Quinta-feira 15 de Janeiro de 2026

FC Porto e Fafe (que afastou o Braga) nas meias-finais da Taça de Portugal

No derby focado no FC Porto e no Benfica, os nortenhos voltaram a sobrepor-se aos lisboetas, depois de terem ganhado (1-0) na partida realizada no Estádio do Dragão, perante mais de 47 mil espetadores, que acompanharam um jogo repleto de casos (foram mostrados 10 cartões amarelos), o que não abona em nome do futebol.

Se bem que as estatísticas apontem os encarnados como os mais possantes nos remates (13-12) e na posse de bola (55/45%), nos remates para a baliza foram os portistas que (6-3) comandaram as operações, de onde saiu o único golo do desafio, marcado na sequência de um pontapé de canto, com a bola a sair em arco para a zona da pequena área, onde surgiu, embalado de trás e a ganhar posição a Leandro Barreiro, que não foi forte para aguentar a rapidez de Bednarek, a cabecear do primeiro para o segundo poste, sem Trubin conseguir voar o suficiente para chegar ao esférico. Decorria o minuto 15.

Ainda que o Benfica tivesse criado algum perigo antes do golo portita, a verdade é que isso se verificou ao longo de todo o jogo, o que também não abona os avançados benfiquistas, que nunca encontraram espaço para entrarem na área e fazer golo. Tão somente isso!

Face a uma lesão sofria por um jogador do FC Porto, a primeira parte teve um suplemento temporal superior a 11 minutos, de que nada resultou.

No segundo tempo, a situação manteve-se – agravando-se na parte disciplinar, face à dezena de amarelos distribuídos para um e para outro lado (4 para o Porto e 6 para o Benfica), o que é de lamentar, porquanto sobressai a falta de desportivismo de uns e a falta de educação desportiva, de outros.

No tempo complementar, o Benfica tentou sempre – até teve maior posse de bola, como se referiu – mas a “quadratura do círculo baixo (defesa)” do FC Porto não esteve pelos ajustes e barrou todos os caminhos, no que foi cem por cento impecável.

A falha mais gritante do jogo surgiu ao minuto 90, quando Pavlidis, a um metro da linha de golo, atrapalhou-se quando viu a bola junto aos pés e permitiu à defesa (estava só, sem marcação) portista controlar a bola e afastá-la da zona.

“Falhada” a última oportunidade (ainda que se tivesse jogado mais sete minutos), o Benfica ficou a zeros e saiu da luta pela Taça de Portugal.

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FPF

Ainda que se possa afirmar que este resultado não foi inesperado, tendo-se admitido que se poderia ir à decisão pelas grandes penalidades, mais “grave” terá sido a eliminação do Sporting de Braga, depois de perder (1-2) ante um Fafe que se transformou, nesta quarta-feira, em mais um “tomba gigantes”, num encontro em que fez jus ao triunfo.

J. Palma abriu o marcador (42’), com Barbosa da Silva a aumentar (2-0) pelos 70’ e Dorgeles (90+5’) ainda conseguiu marcar o golo de honra para os bracarenses, que não evitou a eliminação.

O Torreense, ao vencer (3-1) o Leiria estava apurado, pelo que falta apenas conhecer o quarto clube que vai estar nas meias-finais (sorteio será esta quinta-feira na sede da Federação de Futebol), que sairá do jogo entre o Sporting e o AVS SAD, marcado para o dia 3 de fevereiro, ainda sem local definido.

 

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