O actual presidente da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), José Maria Calheiros, anuncia que não irá avançar para uma recandidatura à presidência da FPT.
As eleições estão previstas para dia 4 de Dezembro deste ano e a próxima direcção será eleita de acordo com o novo regime jurídico das federações desportivas.Motivos profissionais estiveram na base da tomada de decisão de José Maria Calheiros. “Foi com grande satisfação que assumi a presidência da FPT durante os últimos dois anos, até porque o ténis é uma paixão pessoal, mas neste momento será impossível continuar a conciliar a direcção da FPT com os projectos que irei desenvolver enquanto advogado, na sociedade José Maria Calheiros e Associados”, explica José Maria Calheiros.
José Maria Calheiros foi eleito em Março de 2009, tendo sido a escolha preferida em 83 por cento das associações regionais para suceder a José Corrêa de Sampaio, eleito em 2005 para um mandato de quatro anos, no qual José Maria Calheiros assumiu a vice-presidência.
Em balanço dos quase dois anos em que assumiu a presidência da FPT, José Maria Calheiros afirma que “foram, sem dúvida, dois dos melhores anos de sempre para o ténis português. O ténis português respira saúde, está consolidado e ganhou maior visibilidade nos media. Conseguiram-se importantes vitórias internacionais, sendo de salientar as quatro vitórias seguidas inéditas na Taça Davis. É ainda de salientar a presença, pela primeira vez, de um jogador português numa final ATP (Frederico Gil no Estoril Open) e a organização da Fed Cup em Portugal, com dezasseis selecções femininas e três jogadoras do top 10 mundial. Por outro lado, o número de atletas apoiados nas competições internacionais aumentou significativamente nos vários escalões. Lançou-se e consolidou-se o Centro de Alto Rendimento e houve um importante apoio e aproximação às selecções nacionais”.

