Quinta-feira 03 de Dezembro de 2020

Paços de Ferreira venceu e colocou F. C. Porto a “tremer” e com os dois treinadores expulsos

Ao derrotar (3-2) o F. C. Porto, o Paços de Ferreira criou como que um “tremor de terra” em redor do clube dos Dragões, que poderão começar a ficar mais longe dos primeiros, ainda que isso dependa dos resultados que Benfica e Sporting possam conseguir nos jogos desta sexta jornada da Liga NOS, que se iniciou esta sexta-feira.

É caso para dizer que as “bruxas” surgem quando menos se esperam!

Pedro Trindade

Pedro Trindade / Liga Portugal

Numa partida em que a posse de bola foi dominada (69/31%) pelos portistas, a verdade é que nas principais questões (maior número de remates e para a baliza) foi o Paços de Ferreira que se superou, ao fazer 16 contra 10, dos quais 7-3 para a baliza, o que corresponde a um maior domínio, no que deu a vantagem para vencer.

Para chegar aos três golos, os pacenses tiveram que rematar sete vezes, enquanto o Benfica, com três remates, fez dois golos. Diferenças que resultaram de uma excelente exibição de Marchesin, que evitou mais golos, que só não surgiram porque teve que arte em defender ou afastar a bola das zonas perigosas.

Na sua estreia pela equipa do Paços, o israelita Dor Jan, na sequência de uma jogada bem “engendrada”, abriu (11’) abriu o activo através de uma sobra de bola na área portista, em que ninguém conseguiu afastar da zona de perigo.

Os portistas tentaram reverter a marcha do marcador e (23’) Sérgio Oliveira teve uma boa oportunidade, na marcação de um livre fora da grande área, mas rematou directamente para o poste e a bola saiu pela linha final.

Mas os donos da casa não estavam dispostos a “perder” e Eustáquio (43’) chegou ao 2-0 depois de receber a bola de Hélder e rematar à vontade, o que os portistas não esperavam.

No final do período de compensação da primeira parte (45’+7’), Eustáquio desvia a bola com a mão na sua grande área, o árbitro assinalou a grande penalidade e Sérgio Oliveira aproveito para fazer o primeiro golo dos portistas.

Antes disso, Pepa, técnico do Paços, tinha sido expulso pelo árbitro por protestar por um golo anulado à sua equipa.

No segundo tempo, Marchesin como a “safar” golos para o Paços, primeiro aos 57’ quando, no seguimento de um canto de Bruno Costa, o guardião portista socou a bola, que foi parar aos pés de Marco Baixinho, que rematou. mas Marchesin resolveu o problema.

Mas o golo do Paços previa-se eminente. Tanto que (59’), Marega joga com a mão na sua grande área, a que se seguiu a grande penalidade que Bruno Costa converteu no terceiro golo da sua equipa.

Poucos minutos depois (63’) foi Eustáquio que rematou ao ferro e a bola perdeu-se pela linha final, chegando-se ao minuto 66’ com Marchesin a fazer uma grande defesa a um remate forte feito por Bruno Costa.

Mais alguns minutos e Otávio, com um “tiraço” (78’) de fora da área reduziu para o F. C. do Porto, que não teve nem “arte nem manha” para dar a volta ao jogo e perder três pontos (pela segunda vez, depois de ter perdido, pelo mesmo resultado, com o Marítimo, no Dragão).

No final da partida, Sérgio Conceição também não se conteve e foi expulso, pelo que os dois técnicos deverão estar “fora de jogo” na próxima jornada.

A sexta ronda prossegue este sábado com os jogos Belenenses SAD-Farense (15h30), seguindo-se o Rio Ave-Moreirense (18h) e o Marítimo-Nacional (20h30).

 

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