Quinta-feira 04 de Junho de 2026

Carlos Lopes e Renato Graça com “Saúde e Desporto”, em homenagem nos SSCML

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SSCML

Numa dinâmica renovada, ainda que a “corrida da vida” se mantenha ativa – como deve ser a forma de estar de um ser humano perante a sociedade – o campeão olímpico Carlos Lopes esteve a abrilhantar o primeiro dos eventos que integram as comemorações do 85º aniversário dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (SSCML), que se cumprem este ano.

Fazendo par com o também maratonista Renato Graça (campeão nacional nos anos 80), que se licenciou em medicina geral familiar e medicina desportiva, tendo estado em funções como médico das brigadas do controlo de dopagem durante cerca de três dezenas de anos.

Da mesma “arma” (Atletismo), ambos abordaram as carreiras possíveis na altura – cada um no seu “ritmo”, porque Lopes foi o primeiro campeão mundial de crosse e também o primeiro campeão olímpico do desporto português e Renato terá sido um dos recordistas de controlos no país e no estrangeiro.

Depois da abertura – com palavras de circunstância, por parte de Rui Cordeiro, presidente do Conselho de Administração dos SSCML, e de Ana Simões Silva, Vereadora da Ação Social da CML – o jornalista-moderador Artur Madeira introduziu o tema definido, com Renato Graça a abordar as questões da saúde do corpo e da mente, mormente das inter-relações e ligações que dão vida aos seres humanos, enquanto passou também em revista uma vida inteira ligada ao serviço da Saúde em Portugal.

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SSCML

Com um auditório composto com a presença de cerca de uma centena e meia de cidadãos, de várias idades, em especial por um grupo que integra a Universidade Sénior da Freguesia do Areeiro – a saúde é para todos! – e interessados em ouvir também o campeão olímpico, Carlos Lopes, que recordou algumas das situações que viveu, sofreu, mas, acima de tudo, saiu conquistador das primeiras medalhas (2) de ouro para o Desporto português, tendo sido o pioneiro dessa ousada e destemida corrida “ao ouro” nunca antes alcançado por um cidadão nascido neste país à beira mar plantado, de homens que deram novos Mares ao Mundo, falando português.

Resistindo a tudo, tendo Resiliência para “aguentar” (todos, os adversários), Carlos Lopes superou-se sempre, o que, na linguagem atual, depois do filósofo Manuel Sérgio criar inovação com a transformação das atividades desportivas numa Motricidade Humana que foi evoluindo para uma Transcendência que, tendo cariz religioso, atingiu outro patamar no pensamento hoje vivido pelos cientistas da Ciência Social e Religiosa.

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Por isso, ver a bandeira portuguesa alcançar o mastro mais alto do pódio olímpico, enquanto ouvia o estridente Hino Nacional a ecoar num Estádio Olímpico (Los Angeles) com mais de cem mil almas ao vivo, a quem foram acrescentados muitos milhões (via rádio e tv) em redor do Planeta Terra, foi uma explosão de alegria que, nesse tempo (há 42 anos), se podia considerar de impensável, inaudita, mas real.

Motivos pelo quais, depois das vezes que falou, ter sido ovacionado com emoção, o que calou fundo todos os presentes na sala, com base no visionamento (sete minutos) dos primórdios da vida de Carlos Lopes, por ele contada, que originou também a primeira salva de palmas. Pode não ser original, mas foi emotiva e que todos gostaram de ver, ouvir e recordar.

Vídeo que reforçou a exposição exposta no edifício – em posters elaborados pela Câmara Municipal de Lisboa – denominada “Carlos Lopes | Celebrar o Mérito, Honrar a Memória”, numa homenagem dedicada a uma das maiores figuras do desporto nacional.

Mostra que revisita 20 momentos marcantes da carreira do atleta, destacando conquistas, valores de superação e o legado que permanece como referência no desporto português, tendo sido recordado, ainda, que se comemoram, este ano, os 50 anos da conquista da primeira medalha de ouro no campeonato mundial de crosse e da medalha de prata na prova dos 10.000 metros nos Jogos Olímpicos (Montreal).

Como que em jeito de balanço da sessão, Rui Miranda Julião, diretor clínico dos SSCML, saudou a iniciativa e, como médico, salientou a carreira e o brilho que Carlos Lopes trouxe para este país (“cinzentão” na altura do primeiro êxito alcançado), abrindo um caminho que, até aí, esteve fechado aos desportistas lusos, pelo menos nas medalhas de ouro.

Rafael Salgueiro, diretor do Departamento de Atividade Física e Desporto da CML, representando o Vereador da área, Vasco Anjos, encerrou a sessão, que considerou de positiva pelo impacto que Carlos Lopes, ainda hoje, converge no presente e para o futuro.

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