A Seleção Nacional Sub-21 derrotou (2-0) a congénere da Chéquia, na última ronda da fase de apuramento para o Campeonato da Europa 2027, a realizar no próximo mês de junho, na Sérvia e na Albânia.
Os comandados de Luís Freire venceram com golos de Daniel Banjaqui e Afonso Moreira, encerrando com a chave de ouro esta caminhada rumo ao Euro. Este resultado permite ainda que a Equipa das Quinas termine a fase de qualificação com a melhor defesa da Europa, com dois golos sofridos, a par da Bélgica, embora com mais dois jogos disputados.
Portugal entrou bem e a controlar as incidências do jogo. As primeiras oportunidades surgiram no início do segundo quarto de hora da primeira parte, com Carlos Forbs – assistido por Rodrigo Mora – a obrigar o guardião adversário a boa intervenção e, na sequência do canto, com Afonso Moreira a tentar o golo através de um pontapé de bicicleta.
Estavam dados os avisos para o que aí vinha, ao minuto 29, quando o lateral Daniel Banjaqui recebeu a bola à entrada do meio-campo ofensivo, tirou um adversário da frente com enorme classe, irrompe com a bola em direção à área checa e remata para o fundo das redes, com a bola ainda a sofrer um desvio num adversário. Um verdadeiro golaço do internacional português.
Portugal galvanizou-se e voltou a criar perigo no minuto seguinte, mas Rodrigo Rêgo viu a sua investida esbarrar no guardião checo.
O primeiro lance de perigo da Chéquia chegou ao minuto 38, mas Diogo Ferreira respondeu à altura, com uma boa intervenção.
Ainda antes do intervalo, Gustavo Varela dispôs de uma bela oportunidade, mas o remate do ponta-de-lança português foi travado pelo guarda-redes adversário.
Não marcou Portugal e quase que marcou a Chéquia, no último lance do primeiro tempo. Num contra-ataque venenoso, Boledovic atirou por cima quando tinha a baliza à sua mercê.
O segundo tempo começou praticamente com mais um golo de Portugal. Afonso Moreira sofreu falta à entrada da área e, na conversão do livre, Rodrigo Mora procurou Tiago Gabriel ao segundo poste. O central ganha nas alturas e serve Afonso Moreira, que remata para o 2-0. Excelente jogada de laboratório da turma portuguesa.
A partir do 2-0, a partida tomou uma toada mais morna, com ambas as equipas a tentarem o golo a espaços, embora sem grande intensidade. Foi, por isso, com alguma naturalidade que não surgiram mais alterações ao marcador até ao final da partida.
Portugal terminou a fase de qualificação com a melhor defesa da qualificação e o segundo melhor ataque de toda a Europa!
Portugal alinhou com: Diogo Ferreira, Daniel Banjaqui, Gonçalo Oliveira, Tiago Gabriel – Cap. (Gabriel Brás, 56′), Rodrigo Rêgo, Dário Essugo (Diogo Sousa, 81′), Mathias de Amorim, Rodrigo Mora (Flávio Gonçalves, 74′), Carlos Forbs (Geovany Quenda, 56′), Afonso Moreira e Gustavo Varela (Rafael Nel, 81′).
Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Gonçalo Moreira, Mezian Soares.
O selecionador Luís Freire, no site da FPF, referiu que “o nosso desafio era jogar contra uma Chéquia que tem vindo a ter bons resultados, era segunda classificada e é muito possivelmente uma equipa que vai ao Europeu. Sabíamos que ia ser difícil. Estávamos à espera de uma Chéquia um pouco mais agressiva a pressionar, mas preferiram uma estratégia de bloco mais baixo e saída em contra-ataque. Tivemos de ter paciência com a bola. Tínhamos 11 jogadores atrás da linha da bola e era difícil encontrar espaços, mas os jogadores foram ganhando cada vez mais calma e tranquilidade, jogando mais juntos e falhando menos passes. As oportunidades foram aparecendo e acabámos por fazer o 1-0 numa grande jogada do Banjaqui, em que consegue furar a marcação individual, abrir espaço e fazer o golo. Fiquei feliz por ele. A equipa ficou mais tranquila e passou a dominar completamente o jogo. Tivemos uma ou outra situação para fazer o 2-0. No final da primeira parte sofremos aquele contra-ataque que podia ter dado o empate. São jogos muito perigosos, que parecem controlados e dominados, mas o 2-0 é sempre muito importante. O 2-0 acabou por surgir na segunda parte de forma justa. Fomos claramente superiores ao adversário, tanto com bola como nos remates e nas oportunidades, tivemos uma reação forte à perda. Destaco uma boa organização, mas principalmente a atitude dos jogadores em querer ajudar a equipa. Muita atitude e vontade de ajudar a equipa. Voltámos a não sofrer golos e vencemos com justiça.”



