Pelas 18h44m43s desta sexta-feira, a organização da 87ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa emitiu um comunicado em que “lamenta profundamente informar o falecimento do corredor britânico Finlay Tarling, da NSN Development Team, na sequência de um grave acidente ocorrido durante a 8ª etapa da prova, entre Melgaço e Fafe”.
Adiantou também que “neste momento de profunda consternação, a organização da Volta a Portugal e a Federação Portuguesa de Ciclismo expressam as suas mais sentidas condolências à família de Finlay Tarling, aos seus companheiros de equipa, à NSN Development Team e a todos os seus amigos e entes queridos”, acrescentando que “perante este trágico acontecimento, a corrida será neutralizada até à chegada a Fafe e, em sinal de respeito e luto, não se realizará a cerimónia de pódio prevista para hoje”.
Mais tarde, a organização, através do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, do Diretor da Competição e da GNR, constrangidos, confirmaram os dados mais recentes, ainda que sem certezas – a não a ser da morte do jovem (19 anos) ciclista, porquanto não se conheciam imagens e relatos do que se tinha passado.
Através da equipa de reportagem da RTP, que transmitia o evento em direto, foram mostradas imagens do fatídico desastre, onde a primeira perceção do infausto acontecimento era a de que uma viatura automóvel, fora da organização, entrou no percurso com a etapa a decorrer, vendo-se que tinha um vidro frontal partido e que a bicicleta do jovem estava no chão, perfeitamente distorcida face ao impacte que teve quando do embate com a viatura em sentido contrário, considerando que os ciclistas estavam numa descida.
Finlay Tarling teve um problema na bicicleta e vinha na parte de trás da corrida, ao que parece só, tentando regressar ao grande pelotão, o que não se verificou porque não conseguiu desviar-se da carrinha.
São os dados mínimos que se conhecem, faltando perceber o porquê da viatura, não autorizada, estar em movimento no percurso da etapa, ações que de investigação que se iniciaram de imediato e que se aguardam mais informações.
Sabe-se que não foi a primeira vez que esta situação se viveu em Portugal, porquanto é uma modalidade de risco – como todas que envolvam veículos em movimento – mas o perigo está em cada curva.
O lamento é que, desta vez, atingiu um jovem (de 19 anos) praticamente no início de uma vida que se queria dedicada às bicicletas, ao ciclismo de competição, porquanto quereria fazer disto um modo de vida, como muitos mais também o fazem.
Aguarda-se que se tirem conclusões concretas para que se repense, desde já, a tomada de outras medidas complementares de reforço da segurança de todos os envolvidos nas organizações de eventos, porquanto também não é exclusivo do ciclismo.
Fica o lamento pelo acontecimento e as condolências à família enlutada do malogrado jovem ciclista.
A competição prossegue este sábado e conclui-se no domingo, de acordo com o programa que estava definido, porquanto não houve notícias em contrário.

