Nesta sexta-feira, a seleção nacional de futebol terminou a preparação para o jogo frente ao Chile – este sábado, 18h45 (RTP1) – o primeiro de dois encontros particulares que servirão para afinar a equipa lusa para a fase final do Campeonato do Mundo 2026, no Canadá, EUA e México.
Um treino que se seguiu ao primeiro dia em que foi anunciado que o “adeus de Roberto Martinez é tido como certo” porque “espanhol acaba contrato e quer outros projetos”, situações que são razoáveis do ponto de vista individual mas não tanto na lógica de se saber o que vai acontecer no mundial, que nem sequer começou.
Para um cidadão comum, diga-se normal sob o ponto de vista de um ser humano, pensante, ético, esclarecido, integral, e na altura em que estamos a poucas horas de iniciar o primeiro jogo-teste para aquilatar do “estado” (físico, técnico, mental, social) de cada jogador chamado a representar a equipa das Quinas, considerando ser cuidadoso não “cavar” hipóteses – sem as classificar – mas tentar decifrar se Portugal é “candidato” ou “favorito”, como entrou em moda conforme os signatários de cada uma das opções referidas.
Quer isso dizer, sem acrescentar muito, que convém analisar as duas hipóteses dentro do ponto de vista real: candidato são os que já foram campeões e favoritos são os que, segundo as “casas de jogo”, com os dados que obtém da leitura dos questionários que elabora, recolhe e analisa, os votos reúnem com esta movimentação.
E a votação vai sendo feita jogo a jogo (este sábado frente ao Chile, no Estádio Nacional) e, depois, no Estádio Magalhães Pessoa (Leiria), frente à Nigéria (no feriado de 10 de Junho), pelo que prever seja o que for não tem sustentação.
Em vez de se proporcionar um “sossego” para acalmar as águas que “escaldam” no exterior (vindas do “interior”?), colocando achas na “fogueira” antes que algo que aconteça, por certo que não deve ser o melhor caminho, tudo dependendo do que cada “nuvem” ou “passageiro” traga no seu seio.
Deixemos os candidatos e os favoritos fazerem o seu trabalho, que as águas continuem a deslizar pelos rios, que matemos a sede a cada passo e aplaudamos a seleção nacional, da qual se espera, sempre, boas jogadas, articuladas, com a bola a rolar e a entrar na baliza dos nossos adversários, afinal o fim maior de uma atividade desportiva, seja qualquer for, com o foco na conquista do troféu que está em disputa a cada momento!
Roberto Martínez, selecionador Nacional, em declarações à comunicação social, referiu que ”os resultados dos jogos amigáveis não são os jogos amigáveis, mas a preparação que retiramos. Com o Chile queremos ganhar, mas essa não é essa prioridade. Vamos usar as 11 substituições e o foco é mais individual. O resultado é tudo aquilo que está a acrescentar à equipa. Em março, trabalhámos em altitude e agora vamos jogar em Houston por isso decidimos chegar o mais tarde possível aos EUA, porque podíamos trabalhar aqui o que era preciso. Assim, estamos a utilizar a experiência que já trago de 3 Mundiais.”
Prosseguiu: “a experiência de ter tido 7 jogos no Mundial da Rússia fez-me perceber que é preciso uma grande flexibilidade tática que te permita adaptar e não ter aspetos táticos fechados e muito rígidos. Por isso, vamos também trabalhar alguns aspetos defensivos nestes particulares, mas a flexibilidade será muito importante.”
Precisou que o “foco agora é mais individual e é uma continuação do bloco que vem desde maio. Os adversários que vamos enfrentar agora tem parecenças com o que vamos encontrar no Mundial. O Chile tem aspetos de combate e do futebol sul-americano parecidos com a Colômbia. Depois há uma preparação coletiva para o que são os três jogos da fase de grupos. Depois dizer que é muito importante jogar frente aos nossos adeptos tanto no Jamor como frente à Nigéria”
Completou: “estamos juntos há 38 jogos. A ideia é criar um balneário competitivo. Temos 5 substituições, por isso a ideia é acabar os jogos ainda melhor do que começámos. Penso que todos terão oportunidades nos dois jogos e queremos abrir o onze inicial a toda a gente. Não podemos ter só um onze. Queremos ter outras dinâmicas e para isso contamos com todos.”
Esclareceu: “Há situações que não podemos controlar e, infelizmente, o Matheus Nunes está fora da lista [para o jogo com o Chile]. Esperemos que esteja disponível para a Nigéria. O João Félix ainda vamos avaliar, mas acredito que possa estar disponível.”
Na sessão da tarde de ontem, Roberto Martínez contou com o regresso de João Félix, que apenas tinha feito trabalho de ginásio, sendo que Matheus Nunes, ainda a recuperar de indisposição gástrica, voltou a ficar de fora do treino, assim como os quatro jogadores do PSG – Gonçalo Ramos, João Neves, Nuno Mendes e Vitinha – que só este sábado serão integrados no estágio da formação nacional.
Sejamos desportistas, com Ética, Transparência, Integridade!


