Quarta-feira 06 de Julho de 2022

Atletismo português nos Jogos Ibero-Americanos, em Espanha

Atl-JogosIberoAmericanos-18-05-2022No conjunto dos Jogos e dos Campeonatos Ibero-americanos, Portugal colecionou 35 medalhas de ouro, 55 de prata e 57 de bronze, sendo Teresa Machado a mais medalhada (seis: três de ouro, uma de prata e duas de bronze), logo seguida de Jéssica Augusto e Nuno Fernandes (ambos com cinco).

No histórico dos recordes da competição, surge o feito de Marco Fortes, recordista do lançamento do peso com a marca de 20,69 metros, obtida na edição de 2010, em S. Fernando (Espanha). Este é um recorde que pode ser superado este ano. Em femininos, há duas recordistas: Jéssica Augusto, em 3 000 metros (8m46s59″, em S. Fernando, 2010) e Fernanda Ribeiro, em 5 000 metros (15m27s53″, em Huelva, em 2006).

Estes dados bem podem servir como “cartão de apresentação” das selecções nacionais (masculina e feminina), que entre esta sexta-feira e domingo vão retomar estas competições, desta vez em Alicante, com Portugal a voltar a apresentar uma das maiores representações.

A comitiva lusa chegou à cidade espanhola de Alicante durante esta quarta-feira e nesta quinta-feira fará vários treinos na pista onde decorrerá o evento.

Portugal, com 44 atletas, é o terceiro país com maior representação nos Campeonatos, depois dos 70 atletas da edição em 1998 (Lisboa), dos 51 em Huelva (2004) e dos 50 em S. Fernando (2010).

As competições entre os países ibero-americanos vêm desde 1960, quando se realizou a primeira edição dos Jogos Ibero-Americanos, iniciativa que reunia os países de língua portuguesa e espanhola, mas que teve vida efémera, pois apenas conheceu duas edições: Santiago do Chile (1960) e Madrid (1962).

Em 1982, foi formalizada, em Madrid, a Associação Ibero-Americana de Atletismo, com a 22 países fundadores. Esta organização, em 1996, acolheu os novos países de expressão portuguesa e a Guiné Equatorial.

A edição inaugural dos Campeonatos realizou-se em 1983 (Barcelona), mas a limitação a um atleta de cada país por prova levou a que estas tivessem um número muito reduzido de presenças (entre três e sete atletas), algo que foi corrigido dois anos depois, em Havana (máximo de dois atletas de cada país por prova).

A competição passou a desenrolar-se de dois em dois anos, com larga superioridade de Cuba (que nem sempre esteve presente e por vezes apresentou um número reduzido de atletas), Brasil e Espanha (esta ausente em 1996).

Devido à pandemia de Covid-19, a edição de 2020 foi cancelada retomando-se agora, em Alicante (na pista em La Nucia), a sua organização.

A mais experiente das portuguesas é a marchadora Ana Cabecinha, que se estrou nesta competição em 2004 (Huelva) e logo com um segundo lugar nos 10 000 metros marcha. Dois anos depois, em Ponce, Ana venceu pela primeira vez, feito que repetiu em 2010, em S. Fernando.

Depois dela, apenas mais seis atletas participaram nesta competição, sendo Irina Rodrigues a que conta duas participações: estreia em 2010 com um sexto lugar no disco e medalha de bronze em 2018. Depois, destaque para Cátia Azevedo, com triunfo nos 400 e 4×400 e para as medalhas de Tsanko Arnaudov (2º) no peso e Ricardo dos Santos (3º) nos 400 metros, todos na edição de há quatro anos (Trujilo). Também Tiago Pereira (em 2016, 6º no salto em altura) e Carlos Nascimento (7º na meia-final dos 100 metros, em 2016) já participaram na competição. Todos os outros farão a sua estreia.

As provas decorrem em La Nucia, com duas jornadas diárias, começando na sexta-feira, às 10 horas (11 horas em Espanha), com os 100 metros do decatlo. Essa jornada é inteiramente dedicada às provas combinadas. A jornada da tarde inicia-se às 17h15 horas (18h15 espanholas).

No sábado, as provas terão início às 8h30 horas e 16.20 horas, enquanto no domingo a jornada da manhã (prova de meia-maratona) tem início às 8h30 horas e a jornada vespertina começa às 17 horas.A prova será transmitida em direto na RTVE Play.

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