Angélica André e Mafalda Rosa superaram-se na jornada inaugural do Campeonato da Europa de águas abertas, em Paris, ao terminarem os 10 quilómetros femininos nos 11º e 14º lugares, respetivamente.
Duas grandes provas das nadadoras portuguesas que se mantiveram durante grande parte da corrida na luta pelos lugares cimeiros, numa competição marcada pelo equilíbrio e pelas constantes alterações no grupo da frente.
Angélica André concluiu o percurso com 2h08m41,7s, a menos de um minuto da vencedora. A portuguesa iniciou a prova no 23º lugar, mas foi recuperando posições de forma consistente e aproximando-se progressivamente da frente.
Depois de passar a meio da distância na 17ª posição, Angélica chegou ao 10º lugar aos 7,5 quilómetros. Na parte final, voltou a entrar no top 10 na passagem dos 9,4 quilómetros, antes de cortar a meta na 11ª posição.
“Foi uma boa prova. Vim ao Europeu à espera de fazer um bom resultado, sabendo que era difícil alcançar o pódio, pois esta foi uma época bastante complicada e exigente. Aliás, há dois meses havia a hipótese de nem vir competir… Mas quis aproveitar a prova ao máximo, sempre com atitude e garra, tendo como objetivo chegar no grupo na frente e foi um lugar a chegar quase, quase, no grupo, por isso, considero que foi muito bom. Para o ano continuamos o trabalho e esperamos que seja cada vez melhor”, segundo revelou a nadadora Angélica André.
Mafalda Rosa esteve igualmente muito próxima das primeiras classificadas durante uma parte significativa da corrida. A portuguesa terminou no 14º lugar, com 2h08m50,5s, a 1.00,6 minutos da vencedora.
Após iniciar o percurso na 18ª posição, Mafalda recuperou rapidamente e chegou ao 9º lugar aos 3,1 quilómetros. Passou também a meio da prova na 9ª posição, a apenas 6,6 segundos da liderança, mantendo-se dentro do grupo que discutia os lugares da frente.
Nos quilómetros finais perdeu algum terreno, mas ainda recuperou duas posições no derradeiro segmento para assegurar o 14º lugar.
“Foi uma prova tática, porque havia muita corrente, mas senti-me bem, andei no grupo da frente e fiz uma boa parte final. São bons indicadores para provas futuras. Agora a prioridade é recuperar e preparar-me para o knockout”, referiu Mafalda Rosa.
A vitória na prova feminina pertenceu à italiana Ginevra Taddeucci, que completou os 10 km em 2h07m49,9s. A húngara Viktoria Mihalyvari Farkas foi segunda, a 9,7 segundos, enquanto a italiana Linda Caponi completou o pódio.
Na prova masculina, Diogo Cardoso terminou no 22º lugar, com 1h57m13,6s.
Numa prova longa e exigente, o nadador manteve-se próximo do grupo da frente durante grande parte do percurso. O português passou a meio da distância na 13ª posição, com 58m21,1s e chegou ao 10º lugar aos 6,9 quilómetros, quando estava a apenas 8,8 segundos da liderança. Mas o ritmo elevado imposto na parte final acabou por fragmentar o grupo e isso acabou por prejudicar Diogo Cardoso.
Francisco Amaral terminou na 29ª posição, com 2h05m41,6s. O nadador português foi procurando recuperar lugares ao longo do percurso, chegando a subir dez posições na passagem dos cinco quilómetros, momento em que seguia no 21º lugar. Na segunda metade, as diferenças aumentaram, mas Francisco Amaral manteve-se em prova até ao final e completou o exigente percurso europeu.
A vitória pertenceu ao alemão Florian Wellbrock, que terminou os 10 quilómetros em 1h55m18,3s, apenas 2,1 segundos à frente do húngaro David Betlehem. O também alemão Oliver Klemet completou o pódio.
Esta quarta-feira, Diogo Cardoso e Francisco Amaral voltam a competir, agora nos 5 quilómetros, primeira prova do dia.
Luísa Arco terminou em 21º lugar na prancha de 3 metros
Luísa Arco concluiu a sua participação no Campeonato da Europa de saltos para a água, em Paris, ao alcançar o 21º lugar nas eliminatórias da prancha de 3 metros.
A saltadora portuguesa somou 212,90 pontos nos cinco saltos realizados. Depois de iniciar a prova na 23ª posição, Luísa Arco foi ganhando confiança e chegou a subir ao 19º lugar após o terceiro salto, o melhor da sua série.
Nesse momento, a portuguesa recebeu 54,00 pontos num salto de duas voltas e meia para a frente com uma pirueta, em posição grupada, mostrando qualidade numa execução com um grau de dificuldade de 3,0.
Luísa Arco tinha começado a competição com 40,50 pontos, seguindo-se uma segunda tentativa avaliada em 43,40. Os dois últimos saltos, pontuados com 37,80 e 37,20, respetivamente, acabaram por impedir a aproximação aos lugares de qualificação.
A italiana Chiara Pellacani liderou as eliminatórias, com um total de 336,85 pontos.
Depois do 18º lugar na plataforma de 10 metros, Luísa Arco despediu-se de Paris com mais duas provas internacionais cumpridas ao mais alto nível e experiência acumulada para os próximos desafios.
Equipa masculina de sub-16 no mundial de Polo Aquático
A seleção nacional masculina de Sub-16 sofreu nova derrota no segundo encontro da fase de grupos do Campeonato do Mundo de polo aquático, que decorre em Zagreb (Croácia).
Perdeu com a Geórgia por 7-4, mas ao contrário do que sucedeu na jornada inaugural frente à Nova Zelândia, a equipa portuguesa nunca se rendeu e procurou até ao final do encontro um resultado diferente.
Portugal entrou determinado e manteve a discussão do resultado durante praticamente todo o encontro. A formação georgiana terminou o primeiro período na frente (2-1), mas a equipa portuguesa reagiu de forma positiva e não permitiu qualquer golo ao adversário no segundo parcial, vencendo por 1-0 e empatando o encontro a dois golos.
O equilíbrio manteve-se no regresso à água. Num terceiro período mais aberto e com maior eficácia ofensiva de ambas as equipas, a Geórgia marcou três golos e Portugal respondeu com dois, deixando tudo em aberto para os últimos minutos, com apenas um golo a separar as duas seleções (5-4).
No derradeiro período, Portugal procurou chegar ao empate, mas encontrou dificuldades para ultrapassar a defesa georgiana. A Geórgia aproveitou as oportunidades criadas, marcou por duas vezes e fechou o encontro com o resultado de 7-4.
Miguel Santos e Hugo Martin, com dois golos cada, assinaram os quatro tentos portugueses.
Apesar do desfecho, a jovem equipa portuguesa voltou a mostrar capacidade competitiva, personalidade e organização, mantendo-se ligada ao jogo até aos instantes finais diante de uma seleção georgiana fisicamente exigente.
Esta quarta-feira, Portugal volta a entrar em ação, defrontando a Turquia.


