano da primeira parte.

Aliás, é esse o tema, quiçá principal, do jogo desta terça-feira, em Baku, atendendo a que Ronaldo não pode jogar (um escusado amarelo por ter tirado a camisola após o segundo golo marcado, pior ainda por ser o capitão, que deve dar o exemplo de ética e fair play).

De entrada, Fernando Santos vai ter duas “lutas” contra si mesmo: uma, a do conservadorismo (avesso a mudanças); outra, de ter que acertar nas escolhas para a equipa inicial, para que não deixe para os últimos minutos que a sorte possa chegar o que, como se sabe, no recente europeu não deu resultado.

Por certo que contará com o empenho dos jogadores mas, neste aspecto, também é preciso saber quem poderá ficar de “beicinho” se não estiver entre as escolhas, naturalmente não revolucionárias (porque não são nada para o feitio do seleccionador nacional).

Todas as previsões são possíveis, mas a astúcia e a estratégia do comandante aconselham a que não considere apenas que a “antiguidade é um posto” e que não há “insubstituíveis”.

Com garra, entre as “brumas do mar”, contra “tudo e todos”, o que se precisa é que cada um faça o que tem a fazer, não a embandeirar em arco e, muito menos, a jogar até três quartos-do campo, mas que se vá até ao fim da linha, se for preciso, para se chegar aos golos.

Para isso, o binómio psicomotor e mental devem estar em linha de acordo, fazendo com que se seja mais prático e não tanto teórico ou receoso, porquanto a bola está lá para ser pontapeada e não apenas para dar uns “toques”.

Os primeiros onze actores têm de ser de primeira linha, manterem uma concentração máxima ao longo de todo o jogo e estarem mentalmente despertos e vocacionados para jogarem rápido, com poucas paragens e como que em linha recta para a baliza contrária, sem deambulações que só queimam tempo e não geram mais-valias.

Mais a mais no mesmo dia (esta terça-feira) em que o principal adversário no grupo de apuramento para o Qatar, como é o caso da Sérvia, defronta a Irlanda, pelo que Portugal deve estar mentalizado para o efeito e, em especial, não perder mais pontos, com base na marcação de mais golos, importante demais para definir a classificação.

Dúvidas e certezas que serão tiradas após o início (17h) da partida, que será transmitida pela RTP1.

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