Quarta-feira 28 de Outubro de 2020

Benfica viu-se “grego” e disse adeus à Liga dos Campeões

UEFA / Konstantinos Tsakalidis _SOOC

UEFA / Konstantinos Tsakalidis _SOOC

Ao passar pela segunda cidade grega, Salónica, o Benfica não conseguiu encontrar soluções para vencer um PAOK que se “fez grande”, suou a camisola e chegou a um triunfo na hora certa ante uma formação benfiquista que não jogou o que sabe e que, por isso, ficou afastada da Liga dos Campeões.

Para além da perda desportiva, a situação causou muita preocupação junto da família benfiquista, porquanto a exibição deixou a desejar, não tanto por falta de sofrer mas por ausência de ideias para contrariar o futebol apresentado pelos gregos, que preferiram dar “a bola” ao Benfica durante quase toda a primeira parte mas que os comandados de Jorge Jesus não souberam aproveitar.

Com maior velocidade e sempre em rotação alta, o Benfica foi superior em termos de posse de bola (na ordem dos 70% no primeiro tempo) mas não conseguiu encontrar os caminhos para criar perigo junto da área do adversário, apesar de uma ou outra jogada com maior perigo, até porque os gregos pressionaram sempre em cima, fechando bem as possíveis entradas dos atacantes dos encarnados.

Depois de Odysseas ter salvado uma situação perigosa, ao segurar a bola rematada com força por Michailidis (16’), o Benfica ganhou vários cantos mas o guardião Zivkovic também foi resolvendo as situações, ora defendendo a bola, ora afastando-a das zonas de “risco”, como surgiu (25’) quando Taarabt rematou à figura.

Dois minutos depois foi Seferovic a cabecear ao lado, depois de a bola roçar a sua cabeça, tendo a situação mais perigosa seido criada por Pizzi que, na marcação (29’) de um livre, rematou forte e em arco que levou a bola a bater, de forma estrondosa, no poste da baliza grega, com o guardião batido.

Mantendo a pressão, Seferovic voltou a tentar (32’) chegar ao golo mas a bola apenas “roçou” na sua cabeça e foi para fora, não tendo tido força para chegar à baliza, seguindo-se outra jogada (35’) em que Pizzi chegou isolado, pela direita, à grande área da baliza grega mas rematou “embrulhado” e sem direcção.

Com o aproximar do final do primeiro tempo, Pedrinho (42’) rematou de longe e obrigou Zivkovic a defender para canto, no que foi última oportunidade para chegar ao golo.

Na segunda parte, o PAOK mudou de “figurino” e entrou a pressionar mais à frente, fechando mais o ângulo de avanço do Benfica, io que começou a complicar as “contas” benfiquistas.

Nos primeiros minutos criaram duas oportunidades de criar perigo mas Taarabt, a passe de Everton (57’) obrigou o guardião grego a uma boa defesa.

Nesta altura, o Benfica ainda “mandava” nas tentativas de golo (9 contra 3), o que foi sol de pouca dura, porquanto os da casa, num contra-ataque rápido e em profundidade, adiantaram-se no marcador (63’), através de um autogolo do defesa benfiquista Vertonghen, que desviou a bola, centrada por Akpom para a linha de baliza, para dentro da baliza, no que foi um golo mais ou menos a frio.

No vai vem que se seguiu, a situação ficou mais equilibrada, com o Benfica a demonstrar alguma falta de discernimento, situação que levou (75’) ao segundo golo, obtido por Zivkovic (que o Benfica vendera ao PAOK), depois de um passe largo para o lado direito do ataque dos gregos, que dominou a bola e desviu-se do defesa esquerdo benfiquista para rematar forte, rasteiro e quase junto ao poste, sem hipóteses para Odysseas.

Correndo atrás do prejuízo e com algumas substituições feitas (quiçá tardiamente), o Benfica ainda conseguiu reduzir (90+4’) por intermédio de Rafa que, colocado no centro da grande área, cabeceou da melhor maneira para dentro da baliza der Zivkovic, dando o melhor seguimento a um centro milimétrico de André Almeida.

Pelo facto, o primeiro objectivo (lutar pela conquista do título europeu) ficou pelo caminho, seguindo-se a “descida” à Liga Europa, o que, em termos financeiros, nada tem a ver com os milhões dos campeões. Mas isto é o desporto.

Sob a direcção da equipa de arbitragem liderada pelo alemão Felix Brych, que foi um trabalho globalmente positivo, as equipas alinharam:

Benfica – Odysseias; André Almeida, Rúben Dias, Vertonghen e Grimaldo; Weigl, Taarabt (Rafa, 76’) e Pedrinho (Nuñez, 76’); Everton, Pizzi e Seferovic (Vinicius, 72’)

PAOK – Zivko Zivkovic; Michaidilis, Varela, Ingosson e Crespo; El Kaddouri, Schwab e Giannoudis; Pelkas (Zivkovic, 67’), Akpon (Swidenski, 70’) e Tzolis (Esiti, 80’).

 

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