Com uma vantagem de apenas dois remates (5-3) para a baliza, os Gunners (Artilheiros) britânicos souberam manter a tradição “fria” de sempre, aproveitando um (de poucos) erro cometido pela defesa leonina para ganhar no dealbar da partida jogada no Estádio Alvalade.
Decorria o minuto 90+1’quando a “má sorte” sorriu aos leões, que não souberam gerir, de forma mais agradável para eles próprios, o erro (fatal) cometido pela defesa, que deixou à solta o “carrasco” (Havertz) leonino da fase de grupos desta Liga dos Campeões.
Não é nada que não se possa resolver no encontro da segunda mão (15 deste mês), em Londres, mas o stress vai aumentar e pode criar alguns “arrepios”, porquanto remediar o que foi perdido (ou não foi aproveitado) pode custar caro.
O Sporting surgiu em campo com a firma vontade de gerar o máximo possível para desenvolver um modo de jogar que fosse retilíneo, pouco redondo, fazendo a bola correr pelos extremos, evitando concentrar-se na parte central, onde, como se viu, o Arsenal bem fechou.
Os arsenalistas fecharam o centro do campo e os leões não conseguiram desenvolver o seu futebol, ainda que a equipa que jogou esta terça-feira voltasse a ter alterações (pelo menos em seis pilares) que talvez não tivessem correspondido ao que Rui Borges precisava para (como referiu à comunicação social) chegar ao “queremos o que nunca foi feito!”
Se é passar às meias-finais, ainda está a tempo. Desde que o sistema funcione em pleno na quarta-feira da semana que vem, porque anular um golo é menos difícil do que dois ou três.
Aliás, como se refere acima, o número de remates para a baliza foi muito baixo (5-3 este último número o relativo à formação leonina), para que houvesse mais golos, pese embora um tenha tido como destino a trave (6’, por Maximiliano Araújo), tendo-se verificado desde o primeiro minuto que os britânicos não se apresentaram para marcar. Apenas defender, através da quebra, nítida, do jogar devagar e entre os jogadores, subindo muito pouco.
A isto respondeu o Sporting com arrancadas rápidas, sem sempre acompanhadas da melhor forma, dado que, chegados à grande área do Arsenal, foram obrigados a recuar e recompor à forma de atacar, criando até um certo marasmo durante a maior parte do tempo de jogo, cuja primeira parte não teve qualquer minuto compensatório por parte do árbitro (mostrou autoridade, o que é raro ver em Portugal), numa arbitragem com uma ou outra pequena falha.
Poucos momentos surgiram em que os adeptos pudessem vibrar, ao ponto da claque do Arsenal também não se manifestar, para o caso com menos razão, uma vez que na segunda mão as possibilidades de saírem mais felizes só está nos pés de cada um dos jogadores (e nas mãos do guarda-redes, como ser torna evidente).
As estrelas não surgiram no céu de Alvalade, com Gyokeres praticamente muito “nublado” ao longo da partida, sendo que em Londres, por certo, a vontade de brilhar vai ser outra.
O primeiro tempo o Sporting ainda teve vantagem nos remates (5-3, dos quais 2-1 para a baliza) mas no segundo foi ao contrário, com 7-9, dos quais 3-5 para a baliza, com 42/58% de posse de bola para os ingleses.
Resta aguardar pelo encontro da segunda mão para saber como as coisas vão terminar nestes “quartos” de final da Liga dos Campeões.
Também em jogo realizado nesta terça-feira, o Real Madrid perdeu em casa ante o Bayern (1-2), com Luis Diaz a inaugurar (41’) o marcador para os visitantes que (46’) chegaram ao 2-0, através do golo alcançado pelo célebre Hary Cane. Mbappé, o abono de família do Real, marcou o ponto de honra dos espanhóis.
Nos 21-19 remates realizados, 10-4 foram para a baliza, numa percentagem de posse de bola de 52/48% para o Bayern, no que foi um jogo muito igual e em que os alemães tiveram também uma estrelinha a ajudar.
Nesta quarta-feira, em dia da Liga Europa, o Sporting de Braga recebe o Bétis (17h45), enquanto, na quinta-feira, será a vez do FC Porto também receber o Nottingham Forrester (20h).














