Segunda-feira 23 de Fevereiro de 2026

Sporting sagrou-se duplo campeão nacional (masculino e feminino) de atletismo (sub20) em pista curta

O Sporting consagrou-se duplo campeão nacional de atletismo Sub20, em pista curta, nas competições realizadas no Fórum Braga, com as raparigas a somarem 126 pontos e os rapazes 124,5 pontos.

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FPA

No setor feminino, subiram ainda ao pódio a Juventude Vidigalense (65 pts), e uma estreia: a Juventude Ilha Verde (64 pts) obteve o bronze. Em masculinos, o Benfica (108,5 pts) e a Juventude Vidigalense (67 pts) completaram o “top-3”.

O Sporting conquistou a dobradinha pelo quarto ano consecutivo neste escalão sub-20, onde este ano se registou uma estreia em pódios na vertente feminina: o Juventude Ilha Verde chegou pela primeira vez à medalha de bronze, com 64 pontos – os mesmos do Benfica, mas beneficiando de mais vitórias – impulsionado pelas conquistas individuais de atletas como Natacha Candé, Anamar Jorge ou Helena Rodrigues, que comprovam que o atletismo está a ser bem trabalhado em São Miguel.

Em femininos as leoas confirmaram o favoritismo que já traziam da primeira jornada e venceram pela quarta vez consecutiva. Neste segundo dia conquistaram vitórias no triplo salto (Naycira Varela, com 12.05); no salto com Vara (Carolina Veríssimo, com 3.30), nos 200 m (Margarida Oliveira, com 24.86) e lançamento do peso (Aderlene Binta, com 13.80).

Grande destaque desta segunda jornada foi a vitória e recorde nacional de Mariana Moreira nos 800 metros. A atleta da União Desportiva de Várzea brilhou, vencendo em 2.07,09 e retirando 99 centésimos ao recorde que já havia fixado esta época. Também na estafeta 4×400 metros femininos, o Benfica estabeleceu novo recorde nacional (3.51,04), num quarteto composto por Carolina Ventura, Miriam Pinho, Adimizia Andrade e Cristina Neves.

Em masculinos, o Benfica não segurou a vantagem da primeira jornada e foi ultrapassado pelos leões, que assim venceram pela sétima vez consecutiva. Este domingo foram mais fortes nos 3000 m (Afonso Oliveira, com 8:33.62), nos 60 m barreiras (Pedro Vieira, com 8.19) e na estafeta 4×400 com os atletas Márcio Alves, Yunilson Brito, Miguel Gavinhos e Lucca Reis a completarem a prova em 3:26.95.

Nota ainda para mais uma grande prova de Pedro Afonso nos 200 m masculinos. O atleta do Benfica tinha conquistado, na véspera, os 800 m, completou os 200 em com o tempo de 21.79, mostrando estar num grande momento de forma.

Em evidência esteve também Eduardo Carrolo (GDE), que revalidou o título no salto em altura com 2,05 metros, marca que lhe garante qualificação para os Mundiais Sub-20 ao ar livre, em Oregon. A prova de salto em altura ficou ainda marcada por um empate no segundo lugar, com Diogo Bandeira e Tiago Matos (recorde pessoal) a partilharem a prata com 2,03.

Nota de destaque, ainda, para João Matos, atleta do GDP de Leiria, que bateu o recorde nacional sub-18 do triplo salto, com a marca de 15.10 m.

Braga foi, assim, palco de afirmação para esta nova geração do atletismo nacional, num campeonato que reforçou a vitalidade e a profundidade competitiva do setor jovem português.

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DR – Arquivo

Isaac Nader bateu recorde nacional dos 800 metros em pista curta

Isaac Nader (Benfica) voltou a melhorar o próprio recorde nacional dos 800 metros em pista curta, ao obter o tempo de 1.45,05 no decorrer de uma prova realizada em Torun (Polónia), onde foi 5º classificado, em prova vencida pelo belga Elliott Cestan, com 1.44,07.

Em Ourense (Espanha), Pedro Buaró (Benfica), venceu a prova do salto com vara ao ultrapassar a fasquia colocada a 5,10, no decurso do torneio internacional ali realizado, sendo recorde do meeting.

Outra portuguesa, Eliana Bandeira (Benfica), ganhou o lançamento do peso ao enviar o engenho a 18,13, tendo Gerson Baldé (Benfica) foi 2º no salto em comprimento com um ensaio a 8,14, menos quatro centímetros do que o vencedor, o cubano Jorge Hodelin (8,18).

 

Campeonatos nacionais de lançamentos longos

Decorreram este fim-de-semana, no Centro de Alto Rendimento do Jamor, reunindo os melhores especialistas nacionais do disco, martelo e dardo, os Campeonatos Nacionais de Lançamentos Longos.

