Sábado 01 de Outubro de 4011

Marc Hirschi de vento em popa como pássaro a voar no Tour de France

O suíço Marc Hirschi como que deu “baile” inesperado na mais longa (218 km) etapa do Tour de France, realizada esta quinta-feira, que venceu de forma inesperada mas que como “voou” para chegar ao fim com uma vantagem de 47 s sobre o segundo classificado.

Numa corrida que começou da melhor maneira para os mais destemidos, com atasques e contra-ataques na frente do pelotão, levou a que a primeira hora fosse percorrida a 51,4 km por hora, por certo como estratégia de “testar” alguma coisa, que ninguém se terá lembrado, ainda com mais quatro horas para percorrer.

Ciclismo-TourFranceGráfico-10-09-2020Assim foi e assim não aconteceu para quem foi da ideia, ainda que Hirschi esteve sempre bem situado na prova, caso pretendesse lutar pelo triunfo. No entanto, como o próprio referiu no final, “não pensava chegar ao fim”, a verdade é que a 28 km da linha de chegada “saltou” da bicicleta e foi por aí acima à procura do que acabaria por ser o sonho tornado real.

Na verdade, Hirschi (Team Sunweb) chegou a Sarran com uma vantagem mais ou menos grande (47 segundos), não sendo ele próprio o herói da jornada, porquanto o segundo classificado, o francês Pierre Rolland (B&B Hotels), também esteve muito bem, acabando por ser o norueguês Soren Andersen (Team Sunweb) a assumir-se no topo do pelotão e chegar ao terceiro lugar apenas a cinco segundos do vencedor

Hirisch completou a etapa com 5.08.49, com 5.09.36 para Pierre e 5.09.41 para Andersen, seguindo-se, com o mesmo tempo deste, o francês Quentin Pocher (B&B Hotels) e o espanhol Jesus Herrada (Cofidis).

O português Nelson Oliveira ficou bem longe, a 13m38s (104º), o que o levou a descer do 57º para o 61º da geral, agora a 1.18.43.

Na classificação geral, pese embora as “façanhas” da etapa, não teve quaisquer alterações nos primeiros seis, com o esloveno Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma) a liderar, seguindo-se o colombiano Egan Berrnal (Ineos Grenadiers) a 21 segundos e o francês Guillaume Martin (Cofidis), a 28 segundos. Seguem-se outro francês, Romain Barded (AG2R La Mondiale), a 30 segundos e os colombianos Nairo Quintana (Team Arkea-Samsic) e Rigoberto Uran (FF Pro Cycling), ambos a 32 segundos.

O grupo ainda em prova está formado por 160 ciclistas, que irão partir, esta sexta-feira, de Puy Mary Cantal até Chauvigny, numa distância de 191,5 km, numa etapa repleta de desafios em alta e média montanha.

O primeiro “pico” acontece ao km 36 (1.078 metros e é de primeira porque tem 6,1 % de inclinação), seguindo-se três de terceira categoria, duas de segunda (1.250 metros ao km 91,5 e ao km 180,5, com 1.242 metros), para finalizar uma incrível subida com 8,1 % de inclinação ao km 181,5, mesmo no final, do que será esta 13ª etapa.

Sorte ou Azar?

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