Patrícia Silva conquistou a medalha de bronze nos 1.500 metros, a terceira de Portugal nesta edição dos Campeonatos da Europa, num dia em que a seleção nacional somou ainda um quarto lugar de Agate de Sousa no salto em comprimento, uma quinta posição da estafeta mista de 4×100 metros e um sexto posto de Pedro Buaró no salto com vara.
Não sendo conhecida publicamente uma perspetiva de medalhas a conquistar (o que antes era obrigatório ser definido no Contrato-Programa com o Governo), pode-se dizer que Portugal ficou a meio termo (o que é positivo) porquanto conquistou três, tendo apresentado seis atletas, face aos rankings da época, com bons indicadores para alcançar esse desiderato.
Isto porque Pedro Pablo Pichardo, Fatoumata Diallo, Patrícia Silva (que obtiveram medalhas) cumpriram, podendo colar-se o quarto lugar de Agate Sousa, o quinto da estafeta mista de 4×100 feminino e até o 6º posto de Pedro Buaró no salto com vara, que não fechou com os desfechos apresentados por Isaac Nader, Auriol Dongmo, Jessica Inchude, que tinham sido medalhados em competições anteriores, pelo que há que lutar para apresentar um leque mais curto de atletas mas melhor preparado para chegar primeiro às medalhas, como prova de Excelência.
A última jornada começou, ainda de madrugada, com as maratonas nas ruas da cidade britânica, onde Vanessa Carvalho foi a melhor portuguesa (24ª, 2.35.50 horas) e a equipa feminina terminou no oitavo lugar coletivo.
Depois de ter fechado a fase de qualificação com o melhor tempo da prova, Patrícia Silva confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de bronze nos 1.500 metros, a terceira de Portugal nestes europeus. O momento ganhou um significado especial, quando foi o pai, Rui Silva, campeão do mundo da distância em 2001 e medalhado olímpico em 2004, quem lhe entregou a bandeira nacional. Rui Silva é o quarto português com mais medalhas em grandes campeonatos, contando atualmente com dez, exatamente o mesmo número alcançado esta semana por Pedro Pichardo.
Com esta medalha, a filha de Rui Silva, campeão do mundo da mesma especialidade em 2001 e medalhado olímpico em 2004, assina uma das conquistas mais apetecidas por Portugal nestes Campeonatos da Europa e confirma a entrada definitiva na elite europeia do meio-fundo.
No cômputo geral, este foi o quinto metal de Portugal nos 1.500m em Europeus ao ar livre: duas pratas (Rui Silva e Carla Sacramento em 1998) e três bronzes (Mário Silva em 1990, Rui Silva em 2002 e Patrícia Silva em 2026).
Salomé Afonso, a outra representante lusa na final, terminou na 11ª posição.
Na final do salto em comprimento, Agate de Sousa foi a única portuguesa nesta especialidade, alcançando o quarto lugar europeu com uma marca de 6,96 metros, conseguida no terceiro ensaio – ficando a dois centímetros do bronze e a quatro do ouro.
Único português em prova no salto com vara, Pedro Buaró terminou a competição no sexto lugar europeu, depois de ultrapassar a fasquia colocada aos 5,70 metros.
O quarteto português formado por Gabriel Maia, Tatjana Pinto, Delvis Santos e Arialis Martinez terminou a final da estafeta mista de 4×100 metros na quinta posição, com o tempo de 40.90 segundos.
No lugar mais alto do pódio português ficou Pedro Pichardo, vice-campeão europeu do triplo salto, seguindo-se dois bronzes: o de Patrícia Silva, nos 1.500 metros, e o de Fatoumata Binta Diallo, nos 400 metros barreiras.
Fora do pódio, mas ainda entre os oito primeiros de cada final, Portugal somou dois quartos lugares, com Gerson Baldé e Agate de Sousa, ambos no salto em comprimento. Seguiram-se dois quintos lugares, de Auriol Dongmo, no lançamento do peso, e da equipa da estafeta mista de 4×100 metros. Já no sexto posto ficaram três representações portuguesas: Delvis Santos, nos 200 metros, Jessica Inchude, no lançamento do peso, e Pedro Buaró, no salto com vara. Por fim, no oitavo lugar terminaram Liliana Cá, no lançamento do disco, e a equipa feminina da maratona.
Com três medalhas no quadro e nove lugares entre os oito primeiros, a Seleção Nacional despede-se de Birmingham’2026 com um balanço positivo, que reforça o crescimento do atletismo português no plano internacional.
Na parte da manhã de ontem, Vanessa Carvalho foi a melhor portuguesa em prova, tendo terminado na 24ª posição, com o tempo de 2.35.50 horas. Sara Duarte foi a segunda lusa a cortar a meta, alcançando a 38ª posição, com a marca de 2.41.13 horas. Mónica Silva fechou a participação portuguesa entre as mulheres, concluindo a prova na 44ª posição, em 2.46.06 horas.
No setor masculino, Carlos Costa foi o representante português na maratona, tendo terminado a corrida na 48ª posição, com o tempo de 2.23.41 horas.
Portugal em 21º (3 medalhas) e em 14º nos pontos
Concluído o europeu de Birmingham, a Itália conquistou 22 medalhas – dez de ouro, seis de prata e seis de bronze; seguida da G. Bretanha (9-8-2), Alemanha (6-1’-5) a fechar o pódio. Seguem-se a Holanda (5-3-6), e a Noruega (4-0-2).
Portugal ficou na 21ª posição com a conquista das medalhas de prata por parte de Pedro Pichardo e de duas de bronze, por Fatoumata Diallo e Patrícia Silva.
Na classificação por países, a Itália (226) foi a campeã, à frente da G. Bretanha (211,5), com a Alemanha (196), a fechar o pódio. Seguiram-se a França (160) e Holanda (131) .
Portugal posicionou-se no 14º lugar, com 47,5 pontos.




