Segunda-feira 08 de Junho de 2026

Portugal entrou na rota do Mundial com um triunfo motivante ante o Chile

2026 (4) (1)O triunfo da equipa nacional nunca esteve em dúvida desde os primeiros minutos de jogo, mas nem por isso foi fácil ganhar vantagem, apesar de um primeiro tempo acima dos chilenos, em que a felicidade não se concretizou perante duas oportunidades de golo eminentes.

Fotografias : ©  Paulo Alfar 2026 / JDM

Com dois rasgos rápidos, Ruben Dias (4’) confirmou ao que ia e a bola que saiu da cabeça para a baliza só não entrou porque o guardião Vigouroux se impôs com uma excelente defesa, mantendo a equipa portuguesa uma pressão que, volvidos cinco minutos, levou Rafael Leão a rematar ao poste e a perder-se pelo lado contrário.

Com a equipa das Quinas a manter as rédeas, a bola chegou a entrar na baliza chilena (36’) depois de Cristiano Ronaldo se ter escapado e surgir isolado frente ao guardião adversário, mas o árbitro auxiliar estava atento e viu um nítido fora-de-jogo, pelo que não foi validado.

Logo de seguida foi Samu a rematar forte para a baliza, onde a bola não chegou porque um defesa conseguiu, em esforço, desviar o esférico pela linha final, numa jogada iniciada por Renato Veiga.

Com a defesa lusa a não permitir caminho aberto para a baliza à guarda de José Sá – que pouco fez no primeiro tempo – a linha média e avançada manteve a liderança e (43’) Portugal ganhou um livre direto, frontal à baliza e perto da linha da grande área.

2026 (1)Chamado à cobrança, Ronaldo rematou a meia altura, com força, mas a bola bateu no peito de um defesa e o perigo ficou sem efeito, regressando no minuto seguinte (45+2’) com Cancelo a pressionar um defesa chileno, entram em choque e criou-se um “bate-papo” com outros jogadores que se juntaram, numa “salada” escusada e que resultou na expulsão direta (vermelho) de Rafael Leão, que nem sequer tinha estado na jogada, e de Román.

Com 8-0 em remates, três dos quais para a baliza e uma posse de bola de 67/33%, Portugal dominou, mas não marco, ainda que tivesse feito uma primeira parte razoável, ainda que sem grande brilho.

No regresso ao relvado do Estádio Nacional, o selecionador nacional fez entrar seis jogadores (Rui Silva, Diogo Dalot, Gonçalo Inácio, Ruben Neves, Pedro Neto e Gonçalo Guedes, por troca com José Sá, Nélson Semedo, Renato Veiga, Samu Costa, Bernardo Silva e Ronaldo) para rodagem e proporcionar uma outra dinâmica, porquanto era indispensável marcar golos, considerando-se ainda que ambas as equipas apenas tinham dez jogadores em campo.

2026 (3) (1)A verdade é que o ambiente foi outro e (52’) o golo esteve à vista, mas Vigouroux voltou a brilhar a defender um pontapé de bicicleta feito quase à queima-roupa na área dos chilenos.

Acabou por ser o toque de alarme para os visitantes, porquanto (58’), Gonçalo Guedes – que entrou dez minutos antes – foi lançado por Ruben Neves, pela esquerda, acelerou e ficou frente ao guardião, atirando para a baliza e aberto o marcador para Portugal, fazendo o 1-0.

Logo de seguida, Pedro Neto e Gonçalo Guedes voltaram a tentar chegar ao golo, mas a jogada não surtiu efeito, surgindo (67’) Digo Dalot isolado à frente do guardião chilena, mas rematou à figura.

Tendo consciência de que o jogo estava controlado, o “dez” nacional continuou a marcar o “andamento” do jogo, não permitindo ao Chile que se aproximasse da baliza à guarda de Rui Silva, perfeitamente “parado” no seu espaço.

Até que chegou (75’) o 2-0 tranquilizador. Uma arrancada pela direita de Gonçalo Guedes, que chutou para trás, onde Francisco Conceição “aperfeiçoou” um “jeitinho” à bola para chegar a Bruno Fernandes que, vindo de trás, dominou a bola perto da linha de grande área e rematou forte para o 2-0.

2026 (5) (1)A equipa lusa como que “descansou”, como normalmente acontece, não acautelou a “mente forte” e (90+2’) facilitou de modo que o Chile reduziu para 2-1 com um golo marcado por Cepeda, que aproveitou uma “quebra” e abriu a brecha para bater Rui Silva, de forma rápida.

Um triunfo justo, correspondente a uma exibição razoável ainda que não brilhante, mas que encaixou na expetativa do selecionador nacional, que volta a ter oportunidade de aclarar mais alguns itens no jogo de quarta-feira, frente à Nigéria, em Leiria.

Apesar disso, a história do Portugal-candidato ou do Portugal-favorito continua a “bailar” nos corredores, ainda que extravase para o público, quando se lê “mau será não chegar acima dos quartos de final” no final do mundial, como que a querer indicar, por quem tem responsabilidades quase absolutas, que o futuro está definido e que haverá novo selecionador.

2026 (6) (1) 2026 (8) (1) 2026 (10) (1) 2026 (9) (1) 2026 (2) (1) 2026 (7) (1)

 

© 2026 Jogada do Mês. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Valid.