Batendo a Itália (6-2) no primeiro jogo da fase de grupos do Europeu de Futsal, Portugal fez jus a uma maior preponderância em todo o jogo apesar de, nos primeiros minutos, terem perdido o Norte ao verem a Itália a abrir o marcador bem cedo.
Apesar de ter ficado em desvantagem muito cedo, Portugal reagiu bem, impôs o seu jogo e chegou ao empate ainda na primeira parte. No segundo tempo, a equipa orientada por Jorge Braz assumiu por completo o controlo da partida e construiu um triunfo expressivo.
No outro jogo do Grupo D, a Hungria derrotou a Polónia por 4-2.
Quanto ao jogo, Itália entrou forte no jogo e, aos 2’, aproveitou uma desatenção na marcação para inaugurar o marcador. Carmelo Musumeci, num remate muito colocado, atirou para o 1-0. Diogo Santos, aos 4’, teve o primeiro remate luso, bem negado pelo guardião Bellobuono. De seguida, Lúcio Rocha também incomodou. No mesmo minuto, Kutchy teve nos pés a igualdade. Diogo Santos rouba uma bola em zonas adiantadas, serve o jovem ala, mas o remate sai ao lado. Portugal estava muito bem nesta fase e ia conseguindo desequilibrar.
Tiago Brito (7’), isolou-se após passe de Kutchy, mas o desvio passou ao lado. A Equipa das Quinas colocava o seu ritmo e Itália não conseguia sair a jogar, procurando não dar muitos espaços aos lusos. Merlim (9’), criou perigo junta da baliza lusa, com Bernardo Paçó a responder bem. Góis, aos 10’, rematou para defesa de Bellobuono.
Aos 11’, Diogo Santos teve nos pés a melhor oportunidade de golo até ao momento. Pany, logo de seguida, também esteve perto do golo. As oportunidades iam sucedendo-se. Erick, aos 12’, ficou a centímetros do golo, após excelente trabalho de Pany na ala esquerda. Pelos 15’, Diogo Santos tem mais uma grande oportunidade. Lúcio passa na frente para o camisola 9 e o ala remata ao poste. Logo de seguida, Merlim tem um livre e obriga Bernardo Paçó a intervir.
Na jogada seguinte, Portugal empata. Pontapé de linha lateral de Afonso e Diogo Santos, de primeira, faz o 1-1. Itália reagiu e Pulvirenti assustou com um cabeceamento que ainda foi à trave. Até ao final do primeiro tempo, a formação orientada por Jorge Braz ainda dispôs de algumas bolas paradas, mas o empate imperou até ao final.
A segunda parte começou com uma excelente oportunidade para Portugal. Tomás Paçó ganhou a frente, Afonso passou na profundidade, mas o fixo permitiu a defesa do guardião transalpino. Erick, logo de seguida, teve uma oportunidade claríssima, mas rematou fraco. Merlim e Motta também criaram muito perigo, mas Bernardo Paçó respondeu bem.
Aos 24′, Kutchy tem um lance na ala esquerda e, depois de deixar para trás um oponente em velocidade, atira para o 2-1. O mesmo camisola 6 luso fez magia aos 25′. Kutchy aproveitou uma bola de Tomás Paçó e, de primeira, fez o 3-1, num golaço. Portugal entrou muito forte e estava com uma pressão asfixiante. A Equipa das Quinas ia ganhando todos os duelos e o 4-1 surgiu aos 26′. Tiago Brito recupera a bola, tira um adversário do caminho e assiste Rúben Góis para o golo. O jovem pivô estreia-se em Europeus da melhor forma, com um golo apontado. Logo depois, aos 32 minutos, a Itália reduziu com um autogolo de Tiago Brito.
Na reta final, Portugal voltou a marcar por Diogo Santos e Bruno Coelho, este último de baliza a baliza, fixando o resultado em 6-2.
Com este triunfo, Portugal começa o Grupo D com três pontos, numa poule que integra ainda Polónia e Hungria, que se defrontam neste sábado.
Kutchy, autor de dois golos, foi eleito pela UEFA o melhor em campo.
Portugal e Hungria partilham a liderança do agrupamento com três pontos. Polónia e Itália, que se defrontam na próxima ronda, têm zero.
Segue-se a partida com a Hungria da 2ª jornada do Grupo D, na próxima terça-feira, pelas 17h30 locais (menos uma em PT). Portugal termina a fase de grupos com a Polónia a 29 de janeiro (quinta-feira), num encontro com início pelas 20h30 locais (menos uma em PT).
Para Jorge Braz, selecionador nacional, “a primeira parte foi muito estratégica, com dois golos de bola parada. Na segunda parte, Portugal levou o jogo para um nível completamente diferente. Ao intervalo, o que lhes disse foi simples: jogar, jogar. O jogador português é dos que têm mais conhecimento do jogo, mais visão estratégica e mais inteligência tática. Mas, por vezes, parece que nos prendemos demasiado a isso. Aqui era jogar, cada um ser ele próprio. Faltava um pouco de intencionalidade na nossa dinâmica ofensiva. Ao acrescentarmos isso, e mais intensidade - sobretudo nos movimentos que queríamos - sabíamos que iríamos desgastar mais o adversário. Era jogar à Portugal, de acordo com aquilo que fazemos, e cada um sentir-se bem. E fomos sentindo isso cada vez mais ao longo do jogo. Houve até uma fase em que escusávamos de ter ficado apenas com dois golos de diferença, o resultado podia ter disparado”.
Sob a direção do árbitro ucraniano Denys Kutsyi, os italianos teve no cinco inicial os jogadores Jurij Bellobuono, Francesco Liberti, Alex Merlim, Julio De Oliveira e Carmelo Musumeci – Cap.
Suplentes: Dalcin, Giovanni Pulvirenti, Michele Podda, Italo Rossetti, Giuliano Fortini, Gabriel Motta, Fabricio Calderolli, Luis Turmena e Matheus Barichello
Treinador: Salvatore Samperi
Golos: Carmelo Musumeci (2′) e auto-golo de Tiago Brito (32′)
Disciplina: amarelo para Gabriel Motta (11′), Carmelo Musumeci (13′) e Giovanni Pulvirenti (28′) e (38′). Vermelho para Giovanni Pulvirenti (38′)
Portugal alinhou com Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Bruno Coelho – Cap., Pauleta e Erick
Suplentes: Edu, André Coelho, Pany, Tiago Brito, Afonso, Kutchy, Lúcio Rocha, Diogo Santos e Rúben Góis
Treinador: Jorge Braz
Golos: Diogo Santos (15′ e 39′), Kutchy (23′ e 24′), Rúben Góis (27′) e Bruno Coelho (40′)
Disciplina: cartão amarelo a Diogo Santos (15′)



