A Taça do Mundo de Águas Abertas vai regressar a Setúbal nos dias 20 e 21 deste mês de junho, celebrando duas décadas de história de uma prova que se tornou uma referência incontornável no panorama mundial da modalidade.
Desde a primeira edição (2006), Setúbal tem acolhido alguns dos maiores nomes das águas abertas, consolidando-se como uma das etapas mais prestigiadas do circuito internacional. Este ano, será a última do circuito mundial, a etapa de todas as decisões.
Ao longo destes 20 anos, as águas do Sado receberam campeões olímpicos, campeões mundiais e milhares de atletas provenientes dos quatro cantos do mundo.
A importância de Setúbal ultrapassa mesmo o contexto da Taça do Mundo, pois a cidade foi palco das provas de qualificação olímpica para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021, momentos decisivos para muitos atletas que procuravam garantir um lugar na maior competição desportiva do planeta.
Foi precisamente em Setúbal que vários nadadores portugueses carimbaram a qualificação olímpica. Arseniy Lavrentiev garantiu a presença nos Jogos de Londres 2012, Vânia Neves assegurou a qualificação para o Rio 2016 e, mais recentemente, Angélica André e Tiago Campos conquistaram o apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Aliás, a história da prova conta também com vários momentos de destaque para a natação portuguesa. Arseniy Lavrentiev alcançou o quarto lugar em 2011, depois de já ter sido sétimo classificado em três edições consecutivas. Daniela Inácio terminou na sexta posição em 2008, Rafael Gil foi quinto em 2019 e Angélica André assinou algumas das melhores prestações portuguesas de sempre, com um quinto lugar em 2019 e duas classificações no sétimo posto, em 2017 e 2023.
Ao longo da história da competição, poucos atletas deixaram uma marca tão forte como a brasileira Ana Marcela Cunha e o alemão Thomas Lurz, os nadadores mais medalhados de sempre em Setúbal. Ambos ajudaram a elevar o prestígio da prova, tornando-se referências incontornáveis da modalidade.
No plano coletivo, Itália lidera o medalheiro histórico da competição, com 16 medalhas conquistadas (sete de ouro, seis de prata e três de bronze). Seguem-se o Brasil, com 12 medalhas, e a Alemanha, que soma um total de 20 pódios, o maior número absoluto de medalhas alcançadas por uma nação em Setúbal.
Vinte anos depois da primeira edição, Setúbal continua a afirmar-se como um dos grandes palcos mundiais das águas abertas, unindo tradição, excelência organizativa e uma ligação única ao mar que faz da cidade um local especial para atletas e adeptos da modalidade.


