Terça-feira 29 de Agosto de 5324

Portugal defronta Sérvia no Europeu de Basquetebol e precisa de novo triplo “show”

Basquetebol-Europeu-28-08-2025

FP Basquetebol

Depois do êxito alcançado ante a Chéquia, na abertura do europeu de Basquetebol, Portugal volta esta sexta-feira (19h15 – RTP2) ao campo para defrontar uma das formações mais temidas, como é o caso da Sérvia (candidata ao título), na segunda ronda da competição, que decorre em Riga (Letónia).

Sérvia que, no primeiro jogo, derrotou (98-64) a Estónia.

Depois de uma exibição a roçar o esplêndido, devido ao magnifico trabalho produzido pelo triangulo formado por Neemias Queta, Rafael Lisboa e Travante, a seleção nacional confirmou-se ao que vinha e está focada para se apurar para os oitavos de final, bastando, para o efeito, ficar nos quatro primeiros ligares do grupo onde está inserido.

Catorze anos depois (2007), Portugal voltou a pisar o grande palco europeu e nunca tinha o coletivo luso vencido a Chéquia num Campeonato da Europa (ou na qualificação), tendo terminado o jejum, assim como terminou o hiato de 14 anos a pisar este cenário. São doze novos jogadores, 12 novos “Linces”, que inscreveram o seu nome nos registos da história, ao vencer os checos, em Riga (Letónia), no primeiro duelo do Grupo A.

Para Mário Gomes, selecionador nacional, “foi um jogo em que ambas as seleções estavam ansiosas, todos sabem que podem jogar melhor. Tentámos aliviar a pressão dos atletas, mas todos sabíamos da importância deste primeiro jogo. Entrar bem é muito importante. Não jogámos bem no ataque, mas estivemos muito bem na defesa. Foi a chave para vencer. O fator dominante da partida foi a ansiedade. Sabemos que somos melhores ofensivamente. Ainda assim, o resultado é muito bom”, tendo adiantado que “perspetivamos um jogo de cada vez, os duelos são como os melões, é preciso abrir para saber o que vai acontecer. Cada seleção tem a sua valia, mas queremos competir”.

Para o “suprassumo” do jogo, Neemias Queta, “foi muito bom começar com uma vitória, a última tinha sido em 2007 – eu ainda nem era jogador, era muito novo. Sentimo-nos muito bem, mas agora vamos acalmar, a competição está apenas a começar. Este jogo era como uma final. Há que continuar. Sabemos que nem sempre vamos ser perfeitos no ataque, mas o nosso jogo começa na defesa, com pressão e índices físicos altos. Este é o caminho para atingir o próximo nível. Os nossos adversários estão obrigados a pensar em nós”, afirmando ainda que “este é um bom momento para a modalidade em Portugal. Queremos ganhar mais espaço no país. E claro que sou facilmente reconhecido na rua, não sou fácil de esconder. É fantástico poder regressar a Portugal e estar em casa”.

Se na quarta-feira foi um dia excecional, o desta sexta-feira também poderá ser. Acreditar no cinco luso é o que devemos fazer, deram provas de que valem e o dia 29 de agosto pode ficar a marcar uma outra data extraordinária: um segundo triunfo e quase a chegar à meta, porquanto há que contar com os resultados de todas as equipas do grupo (A).

O que se pode acompanhar a par e passo a partir das 19h15 desta sexta-feira, na RTP2.

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