O Sporting venceu (41-39) o dérbi, diante do Benfica, após prolongamento e 70 minutos eletrizantes, juntando a 20ª Taça de Portugal ao seu palmarés, estando marcado outro reencontro entre águias e leões para a disputa da Supertaça.
Foi com casa cheia que o Panorama – Multiusos de Alcobaça recebeu a final da Taça de Portugal Placard a fechar a tarde deste domingo. Depois de 60 minutos a grande intensidade, o Sporting CP cumpriu a missão do tri-triplete. Os comandados de Ricardo Costa venceram os três troféus internos nas últimas três épocas, de forma consecutiva.
Francisco Costa recebeu o prémio de MVP da edição 2025/2026 do Campeonato Placard Andebol 1, antes do arranque da grande Final. A distinção foi entregue por Nuno Barata, da Unidade de Patrocínios dos Jogos Santa Casa.
O Benfica apostou no ataque em superioridade numérica – 7×6 – para atacar a baliza leonina, mas foi o Sporting a começar melhor. Entre golos na baliza vazia e aproveitamento das rápidas transições, bastaram 4 minutos para os comandados de Ricardo Costa chegarem aos cinco golos (1-5).
À passagem do sétimo minuto de jogo, Gabriel Cavalcanti assistiu Javier Rodriguez para o 4-7, reduzindo a desvantagem encarnada para três golos. Reinier Taboada fez o 6-8, mas Francisco Costa respondeu de imediato, devolvendo a distância de três ao marcador.
A velocidade leonina abrandou e a margem mínima regressou a dez minutos do descanso (12-13).
Antes da saída para o descanso, foi a vez de Ricardo Costa levar o time-out à mesa, de onde saiu o desenho do golo de Filipe Monteiro – o quinto jogador leonino a colocar o seu nome na lista de marcadores. Alejandro Barbeito reduziu a desvantagem (17-20) em cima da buzina para o descanso.
Mikita Vailupau deu o primeiro golo do segundo tempo aos encarnados, mas após cinco minutos do reatar do encontro a distância chegou aos cinco golos (19-24). Um período de vantagem numérica e maior assertividade defensiva por parte do SL Benfica permitiu nova aproximação, desta feita por Reinier Taboada (22-24).
A história repetiu-se e o Sporting voltou a responder ao ascendente encarnado. Mohamed Ali fechou a baliza verde e branca e Martim Costa assinou o 22-26. para lá do minuto 10′.
Fábio Silva empatou na sequência e a emoção da incerteza invadiu o Multiusos de Alcobaça. Os guarda-redes assumiram o protagonismo do encontro, com Mohamed Ali de um lado e Gustavo Capdeville do outro. Miguel Sánchez Migallon deu a primeira vantagem ao SL Benfica com o 34-33, a dois minutos do apito final.
Com um time-out a cerca de 30 segundos do final, Ricardo Costa levou o cartão verde à mesa e desenhou o golo do empate (35-35) que levou as decisões a prolongamento.
Salvador Salvador devolveu a liderança aos leões, mas após um período de parada e resposta, as águias saíram melhor e Gabriel Cavalcanti deu o golo da vantagem (38-37) antes do intervalo do prolongamento.
Mohamed Ali travou a investida dos encarnados e Orri Þorkelsson colocou tudo a zeros, novamente. A vitória caiu para o Sporting com o camisola 79, Martim Costa, a levar os sportinguistas ao rubro e a 20ª Taça de Portugal para Alvalade, em que Francisco Costa foi o MVP.
Taça de Portugal Feminina para o Benfica pela décima vez
Águias voltaram a voar mais alto frente ao CJ Almeida Garrett e conquistaram a Prova Rainha pelo segundo ano consecutivo, com Benfica e emblema gaiense com reencontro marcado para o início da nova época, na Supertaça.
A segunda Taça de Portugal Feminina consecutiva, a quarta nos últimos cinco anos. Assim se escreve o novo capítulo do Andebol feminino do Benfica. Com o estatuto de grandes candidatas a erguer o troféu, as comandadas de Luís Monteiro cumpriram e fecharam a época 2025/2026 com chave d’ouro.
Foi a formação do CJ Almeida Garrett que entrou a atacar, mas um remate falhado do conjunto de Helena Soares levou a um primeiro ataque o Benfica, que também acabou por não ser concretizado. Quatro minutos mais tarde, surgiu o primeiro golo da formação de Vila Nova de Gaia, assinado por uma ex-SL Benfica – Luciana Rebelo – que fez abrandar o arranque positivo das Águias (1-3).
A formação orientada por Luís Monteiro conseguiu manter a liderança, mas as gaienses mostraram todo o seu espírito e conseguiram reduzir para dois golos de diferença, pela primeira vez no encontro (14-16), levando o técnico encarnado a parar o jogo, com os emblemas a recolher ao balneário distanciados por dois golos (16-18).
No reatar do encontro o Benfica aproveitou um período em superioridade numérica para assinalar dois golos contra zero das gaienses. As águias fizeram valer da sua defesa e transições rápidas para fugir no marcador e quando o cronómetro assinalava 35′ a distância entre as formações escalou para os 7 golos (16-23). Helena Soares pediu o segundo time-out.
O domínio encarnado regressou aos 40×20 e à passagem do minuto 53′ a diferença atingiu valores maiores (9 golos) com o 21-30 de Maria Eduarda Santos.
A Taça de Portugal acabou por não fugir às encarnadas (34-25) que conquistaram o troféu pela décima vez – a segunda consecutiva, ao comando de Luís Monteiro, tendo Mihaela Minciuna – 5 golos – sido a MVP.




