Sábado 17 de Janeiro de 2026

Heróis do Mar entraram da melhor forma no Europeu de Andebol de Herning!

Portugal iniciou a sua caminhada no Grupo B do Europeu de Andebol com uma vitória sólida frente à Roménia na Jyske Bank Boxen. Perante mais de 10.000 adeptos nas bancadas, a equipa das Quinas conquistou os primeiros pontos na fase preliminar.

A contagem decrescente terminou e “A Portuguesa” finalmente ecoou na Jyske Bank Boxen, em Herning. Perante a Roménia, os Heróis do Mar não esperavam facilidades e construíram o triunfo ao longo dos 60 minutos, celebrando uma importante vitória que abre o caminho no EHF Euro 2026.

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FAP / ©️ Eva Manhart / Jure Erzen / kolektiff

Portugal apresentou com um sete formado por Gustavo Capdeville, Diogo Branquinho, Salvador Salvador, Rui Silva, Francisco Costa, António Areia e Luís Frade, tendo a Roménia entrado melhor, inaugurando o marcador ainda no primeiro minuto, mas a resposta lusa foi imediata através de Miguel Neves, que se revelou uma peça fundamental na exploração das brechas defensivas adversárias iniciais.

O conjunto romeno chegou aos dois golos de vantagem (2-4), mas a equipa das Quinas respondeu de forma clara e, com um parcial de 5-0, deu a volta ao resultado. Nos minutos que se seguiram, a balança começou a desequilibrar, com a circulação de bola e intensidade defensiva e ofensiva a começarem a desgastar a formação adversária, que abria espaço para o ataque luso. A eficácia portuguesa atingiu o seu expoente máximo entre os 15 e os 24 minutos. Portugal não só marcou, como castigou cada falha técnica da Roménia com transições letais. A vantagem chegou a ser de nove golos (19-10), refletindo o controlo total.

Na reta final do primeiro tempo o ritmo de jogo baixou e a Roménia tentou aproveitar para reduzir a distância. Gustavo Capdeville somou intervenções importantes que travaram o ímpeto adversário nos momentos em que a seleção romena procurava reagir.

Aos 28 minutos, com o marcador em 21-14, Paulo Jorge Pereira utilizou um time-out para reorganizar o ataque. A resposta da equipa foi imediata: Francisco e Martim Costa voltaram a faturar antes do descanso, anulando qualquer tentativa de recuperação romena e fixando uma margem de segurança confortável para a segunda metade, com o resultado em 23-15.

O segundo tempo começou com uma Roménia disposta a lutar pelo resultado diante dos mais de 10.000 espectadores presentes na arena. Os romenos entraram com um parcial agressivo, reduzindo a distância para 24-19 aos 35 minutos, mas Portugal, empurrado pelo apoio audível dos seus adeptos e o golo de Ricardo Brandão, estancou momentaneamente a reação.

Com o passar dos minutos, a classe individual dos Heróis do Mar voltou a vir ao de cima. Martim Costa assumiu a responsabilidade e, com três golos quase consecutivos, devolveu a tranquilidade à equipa lusa. O golo apontado pelo lateral aos 38 minutos apresentou um simbolismo especial: ultrapassou o seu pai, Ricardo Costa, tornando-se o terceiro melhor marcador português de sempre em fases finais de Campeonatos da Europa.

Nos derradeiros minutos a Roménia tentou uma última cartada para tentar chegar à reviravolta, mas os comandados de Paulo Pereira conseguiram gerir os tempos e ritmos de jogo, selando o importante triunfo com um golo de Francisco Costa no soar da buzina que colocou o marcador em 40-34.

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FAP / ©️ Eva Manhart / Jure Erzen / kolektiff

Francisco Costa (9 golos) foi designado o MVP do jogo e o selecionador Paulo Pereira mostrou-se satisfeito com os seus atletas que conseguiram cumprir os objetivos estabelecidos para o primeiro encontro do Europeu, tendo afirmado que “estabelecemos como objetivo principal vencer este jogo, mas também tínhamos alguns sub-objetivos e um deles era correr o jogo todo. Com a máxima humildade possível, assumimos que – respeitando muito a Roménia – íamos usar este jogo também para preparar os próximos. Como não tivemos muito tempo de treino e tivemos um bocadinho a sorte, vamos dizer teoricamente, desta sequência de jogos – Roménia, Macedónia e depois a Dinamarca – de podermos usar os jogos para nos prepararmos fisicamente para correr, porque sabemos que a Dinamarca é uma equipa que se prepara muito bem durante o ano, desde jovens que têm uma capacidade física fora do normal para jogar este jogo”.

Adiantou que “jogaram os 16 atletas, que também era um objetivo para mim e ajudaram todos aquilo que puderam ajudar. Estamos felizes. Agora temos que continuar muito focados e preparar este jogo da Macedónia do Norte, que vai ser um ‘bico de obra’. Vamos ver agora este jogo de hoje, o que é que eles vão fazer com a Dinamarca, para perceber. Imagino que eles vão esconder muita coisa, para eles é um jogo chave jogar com Portugal. Vamos ver o que é que vai acontecer, mas vamos preparar este jogo o melhor que possamos.”

Sobre as estreias, destacou a estreia de Miguel Neves nos grandes palcos mas não como sendo uma surpresa: “Há atletas que só surpreendem se nós andarmos a trabalhar mal. Eu já sigo o Miguel Neves desde que ele jogou na Noruega, já o ando a seguir algum tempo. Agora em França, ainda mais, pela facilidade de poder ver os jogos em direto. E encontrámos no Miguel Neves, na minha cabeça, um atleta, um jogador, que pudesse, pouco a pouco, substituir nas tarefas da equipa o grande Fábio Magalhães. E eu acho que, com um bocadinho mais de tempo, o Miguel Neves pode cumprir as tarefas e não temos que mexer muito no sistema, quer ofensivo, quer defensivo. Portanto, vamos ver agora o que é que o tempo vai dizer”.

Neste domingo, Portugal defronta (17h na RTP2) a Macedónia do Norte, rematando o grupo na terça-feira (19h30, também na RTP 2) frente à Dinamarca, uns “papões” que podem não o ser, desde que tudo bem aos nossos Heróis do Mar”.

 

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