Ao longo de duas jornadas, a competição organizada pela Federação Portuguesa de Atletismo voltou a afirmar a vitalidade do sector dos lançamentos, com disputas equilibradas e marcas de relevo em vários escalões. Num ambiente competitivo exigente, jovens promessas e atletas já consolidados dividiram protagonismo, numa prova que marca tradicionalmente o arranque da época longa ao ar livre.

Lançamento do Disco

O título nacional sub-18 masculino do disco (1,5 kg) foi para Guilherme Gavina (CRCDL), que dominou a prova com o melhor lançamento do dia, impondo-se com 45,84 m, superando José Martins (JV) e Frederico Serrano (QFC), segundo e terceiro classificados respetivamente.

Na vertente sub-18 feminina da prova do disco (1 kg), Sara Lopes (AGDAK) sagrou-se campeã com 38,92 m, por apenas nove centímetros de vantagem sobre Rafaela Lacerda (CIAIA), estreitando a disputa até ao último ensaio.

Lançamento do Martelo

No martelo sub-18 masculino (5 kg), Francisco Ribeiro (ACFR) conquistou o ouro com um ensaio de 51,25 m, apenas ligeiramente à frente de Frederico Serrano (QFC), que fez 51,02 m. O pódio fechou com Armando Amado (CPTSC).

Em femininos (sub-18, 3 kg), Clara Teixeira (AJS) impôs-se com uma marca de 54,02 m, seguida por Margarida Calhau (JV) e Lara Silva (QFC), completando assim o pódio.

Lançamento do Dardo

Entre os escalões combinados de Sub-23 e Seniores no dardo de 600 g, a vitória absoluta foi alcançada por Jéssica Barreira, atleta do Sporting com o melhor lançamento do dia a chegar aos 51,81 m, seguida pela Sub-23 Marta Trovoada, também do Sporting com 46,93 m. A terceira posição ficou com Marta Batalha (GDD), atleta que há um ano sofreu uma lesão grave (fratura do pulso). Regressou agora e na sua primeira prova após a recuperação conquistou o pódio com o bronze graças à marca de 41.05.

No dardo 700 g, em masculinos sub-18, a vitória foi para Pedro Marcelino (JV) com a marca de 51.99. Micoly David (SCP) e Luís Bibi (CLAC) completaram o pódio.

Já em femininos (500 g) foi dominado por Beatriz Silva (JV), que lançando a 38,75 m garantiu o título diante de Célia Dantas (ACDAV) e Francisca Mendes (JV).

Esta edição dos nacionais continuou a tradição dos lançamentos longos como uma das áreas mais técnicas do atletismo, evidenciando talentos em ascensão no escalão Sub-18 e performances consistentes nos escalões superiores.

 

Atleta luso-guineense estabeleceu nova marca histórica nos 60 metros barreiras.

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DR (Usumane)

O atleta armacenense Usumane Djumo voltou a fazer história ao completar a distância em 8,02 segundos nos 60 metros barreiras (pista curta), estabelecendo um triplo recorde que reforça o seu estatuto como uma das grandes referências da disciplina.

A evolução do atleta tem contado com o apoio do Clube de Atletismo Olímpico Vianense (CAOV) e a orientação do treinador José Barros, apontados como pilares fundamentais neste percurso de sucesso.

Com o tempo de 8,02 segundos, Djumo superou o seu próprio recorde regional de Viana do Castelo, que era de 8,10 segundos, estabelecido em janeiro de 2026.

A nova marca passa a ser a melhor de sempre do distrito, elevando Viana do Castelo ao topo do atletismo de pista coberta neste escalão em Portugal.

O resultado confirma Usumane Djumo como o barreirista mais rápido da história das associações do Norte de Portugal (Viana, Braga, Porto, entre outras), a competir por um clube da região, nos últimos 25 anos.

A marca de 8,02 segundos estabelece ainda um novo patamar histórico para toda a Zona Norte.

Além do impacto em Portugal, os 8,02 segundos representam também o recorde nacional absoluto da Guiné-Bissau nos 60 metros barreiras.

O atleta é atualmente detentor dos principais máximos históricos do seu país:

60m Barreiras (Indoor) – 8,02s (fevereiro de 2026)

110m Barreiras (Outdoor) – 13,88s (agosto de 2025), marca com a qual se estreou nos Mundiais de Atletismo em Tóquio

Graças à sua consistência e evolução, Djumo é considerado atualmente um dos melhores especialistas africanos da disciplina. Em 2025, ocupou a 4ª posição no ranking africano dos 60 metros barreiras.

Com este triplo recorde, Usumane Djumo consolida o seu nome na história do atletismo guineense e português, afirmando-se como uma das maiores promessas da modalidade a nível internacional.

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