A Seleção Nacional de seniores masculinos venceu por 3-1, com os parciais de 25-19, 20-25, 25-23 e 25-18, a congénere da Letónia no Torneio 15 da Liga Europeia, que se concluiu na Nave Costa Pereira do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Com este resultado, Portugal soma a terceira vitória consecutiva e nove pontos e assim mantém vivas as esperanças de conseguir atingir os lugares cimeiros da tabela. Para isso, e para além de uma conjugação de outros fatores, como os resultados no último torneio a registar pelas seleções que estão à frente de Portugal, a turma das quinas terá de vencer, obrigatoriamente, o Azerbaijão e a Hungria, no Torneio 24, a disputar de 19 a 21 de junho.
No primeiro set, Portugal entrou melhor (3-1, 6-4), mas a Letónia aguentou a pressão e passou a ombrear no marcador com a equipa da casa. Um ataque de Kelton Tavares e outro de Nuno Marques mantiveram a distância (11-9).
Portugal mostrava-se seguro na defesa e implacável na hora de atacar: 16-12, com André Pereira a conseguir furar um bloco triplo da Letónia que parecia intransponível.
Dois ataques do capitão Alexandre Ferreira – o artilheiro de serviço neste parcial, com 9 pontos – catapultaram Portugal (20-16); logo de seguida, um bloco de Bruno Dias levou o público ao rubro… e o mesmo efeito produziu um serviço-canhão de Alex Ferreira (22-16).
Coube a André Pereira a honra de selar, com um ataque, o resultado final: 25-19.
No segundo, a Letónia saltou do banco aparentemente com a lição aprendida e bem mais agressiva nas ações ofensivas e defensivas (10-5), com um bloco de Eduards Dudens. Contudo, continuava permeável aos erros e um serviço e um ataque desperdiçados tiveram o condão de aproximar os portugueses (11-8).
Um ataque de Alex Ferreira colocou Portugal na cola do seu adversário, que resolveu parar o jogo para redefinir estratégias (16-17). O «truque» surtiu efeito, já que a Letónia voltou a fastar-se (20-16). E chegou mesmo a aumentar a diferença, acabando por vencer por 25-20, com o ponto vitorioso a ser rubricado por Kristaps Smits, capitão da Letónia.
No terceiro, um ataque de Alexandre Ferreira descolou, desde cedo, Portugal (3-1), mas a Letónia igualou com um ataque do central de 2,05 metros Gustavs Freimanis. Os portugueses voltaram à carga e Filip Cveticanin, com um bloco, colocou a vantagem em três pontos de diferença (8-5).
O treinador letão optou por pedir tempo e, mais uma vez, a estratégia surtiu efeito (8-8).
Um serviço de André Pereira deu fôlego extra a Portugal (13-10). Um bloco triplo da Letónia possibilitou a igualdade a 15 pontos.
André Pereira e Alexandre Ferreira continuavam a conseguir fazer o prato da balança pender para o lado lusitano (19-17), mas a Letónia voltou a igualar (19-19) por intermédio de Pauls Jansons.
João José fez algumas alterações no jogo luso e a equipa voltou aos trilhos: 25-23, com os dois últimos pontos a levarem a assinatura das jovens promessas Manuel Figueiredo e André Pereira, este último então com 13 pontos no bornal…
No quarto, Portugal entrou de rompante, com André Pereira a subir para 4-1 a diferença pontual entre as duas seleções. Uma jogada de entendimento entre o distribuidor Bruno Dias e o central Kelton Tavares e um bloco de Manuel Figueiredo/Filip Cveticanin empolgaram o público e mantiveram a distância (6-3).
A Letónia não aguentava a pressão e cometia alguns erros não forçados (13-6). Portugal sentia que tinha o jogo na mão e ganhava confiança, enquanto o seu adversário se intranquilizava cada vez mais (14-7).
Um bloco de Kelton Tavares aproximou ainda mais os portugueses do triunfo (16-9).
Contudo, o pássaro ainda não estava totalmente pousado na mão. A resposta da Letónia (17-13, com um bloco de Kristers Landzans, obrigou o selecionador português a pedir desconto de tempo. Um serviço de Armands Rokjans e um bloco de Toms Vanags tornaram tudo bem mais perigoso (17-15).
Dois pontos no ataque de André Pereira e um bloco de Filip Cveticanin voltaram a inclinar o prato da balança para o lado português (22-16).
E os ataques de Alex Ferreira e André Pereira e o bloco de Kelton Tavares fixaram o triunfo em 25-18.
Alexandre Ferreira e André Pereira, respetivamente com 26 e 18 pontos, cotaram-se como os melhores pontuadores de Portugal, enquanto Pauls Janson, com 21, foi o letão mais concretizador.
Após o triunfo, os protagonistas da partida analisaram o momento do coletivo e perspetivaram o futuro na competição, com João José, a propósito do Torneio 24, a “lembrar que a Hungria e o Azerbaijão são adversários diferentes, mas que requerem que a equipa traga a mesma disponibilidade que trouxemos para jogar hoje”.
Confrontado com a afirmação da nova geração de voleibolistas na rotação da equipa, o timoneiro não poupou elogios ao talento disponível. “Sim, eles têm a margem, sabem fazer, sabem jogar. Agora precisam é desbloquear”, atirou.
Concluiu que “acho que fomos sobretudo eficazes. Apresentámos um bocadinho mais de erro no serviço, mas hoje era preciso um serviço extremamente físico. Como não somos tão altos, precisamos ainda mais do físico para podermos servir bem e o serviço efetivamente funcionou e acabou por fazer ali a diferença”.
Após o fecho do torneio em Matosinhos, a fase regular da Liga Europeia terminará para Portugal no Azerbaijão, de 19 a 21 de junho, onde medirá forças com a seleção local e com a Hungria.
Caso Portugal consiga terminar no top 4 da classificação geral, as meias-finais vão disputar-se entre 27 de junho e 1 de julho, ficando a grande final a duas mãos agendada para o período de 8 a 12 de julho.
Para além da luta pelos títulos, esta competição servirá de barómetro e preparação crucial para o Campeonato da Europa de 2026, que terá lugar de 15 de setembro a 15 de outubro na Itália, Bulgária, Finlândia e Roménia. No EuroVolley, a comitiva nacional ficará sediada na Bulgária, onde enfrentará adversários de enorme peso internacional como a Polónia, a Bulgária, Israel, a Macedónia e a Ucrânia.


