Sexta-feira 30 de Janeiro de 2026

Triunfo sobre a Polónia levou Portugal a jogar com a Bélgica nos quartos de final do Europeu de Futsal

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A seleção nacional de futsal assegurou, esta quinta-feira, o pleno de vitórias no Grupo D, ao vencer a Polónia (3-2) na Arena Stozice, em Ljubljana, na Eslovénia.

A Equipa das Quinas, com o apuramento garantido, conseguiu o objetivo de terminar a fase de grupos só com triunfos.

No domingo, Portugal vai enfrentar a Bélgica nos quartos de final, também na Arena Stozice. A partida terá início pelas 16h00 locais (15h00 em Portugal Continental).

A Polónia iniciou empenhada em surpreender Portugal. Depois de um par de investidas polacas, Tomás Paçó, aos 5’, fez o primeiro remate luso, defendido por Kaluza. Numa jogada de contra-ataque, Pauleta conduziu a bola pelo meio e rematou rasteiro para Tomás Paçó desviar e inaugurar o marcador à passagem do minuto 6. A Polónia procurava explorar as bolas longas nas costas da formação lusa, mas os lances foram bem acompanhados. Aos 11’, a equipa polaca enviou uma bola ao poste, num canto desviado por Bruno Coelho.

No minuto seguinte, Bruno Coelho investiu pela direita e assistiu Kutchy ao segundo poste. O ala, de primeira, atirou por cima. Edu, aos 12’, tem uma defesa difícil, a um remate de Pawlus e aos 14’, a Polónia empatou. Livre de Sebastian Leszczak e o camisola 10 aproveitou a movimentação dos colegas para rematar direto para o golo.

Lúcio Rocha, aos 15’, teve duas oportunidades flagrantes para marcar, mas Kaluza respondeu bem. Na jogada seguinte, no seguimento de um pontapé de linha lateral, Erick serviu André Coelho que, de primeira, faz um golaço para o 2-1. A faltarem dois minutos para o intervalo, Zastawnik restabeleceu a igualdade com uma finalização ao segundo poste.

Pauleta, no minuto seguinte, esteve perto do golo em duas ocasiões. A poucos segundos do fim, Pany tem um trabalho formidável na esquerda e quase faz o golo. Na resposta, Edu defende de forma fantástica um contra-ataque polaco.

A Polónia voltou a entrar agressiva e pressionante no reatamento mas, no seguimento de uma excelente jogada coletiva, Góis esteve muito perto de marcar aos 24′. O pivô estava à procura do golo e, aos 26′, teve um trabalho excelente sobre o fixo polaco, mas o seu remate embateu no poste. Erick, na jogada seguinte, isolou-se, enganou o guarda-redes adversário, mas depois foi desarmado. Zastawnik, aos 31′, testou os reflexos de Edu. Marek, logo de seguida, também assustou.

Aos 33′, Pany teve mais uma jogada fantástica pela esquerda, mas o lance foi perdido. Portugal estava numa fase positiva, depois de a Polónia ter apostado tudo no jogo direto. Tomás Paçó, aos 34′, quase marcou a passe de Pany. Góis voltou a estar perto do golo a cinco minutos do fim, em mais um bom trabalho de pivô. Segundos depois, o mesmo Góis obrigou Kaluza a uma defesa apertada. A Equipa das Quinas estava em cima da Polónia e Pauleta, numa jogada de contra-ataque, falhou perto da baliza.

O mesmo Pauleta ‘redimiu-se’ no mesmo minuto, assistindo Rúben Góis, para o golo da vitória lusa: 3-2 para Portugal, com pouco menos de três minutos para jogar. A Polónia ainda apostou no 5×4 mas os lusos não tiveram problemas em suster o ímpeto final do adversário.

Portugal fechou a fase de grupos com três vitórias noutras tantas jornadas e uma demonstração de força rumo à fase a eliminar. Segue-se a Bélgica, rival dos comandados de Jorge Braz, nos quartos de final da competição.

Hungria e Itália empataram a dois golos, com os transalpinos a seguirem em frente na prova,m defrontando a Espanha nos quartos de final.

Jorge Braz alcançou, no encontro com a Polónia, o seu jogo oficial 100 ao leme da Equipa das Quinas. Foi o 228.º no total: 128 jogos de preparação e 100 jogos oficiais – contabilizando fases finais e qualificações.

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No rescaldo do encontro, o Selecionador Nacional Jorge Braz procedeu à análise do desempenho luso e lançou um primeiro olhar sobre o embate com a Bélgica, nos quartos de final, tendo referido que “pensei que não ia trabalhar tanto no jogo 100. Depois chegámos a um ponto em que percebemos que as pessoas mais importantes são eles, os jogadores. Não vale a pena forçar isto ou aquilo; é tranquilizá-los e lembrar-lhes quem somos, o que fazemos e jogarem o que sabem. Na segunda parte, já houve Portugal em vários momentos. Sabíamos que a Polónia é a equipa defensivamente mais agressiva, que joga muito naquela zona cinzenta, com bola área, bola aérea, bola aérea… Quase uma peladinha com golos de cabeça. É algo que já não faço há tantos anos e se calhar tenho de incluir no processo de treino, para nos habituarmos. Como é que matamos isto? Tendo bola e jogando. Foi o que fizemos na segunda parte. Aí já estavamos a ser mais nós. E quando assim é, cai para o nosso lado. Siga, esta fase está feita. Agora vamos preparar bem a fase a eliminar. São as surpresas que sabemos que podiam acontecer. Entraram muito bem no Europeu, com uma vitória que agora lhes permite esta qualificação. É assim, nunca podemos desligar. Estamos cá e vamos estar prontos. Muito respeito pela Bélgica e pelas suas valências, mas vamos estar prontos”.

O cinco inicial de Portugal apresentou-se com Edu, Afonso, Kutchy, Lúcio Rocha e Diogo Santos

Suplentes: Bernardo Paçó, André Coelho, Tomás Paçó, Bruno Coelho – Cap., Pauleta, Erick, Pany, Tiago Brito e Rúben Góis

Treinador: Jorge Braz

Golos: Tomás Paçó (6′), André Coelho (15′) e Góis (37′)

Pela Polónia, a equipa alinhou com Michał Kałuża, Mikołaj Zastawnik, Sebastian Grubalski, Tomasz Kriezel – Cap. e Grzegorz Haraburda

Suplentes: Michał Widuch, Michał Kubik, Paweł Kaniewski, Maciej Jankowski, Mateusz Madziąg, Piotr Skiepko, Kacper Pawlus, Sebastian Leszczak e Michał Marek

Treinador: Błażej Korczyński

Golos: Sebastian Leszczak (14′) e Zastawnik (18′)

 

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