Com a simplicidade e humildade que sempre o caraterizou ao longo da vida (79 anos completados recentemente), o campeão olímpico Carlos Lopes viu a história da carreira desportiva como atleta, passada, para Memória Futura, num filme que está a concurso no 8º Lisbon Sport Film Festival.
O que foi aproveitado para que a UESPT Portugal (União Europeia do Desporto para Todos), uma associação que tem por objeto promover o Desporto para Todos, organizando atividades desportivas, recreativas, culturais e sociais para pessoas de todas as idades, independentemente da sua condição física e intelectual.
O Festival de Cinema de Desporto (integrado na programação da Federação Internacional de Filme do Desporto) – que conheceu uma evolução significativa, assumindo um carácter mais profissionalizado ao nível tecnológico e comunicacional, fruto das parcerias alcançadas e continuamente aperfeiçoadas – iniciou-se na quarta-feira passada, em Lisboa, terminando neste sábado, com a cerimónia da entrega dos prémios aos vencedores de cada uma das categorias a concurso.
Para o efeito, a organização contou com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica, da Câmara Municipal de Lisboa, Fundação do Desporto e em parceria com o Comité Olímpico de Portugal, Federação Portuguesa de Atletismo e Fundação Portuguesa de Cardiologia.
O Palácio Baldaya (Benfica), numa perspetiva mais ampla da divulgação dos ideais olímpicos, foi palco da exposição “Viagem Olímpica: Olimpismo e Mascotes Olímpicas”, que resulta de uma parceria com o Comité Olímpico de Portugal no âmbito da “Educação Olímpica”, e integra-se num projeto mais alargado “O Desporto Visto pelos Jovens”, destinado à literacia e cultura no desporto.
Local onde foi prestada a homenagem ao primeiro campeão olímpico do desporto português e na altura em que se assinalam os 50 anos da conquista da primeira medalha de ouro, no Mundial de Corta-Mato de 1976, a que se aliou, a 26 de Julho do mesmo ano, a primeira medalha de prata para o atletismo nacional, quando foi 2º na prova dos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal, onde perdeu para o finlandês Lassen Viren, data para que se prevê uma outra cerimónia distintiva.
Perante o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes; o vereador da Câmara de Lisboa, Vasco Anjos; o vogal da Junta de Freguesia de Benfica, Hernâni Silva; e outras instituições e amigos na sala, Carlos Lopes referiu à agência Lusa que “é o reconhecimento de vários anos dedicados ao desporto com alma, coração e saber estar”, acrescentando que “acho que as pessoas reconhecem esses valores e princípios. Como tive alguma influência na projeção do desporto ao mais alto nível, estes momentos são sempre uma honra”, em resposta aos oradores referidos, acrescentando-se ainda Anabela Reis (Fundação do Desporto), Daniel Monteiro (Confederação do Desporto de Portugal), Paulo Guerra (Federação Portuguesa de Atletismo) e Teresa Ramilo, presidente da UESPT Portugal.
Carlos Lopes, relativamente à coincidência dos próximos Jogos Olímpicos (2028), terem lugar na mesma cidade onde subiu aos Deuses do Olimpo (Los Angeles), adiantou que “a cidade americana traz a recordação dos grandes momentos do desporto português” e espera “que os nossos atletas faças coisas com muita graça e prazer, que possam dar alegrias ao país”.
Considerando a inundação que se verificou, dias antes do início do Festival, no Cinema Turim, que impossibilitou a passagem dos filmes a concurso nesta data, o evento foi remarcado para 17 a 19 de julho, com o visionamento de todos os 26 trabalhos selecionados pelo júri do concurso, integrando as categorias “Desporto e Sociedade”, “Cinefoot” e “Televisão”.
A entrada é livre, englobando todos os interessados, de qualquer idade e sexo.




