Terça-feira 06 de Janeiro de 2026

Rosa Mota continua a espalhar o perfume de ter vencido a São Silvestre de São Paulo

No dia em que a São Silvestre de São Paulo completou o 100º aniversário, Rosa Mota foi homenageada e eternizou os seus pés no Hall da Fama da principal corrida de rua da América Latina.

rosa mota new 2026

Gazeta Esportiva (São Paulo)

Rosa Mota, recorde-se, venceu a competição por seis vezes consecutivas, entre 1981 e 1986, e é a maior campeã da São Silvestre na categoria, pelo que foi convidada pela organização para estar presente no final de 2025, na cerimónia, realizada na Expo São Silvestre, onde a atleta portuguesa celebrou o sucesso da prova, relembrou as suas conquistas e contou o que significou, para ela, a corrida.

“Foi um grande título internacional que ganhei” – referiu Rosa, tendo acrescentado que “foi um momento de festa, um momento de alegria, de convívio e foi um momento inesquecível. E é isso que eu desejo a todos que, no dia 31, quando forem correr a São Silvestre, que seja um momento inesquecível de convívio, porque nós vamos à frente, assim os chamados atletas de elite, temos o mesmo desejo que vocês têm e vocês têm o mesmo desejo e sonho que nós, que é partir e cortar a meta”.

Salientou ainda que “agradeço sempre a todos os participantes, porque quanto mais participarem, mais rica fica a competição. E com 55 mil pessoas, acho que será um momento inesquecível”.

Rosa Mota foi a única mulher, até ao momento, a conquistar seis títulos consecutivos. Foi campeã pela primeira vez em 1981, no sétimo ano após a primeira edição que permitiu a participação de mulheres (1975), tendo afirmado ainda que “a minha primeira vitória na São Silvestre foi o meu primeiro título internacional e gostei tanto, marcou-me tanto que repeti mais cinco vezes. E isso marcou-me tanto e é por isso que eu estou aqui hoje. Eu só queria dizer uma coisa: a São Silvestre de São Paulo não é do Brasil, é de todos aqueles que participam, espalhados pelo mundo, na Europa, na América Latina. Todos nós corremos aqui. Esta corrida é nossa, faz parte da nossa vida”.

Rosa Mota exaltou a maior participação de mulheres na prova, este ano, onde as mulheres presentes foram na ordem de 47%, o que é significativo, numa competição que reuniu 55.000 participantes.

A propósito, Rosa Mota salientou que “acho que as mulheres também se começaram a preocupar consigo mesmas e a perceber que esse exercício é uma maneira de ficarmos mais saudáveis, de nos libertarmos mais. E qualquer tipo de exercício. Depois começaram a ver estas provas, este ambiente muito agradável que também atraiu as mulheres. As organizações também fizeram maneira de atrair mais famílias para as provas… temos os maridos e as mulheres a correr juntos. E há provas que até tem para crianças, para a família toda. Acho que é fundamental as pessoas perceberem que o exercício físico é muito importante para a nossa saúde. E aí é importante para todos”.

 

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