Sexta-feira 19 de Agosto de 2022

Camila Rebelo com segundo ouro no recorde de medalhas para a Equipa Portugal em Oran 2022

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A Equipa Portugal conseguiu, esta terça-feira, a marca histórica de 25 medalhas nos Jogos do Mediterrâneo Oran 2022 (Argélia), superando as 24 ganhas há quatro anos na estreia em Tarragona 2018.

Foram de ouro e bronze as conquistas do dia a cargo da Natação, que assim chegou aos nove pódios, com Camila Rebelo a ser a primeira atleta a fazer ouvir a Portuguesa por duas vezes nos Jogos do Mediterrâneo. Raquel Pereira (bronze), foi também protagonista no Centro Náutico do Complexo Olímpico de Oran.

No total, a Equipa Portugal soma sete medalhas de ouro, dez de prata e oito de bronze e, esta quarta-feira, último dia dos Jogos, ainda estará na decisão da medalha de bronze no torneio de Andebol feminino frente à Sérvia.

Com duas modalidades (Esgrima e Natação) em actividade nesta terça-feira, o ouro e o bronze foram alcançados pelas nadadoras Camila Rebelo (segundo ouro) e Raquel Pereira, a fechar o programa em Oran 2022 para a Equipa Portugal.

Camila Rebelo, nos 100m costas, tinha feito pela manhã o 2º tempo das eliminatórias (1.09,92), mas à tarde, na final, venceu (1.01,34) e somou a sua segunda medalha de ouro depois de também ter sido a primeira nos 200m costas.

Camila Rebelo considerou que “é incrível, não consigo explicar, ainda estou a tremer da prova, com os ânimos todos em cima. Há sempre altos e baixos, agora estou num momento alto, mas pode vir um baixo. Estou com os pés na terra, tenho dois treinadores incríveis que me sabem colocar no lugar, como os meus pais, e é realmente passo a passo. Comecei a época a querer mínimo para o Europeu, já fiz mínimo para entrar no projecto olímpico, estou com grandes tempos, e é continuar o trabalho até conseguir melhor.”

Acrescentou ainda que “não sabia que era a única a conquistar duas medalhas de ouro. Claro que é incrível poder dar a Portugal duas medalhas de ouro, mostrar o meu trabalho. É incrível, não sei dizer outra palavra.”

A nadadora da Equipa Portugal é estudante e tem procurado conciliar as duas tarefas, tendo complementado por dizer que “comecei a época sem ter estatuto. Tinha um contrato com os meus pais. Até conseguir algo que me sustente na natação, vou fazer as cadeiras todas. No primeiro semestre só deixei uma, agora duas, vou a época especial. Claro que agora a natação vai estar em primeiro lugar, no próximo ano muito provavelmente vou fazer metade das cadeiras, vou gerindo todo o esforço, porque foi muito puxado ter feito quase todas as cadeiras e treinar 13, 12 vezes por semana”.

Raquel Gomes Pereira foi medalha de bronze nos 200m bruços (2.28,35), depois de ter feito o 4º tempo das eliminatórias (2.32,79). À sua frente na final ficaram a turca Viktoria Gunes (2.26,48) e a espanhola Marina Urzainqui (2.27,32).

Raquel Pereira salientou que “honestamente, sabia que era possível, e como tinha ficado em quinto na última edição sabia que tinha altas probabilidades de atingir o terceiro lugar, mas acho que a primeira medalha nunca se vai esquecer, assim a este nível. Estou muito contente. Acho que era isto que precisava para continuar motivada. Há algum tempo que não me sentia feliz na natação. Esta medalha é mesmo muito especial neste sentido. Nesta competição foi das que senti mais espírito de grupo, e acho que faltava mesmo muito isso à selecção, estou muito contente por todos nós, mesmo, sem excepção”.

Raquel Pereira também é estudante e tenta conciliar a Natação com os estudos. “Nem quero ir ao telemóvel ver o que já disseram [os pais], mas de certeza estão muito contentes por mim, sabem que tem sido muito difícil e que dou muito de mim a tirar o curso ao mesmo tempo que nado. Já entrei para o mestrado em Gestão, na Nova SBE, vou começar no próximo semestre, e é tentar da melhor forma, como consegui até agora”.

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Tamila Holub foi 5ª classificada na final 400m livres (4.14,25) e Francisca Martins 8ª (4.24,14). Ganhou a turca Deniz Ertan (4.08,04)

A estafeta feminina de 4x100m livres, com Francisca Martins, Ana Rodrigues, Mariana Cunha e Camila Rebelo foi 7ª classificada (3.51,23). Venceu a Eslovénia (3.38,52).

Durante a manhã, Diogo Ribeiro e Miguel Nascimento terminaram a participação nos 100m mariposa nas eliminatórias, o primeiro em 9º (53,50) e o segundo em 12º (53,87).

Gabriel Lopes participou nas eliminatórias dos 200m livres e dos 100m bruços, onde teve resultados que o deixaram fora das finais: 9º (1.52,37) e 11º (1.03,20), respectivamente.

Francisco Quintas também entrou nos 100m bruços e a sua classificação final foi 10º (1.02,86).

Rafaela Azevedo foi 11ª nos 100m costas, com o tempo de 1.04,81.

Nos 200m costas, tanto Francisco Santos (10º, 2.12,13) como João Costa (12º, 2.03,23) ficaram também fora da final.

Na Esgrima, Carolina Oliveira terminou a competição de florete na 10ª posição, ao perder na ronda de 16 frente à turca Irem Karamete, por 11-15.

A atleta da Equipa Portugal acabou por se lesionar num pé, no último momento do confronto, quando sofreu o 15º toque, e depois de assistida saiu do CCO Hall de Oran sob aplausos do público.

Carolina Oliveira entrou na competição na 14ª posição entre as 15 concorrentes inscritas e depois da fase de grupos era a 10ª, tendo sido emparelhada então com Irem Karamete (Turquia), que era a 7ª

Os resultados de Carolina Oliveira na fase de grupos foram duas vitórias e duas derrotas: Olga Calissi (Itália) 5-2; Maria Escalona (Espanha) 2-5; Jade Marechal (França) 2-5; Meriem Mebarki (Argelina) 5-2.

Luís Macedo foi 14º, também em florete. O atleta da Equipa Portugal conseguiu apurar-se para a ronda de 16, depois de passar pela fase de grupos, mas foi eliminado pelo sérvio Veljko Cuk, por 4-15.

Luís Macedo entrou em prova no 17º lugar entre 18 participantes, mas na fase de grupos, depois de uma vitória e quatro derrotas, subiu para 14º e foi enfrentar Cuk, o 3º.

Resultados de Luís Macedo (fase de grupos): Davide Filippi (Itália) 3-5; Martino Minuto (Turquia) 1-5; Tyvan Bibard (França) 3-5; Mohamed Hamza (Egito) 2-5; Youcef Madi (Argélia) 5-2.

Nesta quarta-feira, a selecção feminina de Andebol joga uma cartada decisiva para a conquista da medalha de bronze, na partida frente à Sérvia.

 

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