Ricardo Marinheiro garantiu, ontem, a conquista da medalha de bronze no Campeonato do Mundo de XCE (cross-country eliminação), em Barcelona (Espanha).
A disciplina de XCE coloca frente a frente quatro corredores numa prova curta e explosiva que envolve obstáculos como saltos e pontes. Tudo começa com uma fase de qualificação no formato de um contrarrelógio individual de uma volta ao circuito.
Os 32 homens mais rápidos e as 16 mulheres qualificam-se para a competição principal, na qual os dois ciclistas mais rápidos em cada série qualificam-se para a próxima eliminatória até restarem apenas quatro corredores para o concurso final.
Neste Campeonato do Mundo, Ricardo Marinheiro começou por garantir um lugar na competição principal depois de ter sido sétimo na fase de qualificação. A partir daí, o português foi passando eliminatória a eliminatória, desde os oitavos de final até à derradeira final.
Na prova final, Ricardo Marinheiro teve pela frente o francês Titouan Perrin-Ganier, o sueco Casper Cassersted e o esloveno Jakob Klemenčič. Os quatro disputaram o título mundial, que acabou por sorrir Titouan Perrin-Ganier, ao fim de 2m02.38s, seguido de Casper Cassersted, a 3.38s.
Ricardo Marinheiro completou o pódio, a 1m12,22s, depois de ter sofrido um problema mecânico na roda traseira quando seguia bem colocado para disputar o título mundial, no início da segunda volta ao circuito. O problema, de resto, obrigou o português a terminar a prova com a bicicleta na mão, garantindo a conquista da medalha de bronze.
José Borges também representou as cores nacionais no Campeonato do Mundo de XCE, mas viu a sua participação terminar mais cedo devido a lesão. O atleta luso sofreu uma queda durante a qualificação que terminou com uma fratura no braço, impedindo a sua continuidade na competição.
Recorde-se que Ricardo Marinheiro já havia sido vice-campeão europeu de XCE, em 2022, num Campeonato da Europa que decorreu na pista de Tamengos, em Anadia.
Fotos: Pau Piqué/Raimon Rosich/City Mountainbike)
Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus entre os melhores na Volta Castelló
A seleção nacional de juniores terminou este sábado a participação na Volta Castelló de forma positiva, com Gonçalo Costa (5º) e Rodrigo Jesus (10º) a garantirem um lugar entre os dez primeiros da prova espanhola que integra a Taça das Nações.
Depois de uma primeira etapa marcada por furos e problemas de saúde e uma segunda tirada em crescendo, a jovem seleção comandada por Ricardo Senos enfrentou neste último dia a etapa mais longa e montanhosa da competição, num total de 124,9 quilómetros e 2200 metros de desnível acumulado.
A corrida terminou com um sprint em grupo reduzido, no qual o norueguês Kristian Flaterud se revelou o mais forte, ao fim de 3h07m52s. Gonçalo Costa, sexto na etapa, e Rodrigo Jesus, 11º, chegaram integrados no grupo principal, a três segundos do vencedor.
No final das contas, Gonçalo Costa subiu ao quinto lugar da classificação geral, com o mesmo tempo do quarto classificado, o espanhol Aitor Martínez, ambos a 43 segundos do belga Seff Van Kerckhove, que conquistou a geral, e a apenas dois segundos do pódio. O segundo lugar pertenceu ao italiano Patrik Pezzo, a 35 segundos, e o terceiro ao espanhol Raul López, a 41.
Rodrigo Jesus também merece destaque, tendo terminado em 10º, a 1m48s. Entre os restantes elementos da seleção nacional, incansáveis no trabalho durante a etapa, Guilherme Ribeiro foi 44º na geral, enquanto Rodrigo Afonso não terminou esta etapa.
“Hoje enfrentámos a etapa mais dura da Volta a Castelló e, felizmente, a corrida decorreu dentro da normalidade, sem os azares que marcaram os dias anteriores. A equipa esteve sempre unida com o objetivo de melhorar a classificação geral do Gonçalo Costa e obter o máximo de pontos possível. No final, o Gonçalo Costa terminou num excelente quinto lugar da geral e o Rodrigo Jesus, mesmo após todo o trabalho que fez durante a etapa para ajudar o seu colega, ainda subiu à 10.ª posição da classificação”, analisou Ricardo Senos.
“Com dois ciclistas no top-10, consideramos que foi uma prestação muito positiva. O Guilherme Ribeiro mostrou mais uma vez toda a disponibilidade em prol do coletivo, tendo estado integrado numa das fugas do dia, tal como o Rodrigo Afonso que, apesar de enfrentar um dia de maior dificuldade, voltou a mostrar a sua entrega ao integrar uma das fugas, tendo ajudado a equipa enquanto lhe foi possível”, explicou o selecionador nacional.
A seleção volta a entrar em ação este domingo, no Trofeo Víctor Cabedo. A corrida de um dia faz parte da Taça das Nações e tem um exigente percurso de 112,2 quilómetros. A partida está agendada para as 9h e a chegada prevista para as 12h (horas de Portugal Continental).
Federação de Ciclismo atribuiu título de Sócio Honorário à GNR
A Federação Portuguesa de Ciclismo aprovou, por unanimidade, em Assembleia Geral, a atribuição do título de Sócio Honorário à Guarda Nacional Republicana (GNR), reconhecendo o contributo decisivo desta instituição para o desenvolvimento e segurança do ciclismo em Portugal. A proposta foi apresentada pelo delegado Bruno Henriques.
A distinção surge no ano em que se assinalam duas décadas de especialização da GNR no acompanhamento de provas de ciclismo de estrada, um percurso marcado pela crescente qualificação, profissionalização e estreita articulação com a Federação.
Ao longo destes 20 anos, a GNR assumiu um papel central na garantia de segurança das competições, destacando-se pela criação de manuais específicos de atuação, pela formação contínua dos seus militares em colaboração com a Federação Portuguesa de Ciclismo e pela constituição de unidades especializadas dedicadas ao acompanhamento de provas nacionais e internacionais.
Entre os principais marcos deste percurso, destaca-se a criação de um manual de procedimentos de segurança em provas de ciclismo, o desenvolvimento de ações de formação regulares, a cooperação internacional e a implementação de um destacamento anual especializado para o policiamento destas competições.
Mais recentemente, a GNR tem vindo a reforçar a sua intervenção através da introdução de novas soluções operacionais, como sinalética específica para provas de ciclismo e a consolidação de práticas alinhadas com os mais elevados padrões internacionais, contribuindo para a credibilidade, segurança e valorização da modalidade.
A aprovação desta distinção constitui um reconhecimento público do papel essencial da GNR no ciclismo nacional, bem como do seu compromisso contínuo com a segurança dos atletas, das equipas e de todos os envolvidos nas competições. Foto: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins/FPC


