Desde que chegou a Paris, Francisca Martins ainda não falhou nenhum dos objetivos a que se propôs e, ontem, cumpriu mais um ao garantir presença na final dos 200 livres, a terceira depois da estafeta 4×200 livres e 800 livres.
A nadadora lusa está a demonstrar grande fulgor no Campeonato da Europa de Paris e, além de garantir mais uma final para o seu currículo, voltou a brilhar nas meias ao melhorar o seu próprio recorde nacional nos 200 livres, terminando com 1.57,56 minutos, depois de o ter feito no primeiro percurso da final da estafeta (1.57,80 minutos), demonstrando estar ao mais alto nível.
Foi o oitavo melhor tempo entre os presentes, registo também conseguido pela britânica Leah Schlosshan, que levou a comissão técnica da European Aquatics a propor três soluções de desempate às duas nadadoras. Ou nadavam o swim-off no final do dia de hoje, ou amanhã de manhã ou a final teria nove nadadoras. E foi a última solução que gerou consenso entre todas as partes.
Assim, Francisca Martins garantiu lugar na final, sendo que será a única nadadora portuguesa em ação no dia de hoje.
Camila Rebelo, por seu lado e um dia depois de conquistar a merecida medalha de prata nos 200 metros costas, voltou à piscina para marcar presença nos 50 metros costas, uma prova que serviu essencialmente para manter a nadadora em ação, já que o próximo e grande objetivo passa pelos 100 metros costas. Camila Rebelo terminou a prova com 29,14.
Coube a Vasco Morgado estrear-se na competição maior europeia, e esteve presente nas eliminatórias dos 100 mariposa, terminando com 53,51 segundos, não conseguindo o apuramento para as meias-finais.
Portugal com primeiro triunfo no Europeu Sub-20 de Polo Aquático
Portugal conquistou ontem a primeira vitória no Campeonato da Europa de Sub-20 masculino (Divisão 1), ao vencer a Lituânia por 9-8, no Complexo de Piscinas do Jamor, com José Jordão a marcar o golo decisivo quando faltava apenas um segundo para o final.
Foi o desfecho perfeito para uma seleção nacional que vinha ferida depois de duas derrotas nos dois primeiros jogos. Portugal nunca deixou de acreditar, mesmo quando passou praticamente todo o encontro em desvantagem, lutou até ao fim e teve o merecido prémio, num jogo sempre muito equilibrado.
Portugal entrou a perder, fechando o primeiro período em desvantagem por 1-2, e esse golo de diferença manteve-se até ao início do quarto período, já que o segundo e terceiro terminaram com empate (2-2- e 3-3).
A Lituânia entrou, nos derradeiros oito minutos a vencer por 7-6, deixando Portugal perante a necessidade de arriscar tudo para procurar uma vitória que vinha perseguindo desde o início da competição. E foi aí que a equipa portuguesa mostrou carácter.
Num último período carregado de intensidade, Portugal conseguiu equilibrar definitivamente o encontro: Renato Ferreira fez o 8-8 faltava pouco mais de um minuto para o final e quando o empate parecia inevitável e o cronómetro se aproximava do zero, Portugal ganhou uma situação de superioridade numérica, a bola chegou a José Jordão e o internacional português não hesitou: remate, golo e explosão de alegria no Jamor. No marcador, 9-8. No relógio, 00:01.


