A Seleção Nacional de Futsal venceu, esta terça-feira, a congénere da Hungria, por 5-1, em jogo da ronda 2 do Grupo D do Campeonato da Europa de Futsal 2026.
Com esta vitória e a derrota da Polónia (0-4 com Itália), a equipa das Quinas carimbou a presença nos quartos de final, assegurando, tendo assegurado o 1º lugar do Grupo D.
Na derradeira jornada deste agrupamento, Portugal vai enfrentar a Polónia (próxima quinta-feira) com o objetivo de fazer o pleno de vitórias.
Na saída de bola, a equipa das Quinas conquistou um pontapé de linha lateral. Numa bola parada ensaiada, Pany assistiu Erick na área para o 1-0. A formação lusa esteve muito dinâmica e foi criando muitos desequilíbrios. Aos 4’, Lúcio recebeu de Diogo Santos no espaço e picou por cima de Alasztics, mas a bola saiu ao lado.
Aos 6’, Diogo Santos roubou uma bola em zonas adiantadas e assistiu Lúcio Rocha para o 2-0. Na jogada seguinte, Afonso desenhou um contra-ataque, serviu Pauleta, mas o remate do camisola 14 foi defendido. Também numa recuperação de bola, Góis esteve a centímetros do 3-0. Muito mérito de Portugal nesta entrada forte, não dando qualquer hipótese aos húngaros. Tiago Brito, aos 11’, criou mais uma ocasião muito importante. Logo a seguir, o primeiro lance perigoso para a Hungria. André Coelho desvia uma bola e quase faz auto-golo.
Portugal foi criando muitas chances e estava só a pecar na finalização. Tomás Paçó e Kutchy somaram mais um par de boas oportunidades. A faltar um minuto para o intervalo, Pauleta tem um trabalho magnífico na ala direita, deita um oponente, mas o seu remate foi defendido. Até ao intervalo, a Hungria apostou no 5×4, mas foi Portugal a estar mais perto de dilatar o marcador.
A equipa das Quinas entrou muito bem na segunda-parte e teve duas boas jogadas. Depois de Afonso ameaçar, Diogo Santos faz o 22′, ao interceptar um passe dos húngaros logo com um remate direto para o golo. Aos 24′, Bernardo Paçó faz a sua primeira defesa na partida, o que diz muito sobre o domínio luso na partida. No minuto seguinte, Tomás Paçó faz o 4-0. Boa visão de jogo de Bruno Coelho, que encontra livre o fixo para mais um golo. A Hungria teve, aos 26′, uma ocasião flagrante. Perda de bola lusa em construção e Fekete atirou ao poste.
Portugal mandava totalmente na partida e as ocasiões foram-se acumulando. Pany, aos 32′, teve uma jogada individual formidável e ficou perto do quinto golo. Pouco depois, a Equipa das Quinas fez mesmo o quinto golo aos 34′. A jogar frente ao 5×4 húngaro, Pany conduz a bola até dentro da baliza para o 5-0. A Hungria insistiu no 5×4 e conseguiu mesmo reduzir. Rutai, aos 36′, fez o 5-1 no seguimento de um remate de longa distância. Logo depois, Kutchy rematou à trave.
Nos minutos finais, os húngaros ainda tentaram criar perigo no 5×4, mas sem efeitos práticos.
Bruno Coelho atingiu, esta terça-feira, uma marca importante com a camisola da seleção nacional de Futsal, porquanto o capitão da Seleção Nacional atingiu os 189 jogos e tornou-se o terceiro mais internacional de sempre, ultrapassando Ricardinho, que somou 188 partidas. Segue-se Arnaldo Pereira, que encerrou a carreira de Quinas ao peito com 208 jogos pela Equipa das Quinas, e João Matos, o mais internacional da história, com 213 partidas.
No final do encontro, Diogo Santos, autor de um golo, foi eleito pela UEFA o melhor em campo.
A Hungria alinhou com o cinco base formado por Marcell Alasztics, Roland Bencsik, János Rábl – Cap., Baltazár Büki e Lajos Szabó
Suplentes: Gergő Gémesi, Zoltán Szalmás, Dávid Vatamaniuc-Bartha, Márk Fekete, Rafael Henrique Da Silva, Patrik Pál, Balázs Rutai, Máté Suscsák, Mátyás Kajtár
Treinador: Sergio Mullor
Golos: Balázs Rutai (36′)
PORTUGAL (cinco inicial): Bernardo Paçó, André Coelho, Pany, Tiago Brito e Erick
Suplentes: Edu, Tomás Paçó, Bruno Coelho – Cap., Pauleta, Afonso, Kutchy, Lúcio Rocha, Diogo Santos e Rúben Góis
Treinador: Jorge Braz
Golos: Erick (1′), Lúcio Rocha (4′), Diogo Santos (22′), Tomás Paçó (25′) e Pany (34′)
Para Jorge Braz, selecionador nacional, “estivemos muito focados em nós e no que tínhamos de fazer em cada momento do jogo. Entrámos muito bem, a fazer o que achávamos que nos poderia dar vantagem, depois fomos estando muito comprometidos no nosso processo. Estou muito satisfeito, com a produção ofensiva, com momentos de pressão que tivemos naquelas bolas instáveis. Estivemos muito seguros, sem facilitar, sempre com muito foco”
“Tivemos muitos momentos de aceleração, de quatro para três no ataque. A Hungria nunca conseguiu jogar de forma clara e limpa, com as suas armas. Isso foi-nos dando confiança e dando muita posse de bola. Correu muito bem”.


