Quarta-feira 06 de Julho de 2022

Cancelo e Gonçalo Guedes os heróis que em cinco minutos “chumbaram” a República Checa

_DSC5172Foram precisos apenas cinco minutos para que Portugal colocasse a República Checa em “transe”, isto é, com dois golos de desvantagem (38’ da primeira parte), o que originou a respectiva derrota, para gaudio dos 44.100 espectadores que estiveram presentes no Estádio José de Alvalade, fora os milhões que viram pela RTP1.

Com uma defesa alta, logo a partir do meio campo, os checos começaram a criar grandes dificuldades à formação comandada por Fernando Santos – que tinha referido na véspera que era preciso “paciência, porque é a chave do sucesso” – tendo até oportunidade de se aproximar demais da baliza à guarda de Diogo Costa.

O primeiro remate à baliza, por parte de Portugal, acontecer cerca dos dez minutos, quando Ruben Neves rematou forte, mas a bola saiu ao lado e, cinco minutos depois, foi William Carvalho, a dar seguimento a um livre marcado por Raphael Guerreiro, que levou o médio luso a rematar forte mas com a bola a bater no corpo de Mateju, seguindo para canto, do que nada resultou.

No seguimento de um cruzamento feito por Rúben Neves (18’) a bola chegou a Pepe que não levou a melhor sobre o guardião Stanek, saindo a bola pela linha final, respondendo os checos com um contra-ataque, mas a bola saiu por cima da trave.

_DSC8558Na sequência, numa altura em que o jogo esteve mais vivo, Cristiano Reinaldo teve oportunidade de se isolar e, dentro da grande área, rematou fraco e à figura do guardião checo. Gonçalo Guedes voltou a ter oportunidade para tentar o golo (29’) mas falhou o remate, tendo o jogador checo Kutcha obrigado a (31’) Diogo Costa a uma grande defesa.

Face à pressão que Portugal desenvolvia, foi com naturalidade que (33’) Portugal se colocou na dianteira do marcador. Fazendo tabelinha com Bernardo Silva, Cancelo foi apanhar a bola um pouco mais à frente, acelerou e entrou como um foguete na pequena área da baliza checa e fez um remate forte e directo, que o guardião checo não conseguiu desviar a bola, entrando na sua baliza como um tiro de canhão da ”pesada”, fazendo o 1-0.

Parecia que a “paciência” de Fernando Santos estava a acabar, porquanto, com Portugal a “explodir de alegria”, os checos abriram o campo e Portugal conseguiu germinar um 2-0 (38’) através de um excelente golo alcançado por Gonçalo Guedes, depois de ter recebido a bola de Bernardo Silva, rematar, cruzado, à meia volta e levar a bola a entrar pelo canto mais longe, o que não é muito normal.

Com o intervalo a chegar pouco depois, os 2-0 corresponderam à supremacia lusa no período.

_DSC5072No segundo tempo foi Portugal que entrou a pressionar alto, mas os checos estiveram à beira de marcar, tendo sido salvo pelo “fora de jogo” assinalado ao atacante checo em presença.

Entretanto, para tentar dar a volta ao resultado, a formação checa fez três substituições para este segundo tempo, o que também esteve na origem do melhor arranque nesta parte inicial da segunda parte, ainda que sem resultados positivos, porquanto o marcador se mantinha a favor de Portugal.

Num rápido contra-ataque (60’), os checos ganharam vantagem numérica (3-2) sobre a defesa lusa, que se “esqueceu” de recuperar, mas Jurecka, apertado, rematou ao lado.

Depois de um cruzamento (61’) de Gonçalo Guedes para Ronaldo, a defesa atravessa-se no caminho da bola mas não a controlou, acabando nos pés de Diogo Jota, que atirou à figura do guarda-redes.

Num novo cruzamento (66’), desta vez feito por Diogo Jota, Bernardo Silva não conseguiu chegar à bola, que seguiu para Gonçalo Guedes rematar, tendo o defesa Sadilek cortado a bola, num lance que deixou algumas dúvidas e que levou o público a assobiar, pedindo grande penalidade, que o árbitro Matej Jug (Eslovénia) a não considerar.

Chegou a vez de Portugal começar a fazer substituições, numa altura em que os movimentos começaram a ser mais lentos por parte das duas equipas, se bem que Ronaldo (71’) fugiu pela esquerda, rematou ao segundo poste mas o guardião Stanek esticou-se muito bem e conseguiu segurar a bola.

Numa situação de perda de bola por parte de Ruben Neves (86’), Vikanova recuperou a bola mas rematou para a malha lateral da baliza.

Daí e até final, apenas o registo de mais substituições na equipa portuguesa e o jogo terminou com o 2-0 favorável à formação lusa, que se isolou no topo da classificação do grupo 2, com 7 pontos, seguido da Espanha (venceu a Suíça por 1-0), com 5, República Checa (4) e Suíça (0).

Para concluir esta primeira parte dos jogos, Portugal desloca-se à Suíça no próximo domingo, enquanto a Espanha recebe a República Checa.

Cancelo, Bernardo Silva e Danilo estiveram no plano mais elevado, mas Guerreiro Gonçalo Guedes seguiram-se, numa equipa que tem estado bem mecanizada.

Depois segue-se o intervalo até 24 de Setembro, quando se inicia a fase final dos grupos.

De salientar que Fernando Santos, completou 100 jogos ao comando da selecção nacional, pelo que foi homenageado com um troféu atribuído pela Federação Portuguesa de Futebol.

_DSC5065As equipas alinharam do seguinte modo:

Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Pepe, Danilo e Raphael Guerreiro; Gonçalo Guedes (João Palhinha, 88’), William Carvalho (Bruno Fernandes, 68’) e Rúben Neves (João Moutinho, 88’); Ronaldo; Diogo Jota (Rafael Leão, 81’) e Bernardo Silva (Vitinha, 68’).

R. Checa: Stanek; Zima, Brabec e Mateju (Krai, 80’); Coufal, Soucek; Dadilek e Havel (Jemelka, 46’); Lingr (Pesek, 46’), Kutcha (Jurecka, 46’) e Hlozek (Vikanova, 73’).

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