O selecionador nacional de Futsal, Jorge Braz, divulgou esta quarta-feira a lista de convocados para o Campeonato da Europa 2026, que se disputa entre 21 de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, na Letónia, Lituânia e Eslovénia.
Alista dos convocados é a que se apresenta:
Guarda-redes: Edu (El Pozo Múrcia, Espanha) e Bernardo Paçó (Sporting)
Fixos: André Coelho (Benfica) e Tomás Paçó (Sporting)
Fixo/Ala: Afonso (Benfica)
Universal: Erick (FC Barcelona, Espanha)
Alas: Tiago Brito (Sporting Braga), Diogo Santos (Sporting), Pauleta (Sporting), Lúcio Rocha (Benfica), Pany (Benfica), Kutchy (Benfica) e Bruno Coelho (Riga Futsal, Letónia)
Pivô: Rúben Góis (Rio Ave)
Nota para as estreias de Diogo Santos, Bernardo Paçó e Rúben Góis em fases finais de grandes competições com a principal camisola da Seleção Nacional.
A formação orientada por Jorge Braz vai arrancar o estágio de preparação no próximo domingo, 11 de janeiro, na Cidade do Futebol, sendo que ainda fará dois jogos de preparação com a Bósnia, a 16 e 18 de janeiro (Porto Salvo e FPF Arena Portugal) antes de partir para a Eslovénia.
A Equipa das Quinas está no Grupo D do Europeu juntamente com Itália, Polónia e Hungria. Esta será a 11ª participação de Portugal numa fase final de um Europeu, que vai na 13ª edição. Portugal apenas não esteve nas edições 1996 e 2001, sendo que organizou o Euro em 2007 (Gondomar). A Equipa das Quinas, recorde-se, é a atual bicampeã em título (2018 Eslovénia e 2022 Países Baixos).
Portugal – que joga em Ljubljana (Eslovénia) – começa o Europeu a defrontar Itália, a 24 de janeiro (sábado), pelas 14h30 locais (menos uma em Portugal Continental). Segue-se a partida com a Hungria da 2ª jornada do Grupo D, a 27 de janeiro (terça-feira), pelas 17h30 locais (menos uma hora). Portugal termina a fase de grupos com a Polónia a 29 de janeiro (quinta-feira), num encontro com início pelas 20h30 locais (menos uma em Lisboa). Os jogos da Equipa das Quinas serão disputados na Arena Stozice, em Ljubljana, na Eslovénia.
Os quartos de final estão agendados para 31 de janeiro e 1 de fevereiro, enquanto as “meias” serão disputados a 4 de fevereiro. A grande final, assim como o jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, está marcada para 7 de fevereiro.
Jorge Braz, selecionador nacional, “no europeu é sermos nós próprios”
“Posso afirmar que é a primeira vez que deixo quase uma equipa de fora. Temos de olhar para isto de forma extremamente positiva. A equipa técnica nacional achou que para o que iriamos enfrentar, estes seriam os 14 melhores, como equipa, variabilidade que iriamos ter para encarar campeonato da europa. Mas sim, ficou quase uma equipa de fora”, referiu Jorge Braz.
Acrescentou que “importante são estes 14. Mais do que esse lado, por tudo o que João Matos representa, mais do lado humano, é sempre o mais difícil nestas coisas. O resto é olhar para o momento e achamos que devia ser assim. O João já não tem estado connosco nestes estágios de preparação. Algo que é claro e inequívoco, respeito brutal por toda esta equipa que não vai, pelo trabalho que tem sido feito, soluções que temos hoje em dia, mas isto faz parte. Humanamente é sempre difícil para selecionador nacional”.
Salientou que “é uma casa especial. Traz memórias muito importantes para nós. Cada competição é diferente. Vamos para um sítio que nos é familiar e que nos vai fazer sentir melhor. O que pretendemos sempre é chegar aqui a esta família a ter este sentimento de casa e família. O passado é espetacular, mas não nos trazem vantagem nenhuma, nem qualquer benefício para a competição que vamos jogar. Vamos extremamente confiantes, temos de acabar de preparar muito bem a competição que aí vem. Claro que queremos estar na final, esta equipa dá essas garantias. Vamo-nos sentir em casa, ter boas memórias e sensações, mas queremos ter boas sensações no futuro e não no passado, que nos orgulha e ajuda a preparar o que aí vem. Mas vamos ter de nos preparar muito bem para chegarmos lá e conseguir ter sensações no dia a dia”.
“Se Portugal quer continuar a estar no topo, de forma sustentada e contínua, olhamos para esta oportunidade com mutos jogadores jovens e há momentos em que experiência é saber viver aquele momento de tensão e desafiantes em que estamos a vontade e sabemos que se fizermos o nosso, cai para o nosso lado. Os jogadores experientes são muito importantes. Depois, a irreverência do Kutchy, Lúcio, Diogo é fantástico. Em função dos diferentes momentos e dificuldades que vamos ter em diversos jogos, vai haver alturas em que umas coisas serão mais importantes do que outras”.
Quanto aos adversários, disse que “é um grupo interessante. A Itália está com equipa extremamente experiente, mais competitivos, qualificaram-se de forma sensacional no play-off contra o Cazaquistão. Jogadores extremamente experientes, que jogaram em Portugal, sabem muito bem competir a este nível. Novo selecionador tem feito um trabalho muito interessante em criar seleção competitiva, manhosa, que sabe gerir os momentos da competição. Adversário interessante para iniciarmos. A Itália volta a ser seleção extremamente competitiva e que sabe gerir bem o jogo. A Hungria é muito organizada, dinâmica muito interessante e sabe muito bem o que fazer em todos os momentos do jogo. A Polónia é das seleções europeias que tem crescido mais, fez uma Taça das Nações no Brasil fabulosa, competiu muito bem com o Brasil, extremamente físicos, diretos, pacientes. Este é o perfil global das três seleções, que nos vai criar imensos problemas. Já fizemos o nosso trabalho, do lado de lá estão a fazer muito mais e preocupados connosco. Todos ligeiramente diferentes, mas o grupo é para vencer e ponto”.
Sobre o peso e a pressão, salientou que “a taça é nova e ainda não a temos. Peso e pressão? Vamos para o palco que mais gostamos. Tantos jogadores portugueses que se esforçaram imenso para estar na lista de 14. Temos agora dias de enorme sacrifício e superação, a partir de domingo. No europeu é sermos nós próprios. Somos bicampeões, não nos dá pontos para iniciar o grupo ou marcar golos na fase a eliminar. Ser ainda melhor para que esta competição possa correr bem, e vai correr, não tenho dúvidas. Agora vem a fase difícil de trabalho e superação. Depois, no campeonato da Europa é festa que queremos, preparar, vestir, e estarmos prontos para a festa, usufruir. Não há pressão, a confiança, sabem quem somos, mas para termos esta identidade e sermos quem somos, temos de refinar”

