Detentor do troféu em título, o Sporting voltou a qualificar-se para a final da Taça de Portugal Placard, graças a um triunfo sólido sobre o Ferreira do Zêzere.
Assumindo as despesas do jogo praticamente desde o início da partida, o Sporting abriu a contagem por Bernardo Pacó, guarda-redes que começou a desbloquear a questão com subidas frequentes desde os primeiros minutos, abrindo mesmo o marcador aos 8’, depois de ter colocado Nilton à prova na baliza do Ferreira do Zêzere (5′).
O minuto 10 também foi frenético: segundos após Wesley ter disparado ao poste do Ferreira, Chapa viu Bernardo Paçó encher a baliza do Sporting, com uma defesa enorme.
Mais confiantes, os leões de Alvalade foram desperdiçando oportunidades até que Wesley atirou para 2-0, aos 16 minutos, assistido pelo guardião Paçó, cada vez mais influente na manobra de Nuno Dias.
A primeira parte ‘acabou’ com Nilton novamente em alta na baliza do Ferreira, negando o golo a Pauleta (19’). E a segunda ‘começou’ com Bernardo Paçó a dar espetáculo nas redes do Sporting: primeiro a evitar o golo de Francisco Oliveira, e, no mesmo minuto 24, a travar uma tentativa de Jó Mahrez.
O Ferreira nunca atirou a toalha ao chão, mas houve um lance que talvez tenha sido capital. Isolado, com via verde para uma baliza deserta, Chapa viu ‘outro’ Paçó tirar-lhe o pão da boca. Tomás recuperou rápido e evitou que a formação do Zêzere reduzisse para 2-1.
O melhor marcador da Liga Placard afinou a pontaria e disparou o marcador: 3-0 aos 27 e 4-0 aos 29, ambos da sua autoria.
Com o desafio sentenciado, o Sporting deu ainda mais volume ao resultado quando praticamente forçou Francisco Oliveira a marcar na própria baliza, após disparo de Pauleta (30’).
Faltavam 10 minutos, tempo suficiente para mais um golo do Sporting… e dois do Ferreira do Zêzere. Alex Merlim marcou aos 32 minutos, os leões nunca deixaram de carregar sobre os rivais e pagaram a ‘ousadia’: respondendo a contra-ataques rivais, Jó Mahrez assinou o primeiro golo zezerense (32’) e Kaká estabeleceu o resultado em 6-2.
O Benfica eliminou o GCR Nun’Álvares, na outra meia-final com 5-0 para os campeões nacionais em título e finalistas da Taça de Portugal na temporada passada.
Liderados por Cassiano Klein, os lisboetas só precisaram de dois minutos para começarem a desnivelar o marcador: Jacaré atirou a contar, o Benfica continuou a carregar e chegou ao 2-0, aos 8 minutos, por André Coelho.
Apesar do empenho do Nun’Álvares e dos reflexos do guardião Ervilha, o Benfica nunca sentiu a vantagem em perigo. Nem mesmo quando ficou reduzido a quatro, na sequência da expulsão de Arthur. Foi aos 17 minutos, as águias aguentarem o tempo de inferioridade e marcaram logo a seguir: nos instantes finais, e depois de uma pausa técnica solicitada por Cassiano Klein, Raúl Moreira atirou para 3-0, executando na perfeição o movimento coletivo pedido pelo treinador.
Confortável no jogo, o Benfica ganhou maior avanço a abrir a segunda parte, mais precisamente aos 23 minutos, quando André Coelho marcou o quarto golo da equipa e o segundo na conta pessoal.
O Nun’Álvares nunca se rendeu e teve um par de oportunidades para reduzir, mas nunca encontrou solução para contornar a eficácia defensiva das águias e a inspiração do seu guarda-redes, André Correia. Diogo Almeida fixou o resultado, aos 33 minutos, e a partida entrou definitivamente em modo de gestão, com o Benfica focado na final de domingo e o Nun’Álvares a dar tempo e minutos a jovens talentos da sua formação.
Finalista vencido na temporada passada, o Benfica terá a oportunidade de reconquistar o troféu no próximo domingo, frente aos leões, ainda com “fome de ganhar”.



