O Benfica conquistou a Taça de Portugal Placard Futsal, ao derrotar o Sporting CP, por 6-5, na grande final da prova, disputada este domingo, perante lotação esgotada no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
O melhor derby do mundo prometeu e cumpriu: futsal de qualidade superior, emoção ao rubro e um verdadeiro festival de golos, para delírio dos milhares de adeptos presentes.
O Benfica passou praticamente todo o jogo na frente do marcador, alternando entre vantagens de dois e três golos. Só que o Sporting nunca atirou a toalha ao chão.
Carlos Monteiro (3’), Kutchy (8′) e Jacaré (13’) deram vantagem ao Benfica, na primeira parte, enquanto o Sporting foi reduzindo, por Rocha (9’) e Zicky (19’). A segunda parte começou igualmente frenética, com três golos nos primeiros três minutos. Lúcio Rocha (21’) e Carlos Monteiro (23’) escalaram para 5-2 a favor das águias; Diogo Santos reduziu pelos leões (23’).
O minuto 26 foi igualmente marcante, com um golo para cada lado: Pany Varela assinou o 6-3 e Alex Merlim diminuiu para 6-4.
A 12 minutos e meio do fim, outro lance capital: o Benfica atingiu a 5ª falta e o Sporting ganha maior fôlego e esperança na recuperação. Faltavam ainda 8 minutos, quando os verdes e brancos começaram a lucrar com o ‘excesso’ de faltas encarnadas. Tomás Paçó beneficiou de um livre sem barreira, mas André Correia, lançado no lugar de Léo Gugiel para o efeito, defendeu com aparente tranquilidade.
No mesmo minuto, Higor cometeu falta sobre Diogo Santos e acabou expulso por duplo amarelo. Novo livre sem barreira para o Sporting, agora com Bruno Pinto a tentar bater André Correia. Nada feito. O guardião suplente justificou a aposta de Cassiano Klein e continuou a funcionar com um joker precioso.
A jogar em 4×3 devido à expulsão de Higor, o Sporting carregou sobre o Benfica, mas André Correia voltou a encher a baliza e já não saiu da quadra, contribuindo decisivamente para que as águias segurassem a vantagem de dois golos, enquanto estiveram em inferioridade numérica.
Faltavam 3 minutos e 51 segundos, quando Nuno Dias lançou o 5×4 leonino, com Alex Merlim na pele de guarda-redes subido.
O Benfica susteve praticamente todas as tentativas do Sporting e só não matou o jogo a 20 segundos do fim, porque Lúcio Rocha, com via aberta para uma baliza livre mas pressionado por um rival, acertou no poste. Ato contínuo, os leões reduziram para o 6-5 final, na sequência desse lance.
Faltavam apenas 12 segundos, Cassiano Klein pediu pausa técnica, mas o Benfica perdeu a bola e deu azo a novo ataque do Sporting: André Correia travou outra tentativa leonina e Afonso Jesus desviou a recarga de Zicky.
Canto para o Sporting e 1 segundo e meio para jogar. Nuno Dias também pediu pausa técnica, os leões ensaiaram um milagre, mas já não foram a tempo de evitar a grande festa encarnada.
Carlos Monteiro, autor de dois golos na final, recebeu o prémio de Melhor Jogador; Léo Gugiel foi eleito o Melhor Guarda-Redes desta edição da prova rainha.
Ambos os prémios foram entregues por André Miranda, Diretor do Placard, logo após a conquista do Benfica.
Para Cassiano Klein, treinador do Benfica, “o desporto é fantástico e ensina-nos tanto. Estávamos a vencer por dois golos e faltavam segundos… temos uma oportunidade muito boa para aumentar a diferença para três, mas não conseguimos e o Sporting vai lá e reduz para um golo de desvantagem. Faltava um segundo e tanta emoção. Aprende-se muito. Os adeptos merecem muito esta festa porque apoiaram muito nos momentos difíceis. Foi um jogo formidável. Ganhar é fantástico, é bom, mas na semana que vem há mais uma prova. Foi muito bom ganhar mais este troféu, depois da Taça da Liga. Temos de aproveitar para fazer melhor ainda. Não nos podemos empolgar com uma vitória, não podemos parar por aqui. Hoje saímos mais fortes daqui. Não nos garante nada, mas prova que somos capazes de competir.”
Segundo Nuno Dias, treinador do Sporting, “ao nível da entrega, não há nada a apontar aos jogadores. Mas nem sempre foi da melhor forma. Neste tipo de jogos tão equilibrados, quem for mais eficaz e aproveitar melhor as oportunidades que tem, vai acabar por vencer. Tivemos mais 20 finalizações que o Benfica, tivemos dois livres de 10 metros, tivemos 2 minutos a jogar com um a mais… Fizemos mais que o suficiente para fazer melhor do que aquilo que fizemos. Os golos do Benfica, alguns foram estranhos… O Benfica aproveitou e nas bolas paradas também conseguiu marcar. Foi mais eficaz do que nós. Finalizou menos vezes, mas finalizou melhor. Isto não é sobre quantidade, é sobre qualidade. E o Benfica foi melhor que nós na eficácia.”



