Quinta-feira 16 de Julho de 2026

“Papão” Argentina, “ajudado” pela Inglaterra, na final do Mundial de Futebol

Uma com uma certa dose de felicidade, mas também pelo trabalho incansável tido, porque acreditou, o “papão” Argentina volta à final do Mundial de Futebol – pela segunda vez consecutiva – realizado no eixo Canadá, EUA e México, que no domingo terá a festa de encerramento em parceria com a Espanha.

ing vs argentina meias wcup n2026

FIFA

Três vezes campeões mundiais (1978, 1986 e 2022) e vice-campeões em 1930, 1990 e 2014, é evidente que a Argentina tem supremacia que baste, pelo que a partida entre os franceses também pode ficar inolvidável.

E porque passou a ser o líder do ranking mundial, a Argentina reforçou ainda mais essa crença e apresenta-se em Nova Iorque com roupa renovada, pronta para comemorar mais um êxito, caso tudo aconteça como o tenham planeado, porquanto dependerão deles próprios para atingir as metas a que se propuseram.

Em termos de pontuação, a Argentina soma 1970,37, seguindo-se Espanha (1965,61), França (1946,97), Inglaterra (1889,42) e Brasil (1804,92), fechando as primeiras cinco posições, ainda sujeito a mudança, em função do resultado da final.

Marrocos assume-se no 6º lugar (1803,99) e Portugal está logo a seguir (1.787,85), seguindo-se a Bélgica (1778,36), Holanda (1775,54) e México (1754,30), a fechar as dez melhores neste momento.

Outra decisão ainda em suspenso é saber-se quem será o melhor marcador deste mundial, porquanto Messi e Mbappé estão igualados (8) em golos, o que vai avivar o “faro” a caminho da baliza contrária.

O que é propiciado pela presença da França e da Inglaterra no jogo de apuramento pelo terceiro lugar (sábado, 22 horas) e, no domingo (20h), na final entre a Espanha e a Argentina, falada apenas em espanhol.

Inglaterra “implodiu” taticamente na parte final

Na perspetiva de que era preciso fazer tudo ou nada para chegar à final, a Inglaterra bem se pode queixar de si próprio e, em especial, do respetivo selecionador, porquanto guardou as substituições para muito tarde, quando quase nada havia fazer para parar a remontada espanhola do 0-1 para o 2-1 no período compensatório (9’) após os 90 regulamentares.

Este foi o grande problema da formação britânica, que acabou por ditar o afastamento, quando teve o pássaro na mão e deixou fugir por entre os dedos.

Desde o primeiro minuto que se notou que o mais importante era não sofrer golos e deixar andar o jogo até o mais tardar possível, ainda que, de vez em quando, quer uma quer outra equipa, foram fazendo uma “leitura” das táticas em campo, uma com maior pujança física (Argentina) porque mais “provocadora” (daí o maior número de cartões amarelos), em que as defesas foram anulando as tentativas de abrir brechas, se bem que o número de remates, na primeira parte, foi de 2-2, sendo apenas 1-0 para a baliza, motivo pelo qual não houve golos, sendo que os argentinos tiveram maior posse de bola (56%) porque jogaram à “defesa”.

O segundo tempo iniciou-se com um remate ao poste da baliza dos argentinos (47’), mantendo os ingleses uma maior pressão momentânea e que originou (55’) o golo, obtido por Gordon, na sequência de uma perda por parte dos jogadores argentinos, com a bola a surgir nos pés do avançado britânico, que se esgueirou pela direita e surgiu frente ao guardião azul-celeste para rematar de forma que este não conseguisse parar o esférico antes de entrar na baliza.

Este foi o “toque de Midas” para os argentinos “acordarem” e (58’) Spencer salvou o empate, desviando a bola para canto.

Pouco depois (64’) o selecionador argentino faz uma troca (Paredes sai e Gonzalez entrou), mas a equipa pareceu não ter percebido a mudança, pelo que (64’), Otamendi e mais dois colegas reforçam a formação, agora sim para apostar na máxima de mudar o rumo do marcador.

Tanto que (69’), a passe de Messi, Romero (que tinha entrado) cabeceou para Pickford fazer a defesa da noite, tendo o empate estado de novo à vista (76’) quando acabou de bater no poste e (77’) outro remate passar a milímetros do segundo poste.

Aos 84’, Enzo Fernandez obrigou o guardião inglês a uma defesa, que fez a bola sair por cima da barra, mas, no minuto seguinte, o empate foi alcançado. No seguimento de um pontapé de canto marcado por Messi, a bola foi enviada para o miolo da área onde surgiu Enzo Fernandez, saltou, chegou primeiro à bola e cabeceou para o 1-1.

Com os 90’ esgotados, o árbitro deu mais 9’ e aos 90+2’, com a equipa britânica em “desequilíbrio”, Alexis rematou ao poste, a jogada seguiu e a bola foi parar aos pés de Lotar Martinez que rematou de forma a evitar que Pickford entrasse na trajetória, o que conseguiu, fazendo o 2-1 que levou a Argentina a chegar à final.

Pelo que os últimos capítulos deste mundial terão lugar no sábado e domingo, na definição dos quatro primeiros lugares.

 

© 2026 Jogada do Mês. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Valid.