Quarta-feira 13 de Maio de 2026

Andebolista, autarca e empresário de mérito e sucesso, Pedro Feist faleceu aos 90 anos

PedroFeist-Faleceu-12-05-2026

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Pedro Feist, antigo autarca, que integrou o executivo camarário lisboeta durante o mandato de Nuno Abecasis, entre 1977 e 1989, e voltou a exercer funções autárquicas no período de Carmona Rodrigues, entre 2005 e 2007 faleceu nesta segunda-feira feira, aos 90 anos.

Pedro Feist foi também deputado à Assembleia da República eleito pelo CDS e por Lisboa em três legislaturas (III, IV e VII), tendo sido agraciado (2006) pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de comendador da Ordem do Mérito.

A vida da família Feist não foi calma, porquanto cedo perderam a mãe, o pai e os avós. Poucas horas depois de cada um deles morrer, os dois irmãos, Nuno e Henrique, tiveram de subir ao palco.

Nascidos em Lisboa, na Cruz Vermelha Portuguesa, os músicos foram forçados a partir para o Reino Unido durante a revolução de abril. Nuno tinha três anos e Henrique apenas dois. A família estava em dificuldades financeiras. O pai, Luís Feist, era empresário no ramo dos brinquedos e árbitro de râguebi (ver caixa). Descobriu neste País uma oportunidade para expandir o negócio. A mãe, Manuela Paulino, locutora de televisão, tinha sido despedida sem justa causa da RTP. A situação piorou ainda mais quando o Estado ficou com os terrenos da avó materna, na zona do Ribatejo.

Pedro Feist foi ainda empresário de material desportivo, na altura como representante de uma marca alemã em Portugal, onde teve momentos áureos, depois de ter tido uma carreira brilhante, nos anos sessenta e setenta, quando o Sporting dominou o panorama do Andebol, quer de sete quer de onze (que se jogava num campo de futebol de onze), tendo conquistado seis Campeonatos Nacionais e oito Regionais na variante de sete e ainda três Campeonatos Nacionais e cinco Regionais no andebol de 11.

Em 1966/1967, foi treinador-jogador e levou a equipa à conquista do título com dez vitórias nos dez encontros realizados, o que o levou a ser distinguido com o Prémio Stromp na categoria Técnico Amador em 1967.

Vestiu, ainda, a camisola da Seleção Nacional de andebol e era um amigo do amigo.

Tive oportunidade de com ele contatar, primeiro também como praticante (início no atletismo, em 1962) desportivo e, depois, no quadro da autarquia de Lisboa, onde desempenhei funções de assessor para o desporto.

De fino trato, de cariz firme, Pedro Feist foi um dos nossos melhores andebolistas nesses anos sessenta e setenta.

Junto-me ao coro de condolências que foram deixadas junto da família, a quem apresentamos sentidas condolências.

 

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