Terça-feira 21 de Julho de 2026

Espanha consagrou-se campeã Mundial de Futebol’2026 ante uma Argentina que não trabalhou para isso

Tendo dominado de princípio a fim em todos os aspetos, aproveitando uma Argentina sem garra e competitividade, a Espanha conquistou o segundo título mundial de futebol, o que se considera justo e que penaliza a falta de audácia, de ação e de trabalho para o efeito, mais tendo parecido uma equipa maravilha, mas com o azul-celeste muito murcho.

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Como o bacalhau, quando se escreveu sobre a eliminação da Noruega, as pampas argentinas não tinham condimentos suficientes que aguçassem o apetite de um onze (mais cinco, os que foram sendo substituídos) pouco mais que amorfo e que só se lembrou que estava em campo para ganhar depois de ter visto um seu jogador expulso (dois cartões amarelos, o último aos 90’+3’) perto de terminar o tempo regulamentar (90’+9’), deixando a equipa apenas com 10 unidades.

Antes ainda, os argentinos nunca mostraram força, anímica e ou física, para tentar bater-se de igual para igual com uma Espanha atenta, trabalhadora, procurando o golo, como justificam as estatísticas: 3-0 em remates, dos quais 1-0 para a baliza, numa posse de bola de 64/36%, com 337-185 passes para os espanhóis, dados referentes ao primeiro tempo, enquanto, no segundo, os números foram: 15-0 remates, dos quais 9-0 para a baliza, numa posse de bola de 63/35% e 618-326 passes, com 9-1 cantos, tudo a favor dos espanhóis.

Espanha que não marcou devido ao jogo baixo (defensivo) operacionalizado pelos argentinos, apesar das vantagens que se apresentaram.

Enzo Fernandes foi o argentino mais “agressivo” no contato pessoal, que justificaram os dois amarelos e, com isso, foi o primeiro passo para um final que se assumia como perdedor.

Presume-se que a ideia final dos dois treinadores eram terminarem o jogo esperando-se o prolongamento, com a procura de um “golpe de sorte” ou “golpe de asa” que originasse um golo e depois guardá-lo até ao fim, porquanto a perigosidade dos remates não foi tão latente, ainda que os dois guarda-redes tivessem estado atentos.

Com isto chegou-se ao prolongamento e os espanhóis mantiveram a cadência superior, maior ainda porque jogaram com 11 contra os 10 jogadores argentinos, o que complicou mais a estratégia montada, tendo-se visto um esforço extra de Messi (muito parado nos 90 minutos iniciais), que acabaram por permitir à Espanha chegar ao 1-0 (106’), por Ferran Torres, numa jogada iniciada por Yamal, pela direita, que lançou a bola para Porro, que fez voar a bola até ao segundo poste onde, atento, estava William, que dominou o esférico e atrasou para dentro da área onde surgiu Torres, sem defesas por perto, a rematar forte e sem defesa para o guardião argentino.

A Argentina ainda beneficiou de três pontapés de canto nos minutos finais do prolongamento, mas náo conseguiu chegar ao golo, acabando por perder, como acabou por ser normal, pelo que atrás foi referido e porque, mais uma vez, o trabalho produzido não foi de molde a merecer melhor, para além da displicência de Enzo Fernandez ao fazer duas faltas que corresponderam a cartões amarelos, obrigando a equipa a jogar com menos um colega, que prejudicou a equipa.

A Espanha teve mais controlo do jogo e das pessoas (jogadores), sendo superiores e venceram com justiça do que fizeram mais e melhor em campo.

Pau Cubarsi (Espanha) foi o melhor jogador jovem, Unai Simón (Espanha) foi o melhor guarda-redes, Rodri (Espanha) foi o melhor jogador do Mundial e o prémio Fair Play foi conquistado pela equipa dos Países Baixos, enquanto o melhor marcador foi Kylian Mbappé (França), com 10 golos, seguindo-se Lionel Messi (Argentina) com 8, Erling Haaland (Noruega) e Jude Bellingham (Inglaterra), ambos com 7.

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Nesta altura, viu-se outro jovem (39 anos), de seu nome Messi, a chorar de tristeza porque cumpriu o que pode ter sido o último ato de duas das maiores figuras do futebol mundial, sem ganhar nada.

Uma estranha forma de comemorar uma brilhante carreira a todos os títulos. Tal como Cristiano Ronaldo. Nem tudo se pode classificar como negativo, mas é triste que isto tivesse acontecido a estas duas figuras, na 23ª edição da competição, que se iniciou em 1930.

Em termos de ranking mundial de países, a Espanha fechou esta época na primeira posição (1995,88), à frente da Argentina (1970,37), França (1948,97), Inglaterra (1922,83), Brasil (1804,92), Marrocos (1803,99), Portugal (1787,36) em 7º, Bélgica (1778,36), Países Baixos (1775,54) e México (1754,30).

 

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