Quiçá pela diferença dos fusos horários entre os Estados da América e Lisboa ou por ter havido algum problema com a conhecida mosca (tzé-tzé), os leões entraram no plano verde de Alvalade algo apáticos, sonolentos, sinais que podiam ter causado “traumas” quanto ao resultado.
E tudo começou (3’) quando o Santa Clara voltou a fazer “tremer” os verdes e branco vestidos, porquanto iniciar um jogo em desvantagem não é vantajoso para quem joga perante o seu público.
Com “toda a gente” sem lentes de ver, no seguimento de um lançamento pela linha lateral, que apanhou a defesa leonina desprotegida, com a bola a ser centrada quase em cima da linha final e com direção para o centro da área leonina, sendo a bola rechaçada para o lado direito onde surgiu, qual ave de rapina, Klismahn a chutar para o canto contrário, levando a bola a entrar junto ao segundo poste, sem que ninguém fizesse algo para a afastar, incluindo Rui Silva que ficou especado na linha de baliza.
Ao primeiro remate para a baliza, o primeiro golo e bem cedo. Crédito para quem marcou, débito para quem sofreu, porque não ligou muito à formação açoriana, que se encontra no 14º posto da classificação.
Ao querer tentar modificar o “modus operandi”, o Sporting passou a defrontar-se com uma barreira defensiva, quase intransponível, para além da boa atuação do guardião Gabriel Batista, que começou bem o jogo, e foi adiando o golo aos leões, sempre famintos, mais a mais pelo desgaste da viagem da Terra do “Tio Sam” e porque não poderia atrasar-se em relação ao líder (FC Porto).
Marcando o ritmo, ainda que sem muita força mental, o Sporting foi aproximando-se do golo, que nasceu de uma jogada algo confusa dentro da área do Santa Clara, com Catamo (22’) – numa altura em que os leões estavam a pressionar – a ser derrubado dentro da área dos açorianos e o árbitro, de forma a não deixar dúvidas, a assinalar a grande penalidade.
Chamado ao remate, Pedro Gonçalves não titubeou e atirou a contar, igualando no 1-1.
Foi o rebate para que os leões empreendessem a recuperação porquanto (32’) Catamo enviou a bola para as mãos do guardião Gabriel Batista que (39’) não conseguiu parar o remate de Daniel Bragança para o 2-1.
Lançado pelo lado esquerdo, ladeando um adversário e atirando para o lado direito, com o esférico a sofrer um pequeno desvio e entrar junto ao poste contrário,
Os leões voltaram a insistir, numa espécie de tudo ou nada, e Trincão (42’), chegou ao 3-1, depois de o deixarem só na área, ao rematar para o segundo poste de tal forma que o guardião açoriano se esticou, mas não chegou à bola, que entrou para aumentar a vantagem leonina, numa altura em que se começou a notar que os visitantes estavam em “queda” física.
Com uma posse de bola de 71/29%, o Sporting esteve sempre por cima, com um score de 13-3 remates, dos quais 7-2 para a baliza, no que redundou num 3-1 ao intervalo.
No segundo tempo o Sporting, com vantagem de alguma forma folgada, mas com possibilidade de a aumentar, acabou por “amortecer” a potencialidade ofensiva, com exceção no minuto 60’, quando teve o 4-1 nos pés de Nel que, só frente à baliza rematou para as nuvens.
Só na reta final (82’), o Santa Clara voltou a meter a bola na baliza de Rui Silva, com um golo marcado por Gonçalo Paciência – que entrara na formação açoriana – como que a “vingar” o que lhe tinha sido “cortado” no minuto 82’, chegando ao 3-2 aos 89’ e o Sporting voltou a tremer.
No entanto, ainda conseguiu reunir as “tropas” ao chegar ao 4-2 final, por intermédio de Nel (90+6’), também a “vingar-se” da falha anterior em que atirou a bola para a atmosfera.
Ainda face ao “bate-bate” sobre a ida ou não de Pedro Gonçalves à seleção, a verdade é que o jogador leonino só jogou meia parte.
Posto isto, o 4-2 foi o resultado, não se discute, não houve casos de gravidade elevada e o Sporting foi superior (19-6 em remates, com 8-4 para a baliza e uma posse de bola de 66/34%) que confirmou o triunfo leonino, esperando-se pelo FC Porto-Famalicão (20h30) deste sábado.
Nos outros jogos desta sexta-feira, o Gil Vicente venceu (3-0) o AVS SAD, com golos de Varela (11 e 80’) e Murilo (34’), enquanto o Guimarães recebeu e goleou (5-0) o Tondela, com golos de Camará (5’); Nogueira (18’); Fábio Silva (51’), de grande penalidade; Gustavo Silva (55’) e João Mendes (65’), também de grande penalidade.
A segunda parte desta 28ª jornada cumpre-se este sábado, com os jogos Nacional-Estrela Amadora (15h30), Moreirense-Sporting de Braga e Rio Ave Alverca (ambos pelas 18 horas).















