Quinta-feira 03 de Setembro de 2026

Campo Paralímpico Jovem junta desporto, saúde e inclusão na Tocha

O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) estão a promover, até sábado, o Campo Paralímpico Jovem, uma iniciativa que reúne desporto, inclusão e desenvolvimento pessoal.

CPP

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Esta ação centra-se no Centro de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, na Tocha, Cantanhede e é destinado a crianças e jovens dos 8 aos 18 anos com deficiência elegível para a prática de modalidades paralímpicas, tendo 17 participantes contacto com diferentes modalidades desportivas, num ambiente seguro, inclusivo e acompanhado por técnicos especializados.

Atletismo, natação, boccia e goalball integram o programa desportivo da iniciativa. As atividades de atletismo decorrem no Complexo Desportivo de Febres e as de natação nas Piscinas Municipais de Cantanhede, proporcionando aos participantes experiências em diferentes contextos e instalações desportivas.

O programa inclui ainda momentos de convívio e contacto com atletas do Projeto de Esperanças e Talentos Paralímpicos (PETP) do CPP, permitindo aos participantes conhecer diferentes experiências e percursos inspiradores no desporto.

Mais do que uma experiência de iniciação desportiva, o Campo Paralímpico Jovem pretende aproximar os jovens do Movimento Paralímpico, identificar capacidades e, sempre que possível, encontrar caminhos para dar continuidade à prática desportiva em clubes e programas de desenvolvimento.

Para o secretário-geral do Comité Paralímpico de Portugal, Carlos Lopes, “o Campo Paralímpico Jovem nasce da vontade de criar, a partir da base, um espaço onde crianças, jovens e famílias possam encontrar-se com o Movimento Paralímpico, os seus valores e, sobretudo, com as possibilidades que o desporto pode abrir nas suas vidas”.

Acrescentou ainda Carlos Lopes – que é primo do campeão olímpico Carlos Lopes, que

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“queremos que estes dias lhes permitam descobrir modalidades, reconhecer capacidades, construir ambições e inspirar-se nos exemplos e percursos de atletas que mostram como o desporto pode transformar percursos e abrir novas possibilidades”, reforçando um outro pilar no qual assenta esta iniciativa: “este Campo tem uma ambição que vai muito além destes quatro dias. Pretende ser um ponto de encontro entre pessoas e instituições e o início de uma rede cada vez mais ampla, capaz de aproximar o desporto, a saúde, as famílias, os clubes e as diferentes e“Realiza-lo num espaço como o Centro de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais tem, por isso, um significado especial: simboliza esta aproximação entre diferentes áreas e a convicção de que é através da cooperação que conseguimos criar mais e melhores oportunidades. A rede começa aqui, mas queremos que cresça, que envolva mais parceiros e acompanhe cada vez mais crianças e jovens no seu percurso desportivo e de vida.”

O presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, Fausto Pereira, destacou que “para a FPDD, este campo de férias desportivo e inclusivo, em parceria com o CPP e com o Centro de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, representa uma oportunidade única de cumprir a sua missão mais profunda: democratizar o acesso à atividade física e assegurar que a deficiência não seja uma barreira para a prática desportiva, através de metodologias adaptadas e do apoio de técnicos especializados, sendo garantido um ambiente seguro onde cada participante pode testar os seus limites e descobrir novas capacidades”, referiu ainda o presidente da FPDD.

A realização do Campo no Centro de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais evidencia igualmente a importância da articulação entre o desporto e a área da saúde. Para o presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, “acolher o Campo Paralímpico Jovem no Hospital Rovisco Pais é uma forma concreta de fazer pontes entre a saúde, a reabilitação e o desporto, colocando estas áreas ao serviço de um objetivo comum: criar mais oportunidades de participação, autonomia e inclusão para estas crianças e jovens”.

“Na ULS de Coimbra acreditamos que a reabilitação não termina nos cuidados de saúde. É também fundamental ajudar cada pessoa a desenvolver as suas capacidades e a encontrar espaços onde possa participar, superar desafios e concretizar o seu potencial. O desporto tem, neste contexto, um papel muito importante, e esta iniciativa traduz precisamente essa nossa visão, ao proporcionar aos jovens novas experiências e ao abrir caminhos para a continuidade da prática desportiva”, concluiu Francisco Maio Matos.

Refira-se que a iniciativa encerrará com um almoço-convívio, que contará com a presença dos participantes, respetivos encarregados de educação, atletas do PETP e do Projeto de Preparação Paralímpica, representantes institucionais, responsáveis de entidades públicas, dirigentes das organizações parceiras e personalidades convidadas.

O Campo Paralímpico Jovem resulta de uma parceria entre o CPP e a FPDD, com o apoio da ULS de Coimbra e do Centro de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais.

 

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