No ano de 1976, Carlos Lopes teve a vontade férrea e alma grande para tentar conquistar para Portugal o que seria a primeira medalha de ouro, que um atleta português nunca tinha conseguido até essa data.
Depois de se apresentar na estreia do que veio a ser a mais icónica corrida de fim de ano em Portugal – a São Silvestre da Amadora – Carlos Lopes como que “obrigou” toda a população a vir para a rua e assistir, na noite de 31 de dezembro de 1975, no que foi a primeira grande festa da corrida “à porta de casa”.
Perante uma multidão que encheu o percurso e vibrou do princípio ao fim, Lopes impôs a sua vontade, o seu ritmo e acabou como vencedor, no que foi o primeiro passo para, dois meses depois (fevereiro de 1976) se tornar campeão mundial de corta-mato, conquistando a primeira medalha de ouro para o desporto nacional.
Mas 1976 ficou ainda registado com a primeira medalha de prata que Carlos Lopes conquistou, ao ser segundo classificado nos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal (Canadá), culminando um ano repleto de êxitos ao mais alto nível.
Oito anos depois (12 de agosto de 1984), Carlos Lopes atingiu o auge ao conquistar a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos ao vencedor a maratona, com novo recorde olímpico e com 37 anos e meio.
Pelo que, no presente ano (2026), se completam 42 anos sobre o ouro alcançado nos Jogos Olímpicos e 50 sobre o ouro no mundial de crosse e a prata nos Jogos de Montreal (1976).
Ontem, no Dia Mundial da Juventude, Carlos Lopes continua a ser recordado como o rapaz que se fez homem e que serviu de “charneira” para Portugal surgir no mapa mundial por boas razões, com a ajuda do inesquecível Prof. Mário Moniz Pereira, que fez dele o ícone em que se tornou ao longo de uma carreira de duas décadas.
Porque a História conta, para nos dar pistas para o futuro, fica o registo das efemérides alcançadas por esta dupla de luxo, do saber ser e fazer.
Obrigado Carlos Lopes!


