Líder da Camisola Amarela - Crédito Agrícola, da Camisola Verde - Delta Cafés e da Camisola da Juventude - Turismo do Alentejo, Jens Verbrugghe não deixou nada para a concorrência neste primeiro dia da 43ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta Crédito Agrícola.
O jovem (21 anos) da equipa NSN Development Team venceu a chegada ao sprint em Almodôvar, na primeira etapa da “Alentejana”, e assumiu a liderança da Classificação Geral, assim como a Camisola Verde e a da Juventude.
A primeira tirada, esta quarta-feira, teve início em Sines, numa longa ligação até Almodôvar, de mais de 173 quilómetros. O final foi ao sprint, mas antes houve outros pontos de interesse.
A fuga formou-se nos primeiros minutos da corrida, com cinco elementos: Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Afonso Lopes (Feira dos Sofás – Boavista), José Moreira (GI Group Holding – Simoldes – UDO), Eduardo Landaluce (Óbidos Cycling Team) e Jort Dockx (Cortizo).
Desse grupo, que chegou a ter uma vantagem superior a três minutos ao pelotão, destacaram-se Gonçalo Leaça, Afonso Lopes e José Moreira. Foi, de resto, esta a ordem da primeira e única contagem de montanha do dia, de quarta categoria, em Vale Santiago. Leaça passou à frente e garantiu assim a única camisola que não pertence a Verbrugghe no final do dia: a da montanha, Camisola Azul - RTP.
Este trio foi o que perdurou mais na frente da corrida, depois de Landaluce e Dock descolarem, e disputou também a primeira meta volante da tarde, em Aljustrel: aí foi Afonso Lopes – ele que venceu o Prémio da Combatividade A MatosCar - a passar na frente, com vantagem para Gonçalo Leaça e José Moreira.
À passagem pela segunda meta volante do dia, em Castro Verde, o trio havia sido alcançado pelo pelotão. A 21,9 quilómetros da meta, foi Joshua Golliker (EF Education – Aevolo) o mais rápido, seguido de Nicolás Tivani (Aviludo – Louletano -Loulé) e do colega de equipa Noah Streif.
Daí até final o ritmo foi infernal, provocou alguns cortes no pelotão, mas os homens rápidos chegaram até ao destino, o sprint decisivo. Verbrugghe superou a velocidade de Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Roger Pareta (Movistar Team Academy).
“A minha última vitória havia sido quase há quatro anos. É uma vitória muito boa, o objetivo era chegar bem aos últimos metros e os meus colegas estiveram muito bem. Consegui estar no sítio certo e dedico-lhes esta vitória”, disse o jovem da formação de desenvolvimento da NSN.
Jens Verbrugghe é assim o primeiro dono da Camisola Amarela - Crédito Agrícola, e continuará a sê-lo pelo menos durante a etapa desta quinta-feira, que liga Ferreira do Alentejo a Montemor-o-Novo. (Créditos fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC)
Enea Sambinello brilha no Troféu Internacional da Arrábida
Enea Sambinello (UAE Team Emirates Gen-Z) venceu a edição de 2026 do Troféu Internacional da Arrábida. O jovem italiano foi o mais forte na subida para o Castelo de Sesimbra, destacando-se no grupo reduzido que atacou na última contagem de montanha.
Daan Dijkman confirmou o domínio da UAE Team Emirates Gen-Z, terminando na segunda posição, a seis segundos do colega de equipa. Tiago Antunes (Efapel Cycling) fechou o pódio, a nove segundos, tendo sido o melhor português em prova.
A tirada de 153,9 quilómetros partiu do Largo de São João, em Palmela, rumou a Sesimbra às 12h e teve um início calmo, com poucas tentativas de fuga nos primeiros quilómetros. As movimentações começaram ao fim de 20 quilómetros, com Afonso Lopes (Feira dos Sofás-Boavista), Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Iván Belmonte (Cortizo) a destacarem-se do pelotão.
