Domingo 25 de Janeiro de 2026

Gauleses levam a melhor em duelo atípico com Portugal no Europeu de Andebol

Andebol-Europeu-24-01-2026

FAP – © Eva Manhart / kolektiff

Frente a uma França que, à semelhança de Portugal, também tinha aspirações de chegar ao triunfo nesta segunda ronda do Main Round, o conjunto gaulês mostrou frieza invulgar no plano ofensivo, detalhe que se mostrou determinante para o desenrolar do encontro e ditou a vitória francesa por 46-38.

Portugal apresentou-se com o sete inicial composto por Gustavo Capdeville, Diogo Branquinho, Martim Costa, Rui Silva, Francisco Costa, António Areia e Victor Iturriza, tendo a França entrado fulminante e construido rapidamente uma vantagem de 5-1.

Victor Iturriza e Martim Costa tentaram dar resposta, mas os gauleses mantiveram o ritmo ofensivo. Salvador Salvador faturou duas vezes, reduzindo o diferencial, mas dois golos consecutivos do adversário ampliaram a diferença para 9-4, forçando Paulo Jorge Pereira a pedir time-out aos oito minutos.

O conjunto gaulês continuou extremamente eficaz. Francisco Costa, António Areia e Luís Frade marcaram para os Heróis do Mar, mas os comandados de Guillaume Gille responderam com um parcial de 5-0. A França só falharia o seu primeiro remate aos 20 minutos, um dado que ilustrava a eficácia fora do comum.

Victor Iturriza destacou-se nos minutos finais com três golos, tentando reduzir a diferença. Apesar dos esforços portugueses, a França chegou ao intervalo com 13 golos de vantagem (28-15).

Andebol-Europeu--24-01-2026 (1)

FAP – © Jure Erzen / kolektiff

Portugal regressou do descanso com outra atitude. Diogo Branquinho e Miguel Neves escreveram o seu nome na lista de marcadores, mas a França respondeu. Paulo Jorge Pereira apostou no 7×6 e embora os gauleses mantivessem o controlo, a equipa das Quinas mostrou maior consistência em ambos os lados com Salvador Salvador e Francisco Costa a faturarem.

Seguiram-se minutos de parada e resposta, com os ataques a superiorizarem-se às defesas. Apesar do diferencial no marcador estabilizar nos dez golos, Portugal encontrava o caminho para a baliza adversária com maior regularidade, tanto em ataque posicional como em contra-ataque.

Na reta final, a eficácia de Ricardo Brandão e Luís Frade foi decisiva para encurtar a distância. Miguel Neves fechou o marcador nos segundos finais, fixando o resultado e a diferença em oito golos (46-38), algo pesado para o que se poderia ter esperado.

Dika Mem, com oito golos, foi o MVP (100%) do jogo.

Após o soar da buzina, Paulo Jorge Pereira salientou a forma como a equipa recuperou animicamente no segundo tempo, após uma primeira parte atípica:

“Estávamos a atacar contra uma França que hoje se apresentou diferente do que já encontrámos. Eles interpretam jogar contra Portugal de outra forma, não vem jogar sabendo que mais cedo ou mais tarde vai ganhar. Mostraram isso aqui hoje. A distância que acabou por acontecer no marcador, acho que foi demasiado dura para aquilo que temos vindo a fazer neste campeonato. Entrámos completamente adormecidos na defesa, coisas que sabíamos que podiam acontecer e não conseguimos resolver: muito espaço entre nós, trocas tardias, uma série de pormenores. Ajudámos pouco os guarda-redes. Na segunda parte demos uma imagem completamente diferente. Falámos de algumas soluções possíveis ao intervalo, mas, sobretudo, falámos do orgulho que temos de ter em nós próprios. Eu acho que, na primeira parte, após uma série de erros sucessivos, perdemos completamente a confiança em nós próprios, mas com o decorrer do jogo acabámos por recuperá-la. Penso que Portugal é aquilo que vimos na segunda parte, mesmo a jogar em 7 contra 6.”

Portugal volta a entrar em campo esta segunda-feira, pelas 14h30 (hora portuguesa), para enfrentar a Noruega, seguindo-se (quarta-feira) a Espanha, para fechar a Main Round, ambos com transmissão em direto (14h30) na RTP1.

 

 

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