Sexta-feira 19 de Agosto de 2022

Evelise Veiga ficou a sete centímetros de ir à final do comprimento no Mundial de Oregon’22

Atl-MundialOregonDia9-Evelise-23-07-2022Antes da última ronda de saltos, Evelise Veiga estava em posição de se qualificar, graças ao seu primeiro salto a 6,54 metros. Mas fez 6,41 no segundo e nulo no terceiro e último ensaio e foi nessa ronda que várias atletas a ultrapassaram.

No final da qualificação, no conjunto dos dois grupos, Evelise foi 15ª classificada. Um salto de 6,61 metros teria sido suficiente.

No final, a atleta portuguesa salientou que “acreditamos no apuramento mesmo até ao final. Foi o que eu fiz, entrei para o último ensaio com vontade de conseguir a marca necessária para chegar à final, mas foi nulo. Sinto que dei tudo e deixei lá tudo o que podia”.

A atleta lusa acrescentou ainda ao site da FPA que “é sempre possível fazer-se mais, não nos devemos limitar. Estive sempre de mente aberta ao longo do concurso, abri com um salto que me deu uma posição confortável, mas tinha a consciência de que tinha de saltar mais para poder estar nas 12 primeiras. Por isso tinha de arriscar nos últimos dois ensaios. No segundo a corrida não foi perfeita e tinha de arriscar tudo no terceiro e sinto que o salto estava lá. Mas foi nulo. Naquele momento não poderia ter feito mais nada”, concluiu a atleta.

Na final do triplo-salto, o campeão olímpico Pedro Pichardo e o campeão nacional Tiago Pereira, competem na final do triplo salto, onde se admitem todos os resultados possíveis, inclusive o de Pichardo poder atingir o título mundial, o que seria o primeiro para este atleta.

No último dia destes Mundiais, este domingo, caberá ao marchador João Vieira fechar a presença lusa, participando na final directa dos 35 km Marcha.

A nova prova, que substitui os extintos 50 km, será mais rápida, nas palavras de João Vieira, vice-campeão mundial de 50 km, em Doha’19. Depois da prova de 35 km feminina, na manhã de ontem, o recordista de Portugal relembra “o tempo fresco que se fez sentir na prova delas, mas esteja mais fresco ou mais quente, não tenho dúvidas que a prova será muito rápida, mais para ritmos de 20 km que de 50 km”.

Vieira referiu ainda que “veremos se consigo acompanhar o ‘comboio’, para estar por dentro da prova na tentativa de bater o meu recorde pessoal (2h33m23s), para poder sair de cabeça erguida destes Mundiais”, concluiu o atleta, que terá a companhia do ex-recordista nacional, Rui Coelho. Atleta português que vai estrear-se em Mundiais e tem os pés bem assentes na terra, depois de afirmar que “ao pódio não consigo chegar, chegar ao top’10 também não será fácil. O meu principal objectivo passa por bater o meu recorde pessoal (2h36m00s), que é uma coisa que eu sinto ser capaz desde que aqui cheguei. Dia após dia, mas acredito nessa possibilidade”, afirmou o atleta.

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