Rui Silva (Porminho Sub-23), Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista), Mikel Uncilla (Caja Rural-Alea) e Niels Tenniglo (Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo) seguiram o exemplo do trio, que chegou a ter mais de quatro minutos de vantagem sobre o pelotão. A junção deu-se ao fim de 40 quilómetros, mas o grupo de sete fugitivos viu a diferença a diminuir com o aproximar da maior dificuldade do dia.
Foi na aproximação à contagem de montanha da Serra da Arrábida que o grupo foi alcançado, ainda que Mikel Uncilla tenha aguentado mesmo té ao topo na frente.
A verdadeira movimentação decisiva aconteceu na última subida pontuável do dia, com Daan Dijkman e Enea Sambinello (UAE Team Emirates), Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé), Adrian Bustamante (GI Group Holding-Simoldes-UDO), Tiago Antunes (Efapel Cycling) e Afonso Silva (Team Tavira/Crédito Agrícola) a escaparem.
O grupo ficaria reduzido após uma queda que afetou Bustamante e Afonso Silva, mas o vencedor seria mesmo um dos nomes do ataque final. Mais precisamente Enea Sambinello, seguido do colega Daan Dijkman e do português Tiago Antunes, por esta ordem.
Nas restantes classificações, nota para Mikel Uncilla (Caja Rural – Alea), que venceu a montanha depois de ter integrado a fuga do dia, e de novo para Enea Sambinello, que também festejou na juventude. A UAE Team Emirates Gen-Z, que já tinha festejada na Arrábida em 2025 com Luca Giaimi, venceu a classificação por equipas. (Fotografia: Rodrigo Rodrigues / FPC)
Flávio Pacheco alcançou mais um sétimo lugar na Taça do Mundo de Paraciclismo
Flávio Pacheco alcançou o sétimo lugar na prova de fundo da primeira Taça do Mundo de Paraciclismo, que decorreu em Chiang Mai (Tailândia).
A corrida ficou marcada por condições extremamente adversas, sobretudo devido ao calor intenso que se fez sentir, com temperaturas a atingir os 39 graus. Ainda assim, o paraciclista português voltou a demonstrar grande serenidade e capacidade de superação perante todas as dificuldades.
Flávio Pacheco competiu na categoria H4 e concluiu a prova de fundo com o tempo de 01h41m47s, alcançando um brilhante sétimo lugar entre alguns dos melhores paraciclistas do mundo. Repetiu, assim, o resultado já obtido na prova de contrarrelógio. O suíço Fabian Recher foi o vencedor, terminando em 01h24m16s, o austríaco Thomas Fruhwirth foi o segundo classificado e o americano Travis Gaertner ficou em terceiro lugar.
Prevista para sete voltas, a corrida acabou por ser reduzida pela organização para seis, numa decisão de última hora motivada por razões de segurança face às elevadas temperaturas. No total, os atletas percorreram cerca de 50 quilómetros.
Apesar das condições exigentes, Flávio Pacheco cumpriu com distinção o objetivo traçado para esta competição. O selecionador nacional, Telmo Pinão, tinha definido como meta a obtenção de, pelo menos, um oitavo lugar em cada uma das corridas, objetivo que foi superado.
No final, Telmo Pinão destacou a prestação do atleta, referindo que Flávio Pacheco “voltou a demonstrar as suas capacidades físicas atuais, bem como uma abordagem à corrida completamente diferente, especialmente na fase inicial. Conseguiu posicionar-se bem e manteve-se sempre atento e persistente até cortar a meta. Continuamos com bons indicadores para as próximas competições que se avizinham”.
Esta foi a primeira Taça do Mundo UCI, de três que se realizam este ano. A primeira jornada terminou hoje na Tailândia, após o contrarrelógio de sexta-feira passada e a prova de fundo deste domingo, onde os resultados alcançados por Flávio Pacheco são muito importantes para o ranking das nações e pela luta, atá ao fim deste ano, pela primeira vaga para os Jogos Paralímpicos LA 28.



