Quarta-feira 20 de Maio de 2026

Roberto Martínez divulgou os 27 jogadores convocados para o Mundial de Futebol

Roberto Martínez, nesta terça-feira, na Cidade do Futebol, divulgou a convocatória oficial para o Campeonato do Mundo 2026 – Canadá, EUA e México, de 11 de junho a 19 de julho deste ano de 2026.

Portugal contará com 27 jogadores na fase final do Mundial onde enfrentará, na fase de grupos, as congéneres da República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia.

FPF-SeleçãoMundial26-19-05-2026

FPF

Confira aqui o programa completo da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo 2026

Os escolhidos por Roberto Martínez são os que a seguir se apresentam:

Guarda-redes - Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton Wanderers), Rui Silva (Sporting); Ricardo Velho (Genclerbirligi Ankara);

Defesas - Diogo Dalot (Manchester United); Matheus Nunes (Manchester City), Nélson Semedo (Fenerbahce SK), João Cancelo (FC Barcelona), Nuno Mendes (PSG), Gonçalo Inácio (Sporting), Renato Veiga (Villarreal); Rúben Dias (Manchester City); Tomás Araújo (Benfica);

Médios - Rúben Neves (Al Hilal), Sam++++++++++++++uel Costa (Mallorca), João Neves (PSG), Vitinha (PSG), Bruno Fernandes (Manchester United), Bernardo Silva (Manchester City);

Avançados - João Félix (Al Nassr), Francisco Trincão (Sporting CP), Francisco Conceição (Juventus), Pedro Neto (Chelsea), Rafael Leão (AC Milan), Gonçalo Guedes (Real Sociedad), Gonçalo Ramos (PSG); Cristiano Ronaldo (Al Nassr).

Na conferência de imprensa que se seguiu ao anúncio, perante um auditório lotado, o Selecionador Nacional justificou as opções para a competição, tendo começado por referir que: “Para nós, por um lado, é um dia triste, porque precisamos de deixar jogadores que queríamos muito levar, mas que precisam de ficar de fora porque só podemos levar 27. Mas também é um dia entusiasmante porque hoje é o início de tentar lutar contra a história. De tentarmos estar juntos, utilizar os nossos valores, e parafraseando o Pedro Abrunhosa, “fazer o que nunca foi feito”.

Acrescentou que: “Os jogadores escolhidos depois de um processo responsável, honesto e profissional, de muito trabalho. Gostava que compreendessem que todos os jogadores que estiveram na caminhada para o apuramento, bem como na vitória da Liga das Nações, fazem parte do grupo. Há uns que ficam de fora porque há outros mais bem colocados para este torneio. Automatismo, estratégia de jogo… António Silva? Temos cinco centrais, trabalhámos com eles e em março precisámos de escolher. Esperamos adversários diferentes e a escolha recaiu sobre o Tomás Araújo. O António faz parte do grupo e, se houver uma lesão, é o primeiro central a entrar. Para terceiro avançado, procuramos o jogador de caraterísticas mais próximas ao Diogo [Jota]. Já o fizemos durante o Europeu, Liga das Nações… O Gonçalo Guedes é o terceiro porque é o jogador com mais flexibilidade, que pode jogar por fora, por dentro, abrir espaços no contra-ataque… O Paulinho, mais uma vez, pode fazer o perfil do Cristiano e do Gonçalo [Ramos], mas aqui precisamos de ter três atacantes. Dois mais posicionais, um mais variável. O nosso grupo mostrou que sabe vestir esta camisola. Esforço, união e vontade de sonhar. Depois, saber que nunca ganhámos um Mundial porque os adversários são muito bons. O adepto de Portugal pode esperar um grupo comprometido, preparado para lutar e para dar tudo com muito orgulho”.

Adiantou ainda que “a complexidade do torneio é muito importante, a exigência da temperatura, o fuso horário, tudo o que já vivemos em março. Há posições em que precisamos de ter mais de dois jogadores por posição. E precisamos de cinco laterais. A polivalência de jogadores como o Dalot, o Cancelo, o Matheus Nunes, que também pode jogar a médio, é importante. E dentro, João Félix, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Trincão jogam entrelinhas. Aqui não entram jogadores que também fizeram épocas espetaculares como Ricardo Horta, Pedro Gonçalves ou Rodrigo Mora. Por fora temos Rafael Leão, Pedro Neto e Francisco Conceição, bem como a opção do Gonçalo Guedes. Não há espaço para mais. É tentar procurar o equilíbrio e ter todas as opções que precisamos”.

Sobre o quarto guardião, salientou que “falei com o Ricardo Velho e ele sabe que é o quarto guarda-redes. As regras são que só se houver uma lesão durante o torneio, podemos substituir o guarda-redes. E para nós, o trabalho precisa de ser de alta intensidade em todos os treinos. Há muita finalização e precisamos de mais um guarda-redes. O Ricardo Velho sabe que não pode sentar-se no banco, mas em 2 minutos disse que estava preparado para ajudar no que fosse necessário, e esse é o motivo de tentar utilizar quatro guarda-redes durante um período de treinos muito diferente. Já estive em dois Mundiais e é a primeira vez que há seis dias de diferença entre o primeiro e o segundo jogo”.

