A seleção nacional de pista iniciou, esta sexta-feira, a participação na Taça do Mundo de Pista UCI, que tem como palco Hong Kong (China), até ao próximo domingo.
A competição começou com as provas de Eliminação, Daniela Campos e Diogo Narciso que não conseguiram impor a sua categoria, face aos resultados aquém do que seria esperado. No caso de Daniela Campos, terminou a final na 21ª posição, e Diogo Narciso não chegou a conseguir qualificar-se para a final.
Daniela Campos iniciou o primeiro dia de provas, conseguindo o 8º lugar na sua manga de qualificação, o que garantia a qualificação para a final em Eliminação. Contudo, não ficaria além do 21º lugar, num dia em que era esperado mais por parte da atleta. No pódio esteve a norueguesa Anita Yvonne Stenberg, vencedora da prova, seguindo-se Sze Wing Lee, de Hong Kong e a francesa Valentine Fortin.
“A Daniela esteve muito bem durante a qualificação e passou essa fase da competição, mas, na final, o desempenho não foi o melhor, tendo em conta as capacidades que tem. Não partimos bem e não entramos na prova como deveríamos e podíamos, sabíamos que melhorar o resultado anterior era uma tarefa difícil, mas não impossível”, explicou Gabriel Mendes, selecionador nacional de pista.
Para o técnico, Daniela Campos já fez corridas de Eliminação “com bastante qualidade, mas hoje não foi o caso. Saímos muito cedo da prova, quando tínhamos condições para progredir, não estivemos bem sobre o ponto de vista técnico e tático, temos de trabalhar nestes aspetos para melhorar a nossa capacidade de resposta global e o nosso nível de desempenho”, rematou.
Quanto a Diogo Narciso, a história foi diferente. Alinharam 16 corredores na sua manga de qualificação e o corredor português classificou-se no 14º classificado. Esta posição não permitiu que se qualificasse. A prova decidiu-se em pelotão compacto, com o início do sprint final a cerca de seis voltas do fim.
“O Diogo não estava bem colocado no grupo, demasiado atrás e bloqueado, o que impedia a sua livre movimentação para se recolocar nessa fase importante da prova. A aceleração final foi muito intensa e apesar de ter conseguido reposicionar-se melhor e dentro de um lugar que permitia a qualificação, à entrada para as últimas duas voltas, foi ultrapassado e pressionado pela direita, o que fez com que perdesse várias posições, as quais já não conseguiu recuperar até ao final”, salientou Gabriel Mendes.
Este sábado, Diogo Narciso volta à pista para disputar o Omnium, ficando o domingo reservado para o Omnium feminino, com Daniela Campos, e para a estreia da dupla João Martins e Gabriel Baptista na prova de Madison.
Gonçalo Costa subiu ao 8º lugar da geral na Volta Castelló
Gonçalo Costa subiu ao 8º lugar da Volta Castelló, após a segunda etapa, continuando a ser o português mais bem colocado em prova. O corredor da seleção nacional de estrada Sub-19 ganhou algumas posições face ao primeiro dia. Rodrigo Jesus voltou a ter azar, com um furo a menos de 10 quilómetros da meta, mantendo-se na 15ª posição da geral. Depois dos infortúnios de ontem, esta jornada trouxe bons indícios, visto que todos estiveram bem.
O francês Jules Catil foi quem venceu esta sexta-feira ao sprint, em Moncofa, após 94,3 quilómetros que começaram em Altura. Contudo, é a seleção da Bélgica que continua a liderar a competição, com Seff Van Kerckhove, que tem 37 segundos de vantagem para Gonçalo Costa e 01m42s para Rodrigo Jesus.
Depois de um primeiro dia marcado por inúmeros contratempos, os quatro atletas da seleção nacional que alinharam hoje – Gonçalo Costa, Rodrigo Jesus, Guilherme Ribeiro e Rodrigo Afonso – apresentaram-se mais consistentes nesta segunda tirada. Todos fizeram uma boa etapa e todos passaram a contagem de montanha do dia, de segunda categoria, na frente, entrando na primeira secção de sterrato no grupo principal.
No final da segunda secção de sterrato, a cerca de 10 quilómetros do final, a seleção tinha ainda três homens na discussão da corrida, com Rodrigo Jesus num grupo de 10 ciclistas, com ligeira vantagem sobre o pelotão. Infelizmente, pouco depois de sair do sterrato, Rodrigo Jesus sofreu um furo na roda de trás e teve de trocar de bicicleta. Com um pelotão muito partido, acabou por ter de esperar pela assistência portuguesa, perdendo mais de um minuto.
Gonçalo Costa, mais uma vez, fez uma etapa bem colocado. No final e mostrando a sua entrega e espírito de equipa, ainda tentou colocar Guilherme Ribeiro para o sprint, que entrou nos primeiros ciclistas do pelotão, na reta da meta, com a intenção de sprintar. Mas uma queda à sua frente não lhe permitiu realizar o sprint.
Quanto a Rodrigo Jesus, “fez tudo bem, mas voltou a ter um azar na parte final, que o impediu de discutir a etapa. Rodrigo Afonso manteve-se no primeiro grupo até ao sterrato, tendo ficado “preso” na primeira secção em algumas quedas e descolado ainda durante essa primeira secção”, explicou Ricardo Senos, selecionador nacional de Estrada.
“Continuamos a acreditar que merecemos correr a este nível. Fazemos parte deste pelotão e com o espírito de equipa e a solidariedade que temos tido, mais cedo ou mais tarde, vamos ter mais sorte do nosso lado”, afirmou o técnico da seleção.
Este sábado a Volta Castelló termina, com a terceira etapa, que é também a mais longa e montanhosa, num total de 124,9 quilómetros. A partida e chegada são no mesmo local, Segorbe e será mais um dia onde a Seleção Nacional espera continuar a evoluir e lutar por lugares de destaque.



