Com sete vitórias em sete jogos, o FC Porto mantém uma invejável liderança na Liga Betclic, numa altura em que as equipas foram para o “descanso” competitivo devido aos jogos da seleção nacional com vista à Liga das Nações.
Na receção ao Benfica, os portistas voltaram a justificar porque seguem na frente – agora com cinco pontos de avanço dos encarnados e seis do Sporting – porquanto vencer por 3-1 foi um resultado relativamente folgado para o que se espera, porquanto a nota maior vai para um golo de diferença, seja para que lado for.
Com o Benfica mais afoito no início – e até mais perigoso – a formação de Farioli foi controlando o ímpeto do adversário, analisando a movimentação dos jogadores e “farejando” o caminho para se adiantar no marcador, como se verificou à passagem da meia hora, com Gabri Veiga a chegar-se à frente e abrir o ativo.
Na ânsia de responder da mesma forma, o Benfica tentou avançar mas Lenglet (35’) viu o segundo cartão amarelo e saiu mais cedo de cena, deixando a equupa da Luz reduzida a dez unidades, o que seria (como foi) prejudicial para a manobra da recuperação.
A partir daí, com as “costas mais quentes”, os portistas mantiveram uma toada de segurança, do avançar mais rápido se fosse necessário, pelo menos até ao intervalo.
No segundo tempo, o Benfica assomou-se à baliza de Diogo Costa e (51’) Bah elevou-se para chegar ao empate, por pouco tempo, porque o FCPorto respondeu em conformidade com a necessidade de manter a liderança, que conseguiu três minutos depois (54’) por intermédio de Froholdt.
Farioli, nessa altura, terá tido um”súbito” pensamento e “deu corda” para o assalto ao terceiro golo, tendo acertado em cheio, com o japonês In-baom a (60’) aumentar para um 3-1 que podia ser o golo da quase confirmação do triunfo. Como acabou por ser.
Os portistas remataram mais (17-11, dos quais 7-3 para a baliza, numa posse de bola de 58/42% para o Benfica), justificando mais golos, enquanto as águias não demonstraram garras suficientemente fortes para alterar fosse o que fosse.
Ainda que empatando (0-0) em São Miguel, frente ao Sporting de Braga, o Santa Clara continua a manter-se no top-5 da classificação, tendo igualado o Sporting, ambos com 15 pontos.
Os açorianos granjearam vantagem na estatística (10-7 em remates, dos quais 3-1 para a baliza, ainda que com supremacia dos bracarenses na posse de bola – 53/47%), pelo que o nulo se pode considerar ajustado.
Muito por baixo anda o Vitória de Guimarães (14º na classificação) que empatou em casa frente ao Moreirense, com os visitantes a adiantarem-se no marcador (52’) com um golo marcado por Tiago Andrade para Borevkovic (90+6’) chegar ao 1-1 final.
Com 13-4 em remates, dos quais 5-3 para a baliza e com uma posse de bola de 64/36%, fica-se com a sensação de que os vitorianos se deixaram “enganar”.
No Estoril, os canarinhos do Tejo atingiram a 5ª derrota, depois de Sanchez ter chegado (70’) ao 1-0, logo contrariado pelo Casa Pia, que empatou (72’) por Clua, chegando ao triunfo (89’) por intermédio de Pauwels, no que foi a primeira vitória dos casapianos.
Vantagem para o Estoril nos remates (13-10, dos quais 6-3 para a baliza), com 52/48% de posse de bola para os visitantes.
Na Amadora, o Estrela dominou nos remates (14-8 e na posse de bola – 60/40%) mas para a baliza foi o Académico de Viseu a dominar (4-2), correspondendo ao bis alcançado por André Clovis (10 e 24’) para acertar o triunfo.
A competição regressa no dia 9 de outubro para dar início aos jogos da 8ª jornada, onde surge o Sporting de Braga-Sporting, o Marítimo-FC Porto e o Benfica-Vitória de Guimarães.