Referiu que ”os melhores jogadores, os melhores palcos… Uma coisa é a vossa reflexão, as histórias do futebol, que faz parte do vosso trabalho, mas para nós é muito fácil. Temos RD Congo, Uzbequistão e Colômbia. É muito fácil. Não há mais jogos, é estarmos preparados para esses. Depois, precisamos de mostrar que merecemos mais. E a vontade está no balneário. Mas as histórias e tudo isso deixo para vocês, que têm mais experiência”.

“Num Mundial não há posições num ranking, favoritismo. O mais importante por agora é o primeiro. Vamos jogar num estádio fechado, com condições. Respeitamos muito a RD Congo, conheço muitos jogadores porque há vários que cresceram na Bélgica e trabalhei com eles. As equipas que chegam aqui pela primeira vez têm uma vontade, um sonho que não se pode controlar. Aconteceu-nos na Bélgica em 2018 frente ao Panamá, e nos primeiros 60 minutos foi um dos jogos mais difíceis que jogámos. Respeitamos muito os jogos frente a RD Congo e Uzbequistão, e depois veremos como estaremos frente à Colômbia”.

FPF-SeleçãoMundial26--19-05-2026 (1)

FPF

Prosseguiu: “numa equipa de e com todos, é a nossa força, a nossa alegria. Disse que na vida todos temos momentos muito difíceis. Perder o Diogo foi um momento inesquecível e muito difícil, mas o dia a seguir foi uma responsabilidade para todos nós de lutar pelo sonho do Diogo e pelo exemplo que ele sempre foi na nossa Seleção. O espírito, a força, o exemplo do Diogo Jota é o +1 e vai ser o +1 para sempre”.

“O nosso processo e a nossa Federação é de alto nível e isso acontece. Há decisões e momentos em que precisamos de responsabilidade e honestidade. Falei com alguns dos jogadores e a reação foi muito positiva. Ficam de fora, mas continuam a lutar para ganhar o Mundial e para fazerem parte da nossa luta, e isso é o importante”.

“O Ricardo Horta, e para dizer mais um nome, o Mateus Fernandes, fizeram épocas incríveis. Mas há outros jogadores à frente. O Pedro Gonçalves, o Rodrigo Mora, não entram na Seleção porque há João Félix, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Trincão, que já têm um papel na Seleção. No futebol moderno, com cinco substituições… A posição de lateral é muito exigente, fisicamente precisas de dar muito mais. E para nós, ter os quatro mais o Matheus Nunes é essencial e dá equilíbrio ao que o balneário tem”.

Questionando e respondendo: “favoritismo? Estou a praticar muitas palavras em português, mas favoritismo e Portugal num Mundial ainda não estão ligados. O Mundial não é só jogar bem, não é só talento. Há muitos desafios. E há o aspeto psicológico. Só uma seleção que já ganhou um Mundial pode ser favorita. Candidato provavelmente é uma melhor palavra para descrever o momento que estamos a ter. Ganhámos a Liga das Nações mais exigente de sempre. Vencer a Alemanha em casa deles, a Espanha na final… Sonhar sim, candidato também, favorita não”.

Portugal começa a participação na prova frente aos congoleses, dia 17 de junho, no NRG Stadium em Houston, às 18h00 (hora portuguesa).

Dia 23 de junho, no mesmo estádio, em Houston, a formação das quinas enfrenta os uzbeques, também às 18h00, (hora portuguesa).

O terceiro e último jogo do grupo K, frente à Colômbia, no Hard Rock Stadium, em Miami, realiza-se no dia 28 de junho*, às 00.30 (hora portuguesa).

Portugal, no caminho de preparação para o Mundial 2026, enfrentará o Chile, dia 6 de junho, às 18h45, no Estádio Nacional, em Oeiras, e a Nigéria, dia 10 de junho, às 20h45, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

A FIFA determinou que a Seleção Nacional terá de estar no seu centro de estágio, em Palm Beach, Flórida, no mínimo, cinco dias antes da sua estreia na competição.

A partir daqui os caminhos serão outros, mais estreitos ou mais largos consoante as exibições e os resultados alcançados. Precisa-se de concentração, psíquica e física, em Mente Forte. O ambiente é outro dos fatores de grande relevo, sabendo-se que nos EUA e no México, ao mínimo descuido, poderá haver problemas de variada índole, por enquanto impensáveis, mas não desprezíveis no plano a elaborar.

Seja pelo que for, a felicidade também tem de estar por perto. “A sorte dá muito trabalho” – uma frase que o Prof. Moniz Pereira nunca se cansava de ter presente. Porque a sorte conquista-se, não surge do nada!

 

© 2026 Jogada do Mês. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Valid.